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Parque dos Príncipes

Espaço dedicado à cobertura do Campeonato Europeu de Futebol de Selecções a decorrer em França de entre 10 de Junho e 10 de Julho

Parque dos Príncipes

Espaço dedicado à cobertura do Campeonato Europeu de Futebol de Selecções a decorrer em França de entre 10 de Junho e 10 de Julho

21
Jun16

Ucrânia 0-1 Polónia: Apuramento confirmado com golo solitário


RSolnado

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No jogo de despedida da Ucrânia, a Polónia procurava ultrapassar a Alemanha (tinha de ganhar por maior diferença que os alemães). Muitas mudanças de parte a parte neste duelo entre as co-organizadoras do Euro 2012. 5 nos amarelos, e 4 nos de branco, o seleccionador polaco deixou os 4 jogadores em risco de exclusão no banco.

E acusou mais as trocas a Polónia, nomeadamente com três delas no meio-campo. A equipa até entrou bem e nos primeiros 3 minutos Milik e Lewandowski espreitaram o golo, com destaque para o falhanço do capitão e avançado do Bayern de Munique. Foi uma ameaça somente, a Ucrânia tomou conta do jogo e dominou a primeira parte, criando alguns lances de perigo.

 

Zinchenko mexeu com o jogo a meio-campo, e foi dele que saiu o passe a isolar Zozulya, valeu o grande corte de Pazdan. Estavam jogados 10 minutos. Até à meia-hora, Konoplyanka e Yarmolenko também espreitaram o golo, mas sem acertar com a baliza de Fabiaski. A Polónia defendia muito, nem sempre bem, o meio-campo não funcionava. De assinalar que nesta primeira parte Milik surgiu sobre um flanco, preferencialmente o esquerdo, jogando Zielisnki nas costas do avançado. Mas nem com mais um médio a Polónia contrariou a Ucrânia até ao apito para o intervalo. Lewandowski sozinho estava muito fora do jogo e ia sofrendo faltas bem duras quando intervinha.

 

No segundo tempo veio logo um sinal de mudança: Kuba rendeu Zielinski, que passou ao lado do jogo, voltando a equipa ao esquema habitual. E o golo solitário do jogo chegaria em menos de 10 minutos e pelo homem que saiu do banco. Canto curto da Polónia, Milik a combinar e depois assistir na área onde Kuba, após belo trabalho individual, rematou para o fundo das redes

Estava feito o único golo do jogo. Kapustka podia ter aumentando a contagem logo de seguida mas falhou o alvo. Do outro lado continuaram a existir oportunidades, mas quase sempre bloqueadas pelos defensores ou com os atacantes a rematarem para fora. Konoplyanka foi sempre o jogador mais activo mas raramente acertou com o alvo.

 

O jogo não iria mexer muito mais, nota ainda para uma boa defesa de Fabianski a remate de Rotan. Com 2 golos marcados, 0 sofridos e 7 pontos, a Polónia qualificou-se para os oitavos de final, ainda assim em segundo lugar, já que a Alemanha teve mais um golo marcado. A Ucrânia sai de cena com 3 jogos, 3 derrotas, 0 golos marcados e 4 sofridos, 3 deles na sequência de bolas paradas defensivas. Se calhar é por aqui que podem começar a fazer o trabalho de casa, em vez de estarem a fazer turismo nas fases finais das grandes competições.

 

Homem do jogo: Kuba

16
Jun16

Ucrânia 0 - 2 Irlanda do Norte: Vitória Histórica


J.G.

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Nós adoramos o jogo pela sua vertente mais clássica. Analisar os onze de cada equipa, analisar as mudanças em relação ao último jogo, destacar as opções tácticas, notar as nuances nos sistemas de jogo, perceber quem opta por jogar mais defensivo e quem procura a posse bola. Gostamos de ter razão quando vemos um craque confirmar a sua qualidade, ficamos orgulhosos quando uma revelação se confirma, tentamos adivinhar o resultado do jogo com base naquilo que conhecemos. Seguimos o jogo da maneira mais isenta e curiosa que pode haver porque queremos bom futebol, queremos perceber a evolução das equipas, gostamos de entender as tendências do jogo. Costuma ser a beleza do futebol.

