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Parque dos Príncipes

Espaço dedicado à cobertura do Campeonato Europeu de Futebol de Selecções a decorrer em França de entre 10 de Junho e 10 de Julho

Parque dos Príncipes

Espaço dedicado à cobertura do Campeonato Europeu de Futebol de Selecções a decorrer em França de entre 10 de Junho e 10 de Julho

03
Jul16

França 5-2 Islândia : domínio avassalador Gaulês!


Pedro Varela

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Acabou a aventura da Islândia no Euro 2016 de França aos pés da Selecção anfitriã. Foi bonito, emocionante e uma surpresa para todos. Vá, não tenhamos receio de o dizer, porque ninguém se atreveria a indicar a Islândia como uma das potenciais oitos selecções a estar presente nos quartos de final.

 

Durante o hino Islandês vimos fantástica imagens dos seus adeptos orgulhosamente a cantar e a sentir um momento único de um pequeno país. Em Saint-Dennis estavam presentes 3% da população. Claro que o futebol que apresentaram, principalmente hoje, dificilmente serve para bater os principais candidatos à vitória final e no único teste contra um deles, quando as coisas correm mal, a catástrofe pode estar próxima. Mas, não podemos deixar de referir que estes últimos 12 anos neste país nórdico foram absolutamente vitais para a evolução que o futebol assistiu no país e que hoje tive um final "feliz" em França.

 

Entre infra-estruturas que foram construídas de raiz para a prática de futebol, a treinadores de futebol qualificados pela UEFA, 1 para 500 jogadores, em Inglaterra é de 1 para 5.000, a equipas que se prepararam afincadamente para este momento, como é o caso de Breidablik nos subúrbios de Reykjavík, que tornou-se no melhor centro de jovens futebolistas do país e que contribuíu com 4 jogadores para os 23 desta Selecção, a Selecção da Islândia foi a grande surpresa do Euro mas a sorte está muito longe de ser o grande responsável pelos 5 jogos que realizou no Europeu.

 

O jogo de hoje para os Franceses era acessível, mas não podiam facilitar. Deschamps trocou Kante por Sissoko no meio campo e no centro da defesa colocou Umtiti no lugar de Rami.

Do lado contrário, a Selecção Islandesa apresentou o mesmo 11 titular, repetiu-o por 5 vezes, algo que nunca tinha acontecido em fases finais desta competição.

 

A entrada absolutamente violenta da França que até aos 20 minutos marcou dois golos, Giroud e Pogba, praticamente selou a qualificação para a meia final. Os Islandeses demoraram a reagir, só aos 24' tiveram a primeira oportunidade por Böðvarsson, mas, a característica que os tinha diferenciado nos quatro anteriores jogos, meio campo combativo não estava a funcionar. Era uma França dominadora e que em dois minutos voltou a marcar mais dois golos já perto do intervalo. Payet faz o 3-0, chegando nessa altura a igualar os melhores marcadores do Euro, mas Griezmann tinha outros planos e isolava-se como novo líder dos goleadores. Aliás, nos últimos 8 golos da França, Griezmann esteve em 6 deles: marcou 4, assistiu 2.

 

A segunda parte começa com duas mexidas na Selecção da Islândia, entravam Ingasson para a defesa e Finnbogason para o ataque. E ainda se sorriu nas bancadas dos adeptos do país dos vulcões quando Sigthórsson reduziu para 1-4. Sol de pouca dura, Payet, no minuto seguinte, marca um livre a mais de 35 metros da baliza e Giroud na alturas, tudo corria