 

Depois há os jogos que rompem com isto tudo e passam a ser movidos só por emoções. Qual é a probabilidade de um português estar no seu cantinho a seguir mais um jogo do Euro e acabar todo empolgado a torcer pela Irlanda do Norte? 

Comigo aconteceu hoje. 

No meu caso até chega a ser curioso que 34 anos depois volte a vibrar com a mesma selecção. É que eu recordo-me bem do que gostava da Irlanda do Norte no Mundial 82 em Espanha por causa do avançado Whiteside e do guardião Pat Jennings. E recriava os jogos deles no Subbuteo.

Hoje ao acompanhar o jogo com a Ucrânia fui deixando de lado as preocupações tácticas, posicionais e sistemas. A festa que os adeptos verdes fazem nas bancadas é contagiante, os vídeos que se apanham na internet nos últimos dias com estes irlandeses em festa são incríveis. 

Trouxeram um autêntico hino deste Euro em forma de cântico. Todos estamos viciados no Will Grigg's On Fire.

Então e o Grigg joga? Não. Está no banco. Nem entra. Mas eles cantam sem parar e saltam alegremente enquanto aguentam o 0-0.

E há futebol bonito, inovações tácticas ou jogadores de encantar? Não, nada disso. 

Mas há uma entrega, uma motivação, uma paixão pelo jogo que chega a ser emocionante. A Irlanda do Norte tem uma alma gigante e querem mais do que ninguém fazer história. Querem pelos onze em campo, pelos que estão no banco, pelos que não foram convocados, pelos que estão em casa e pelos que estão ali nas bancadas. Um país atrás de história é isto.

 

Na 2ª parte McAuley fez o 1-0. De cabeça, de bola parada, claro! A festa que se viu no relvado e nas bancadas tem que marcar este Euro. 

O ambiente no estádio era tão louco que as televisões deviam mandar calar comentadores e narradores só para ouvirmos os adeptos. Nesta hora ninguém precisa que nos expliquem nada do jogo. Basta olhar e ouvir, a história está a ser feita de imagens e sons e não merece ser interrompida. Todos defendemos com a Irlanda do Norte, todos suspiramos de alívio a cada corte, a cada defesa de McGovern. 

O jogo é interrompido foi forte chuvada. Ridículo pensaram os irlandeses e nós. Há 4 anos também se interrompeu um jogo mas havia trovoadas na Ucrânia. Siga. O jogo volta mas os verdes continuam unidos. A vitória parece possível.

E quando se contavam os minutos para o fim aparece um segundo milagre, McGinn entrou e marcou numa recarga épica. Para ser bíblico, teria de ter sido o Grigg a marcar... O jogo acabou com o 2-0 mais inesperado do torneio. A Irlanda do Norte ganhou. Todos os que adoramos futebol sorrimos.

Bem, todos não. Os ucranianos não acharam piada e estão perto de serem eliminados. 

 

Melhor em campo: McAuley

 

12
Jun16

Alemanha 2 - 0 Ucrânia: De Susto em Susto Até à Vitória Mais Folgada (Até Agora)


J.G.

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A Alemanha entrou no Euro a ganhar cumprindo assim o primeiro objectivo em França. Também entrou no jogo a ganhar. Em 19' a equipa de Low pegou no jogo e fez o golo inaugural. Pensou-se que ia ser uma noite tranquila para os campeões do mundo mas não foi bem assim.

Ganhar por 2-0, resultado mais dilatado do torneio, até agora, e ter como melhor em campo o guarda redes, é estranho. Sabendo que o golo que foi dando a vantagem alemã até foi apontado por um defesa, Mustafi estreou-se a marcar pelo país, e que o golo da tranquilidade só apareceu no último minuto fruto de um excelente contra ataque, dá para ter uma ideia do que foi esta estreia.

 

A Alemanha mostrou argumentos interessantes do meio campo para a frente, como é hábito. Müller, Özil, Draxler e Götze sempre prontos a criarem dificuldades. Mas atrás há motivos de preocupação para Low. Os espaços entre os centrais e os laterais não estão bem geridos, tal como a distância entre a dupla Kroos, Khedira para a zona defensiva quando apanhados em contra golpe. 

A Ucrânia mostrou-se muito bem arrumada defensivamente e interessante nas saídas com bola rápidas, Konoplyanka e Yarmolenko em grande destaque na hora de criar oportunidade. E a verdade é que acabaram a primeira parte muito perto do golo do empate. A resistência germânica deveu-se a Neuer e Boateng que tem o corte mais espectacular do Euro. Valeu como se fosse um golo.

Na 2ª parte a Ucrânia não voltou a ser atrevida e o jogo decorreu no meio campo amarelo. Com um relvado num estado latismável para uma prova deste nível, a Alemanha procurou várias soluções atacantes e ensaiou algumas movimentações quase sempre anuladas pela defesa ucraniana. Também não foi uma noite inspirada dos principais atacantes alemães, com Müller à cabeça deste exemplo.

Sem conseguir fazer o golo tranquilizador, a Alemanha ia sofrendo um golo caricato. Um pontapé do guarda redes Pyatov apanhou Mustafi e Neuer desentendidos, o central cabeceou para a sua baliza não reparando no habitual adiantamento de Neuer. A bola saiu ao lado da baliza mas ainda houve a tentativa de um avançado em corrigir a trajectória. Valeu Neuer a recuperar e Boateng a atirar para longe. Um enorme susto que motivou a Ucrânia a um último esforço à procura do empate. Acabou por ser traída nesse balanço ofensivo com o tal golo de Schweinsteiger que veio do banco para fechar o resultado final.

Boas indicações da Ucrânia e dúvidas sobre se a Alemanha teve só uma noite menos inspirada ou se há problemas mais sérios. Para já, os campeões do Mundo começam bem.

 

Melhor em Campo: Manuel Neuer

05
Jun16

Grupo C: Ucrânia


RSolnado

  • Fifa ranking 19
  • Grupo C
  • Treinador Mykhaylo Fomenko
  • Primeiro jogo Alemanha

Repete a presença depois de co-organizar em 2012, e procurará agora passar a fase de grupos. A qualificação não foi fácil e só chegou no play-off depois de ter perdido 10 pontos para Eslováquia e Espanha, que se qualificaram directamente. Com grande influência dos dois maiores clubes nacionais na selecção, Fomenko debate-se com um problema crónico desde a retirada de Shevchenko: a ausência de um goleador. Zozulya e Seleznyov não são goleadores, e o grande perigo vem invariavelmente dos flancos e das diagonais de Yarmolenko e Konoplyanka.

Além disso a meio-campo penso que falta alguma criatividade, mas pelo menos há garantia de muita entrega e capacidade de luta, por vezes levada ao extremo. Zozulya e Rotan, ambos do Dnipro, foram suspensos por 6 meses pela Federação depois de terem agredido o árbitro do jogo da 2ª mão da meia-final da Taça frente ao Zorya! Ainda assim foram chamados ao Europeu, e estão apontados à titularidade.

 
Craque
Andriy Yarmolenko

O canhoto do Dinamo Kiev encantou na Champions e viu o seu futuro ligado a clubes com o Barcelona. Aos 26 anos, na altura final para dar o salto para outra liga, chega a este Europeu depois de alguns problemas físicos, mas ainda assim recuperado a tempo de brilhar em França. Com drible desconcertante e remate fácil, as suas famosas diagonais podem causar mossa nas defensivas contrárias, especialmente se Konoplyaka estiver também inspirado no outro flanco.

 
Revelação

Viktor Kovalenko
Aos 20 anos impôs-se na segunda metade da época com um indiscutível do tridente ofensivo do Shakthar, assumindo assim o vazio deixado pela saída de Alex Teixeira. Foi sem surpresa chamado para o Euro, embora em teoria o lugar de “10” seja de Sydorchuk, do rival Dinamo. Mas a boa campanha na Liga Europa, onde impressionou pela facilidade com que serviu os colegas, pode jogar a favor do mais jovem Kovalenko, que foi o melhor marcador do último campeonato do Mundo de Sub-20 e a estrela maior da equipa do Shakthar que chegou à final da UEFA Youth League em 2015.

 
Onze Tipo
Pyatov; Fedetskiy, Khacheridi, Rakitskiy e Shevchuk; Stepanenko (Rybalka) e Rotan (c); Yarmolenko, Sydorchuk (Kovalenko) e Konoplyana; Zozulya.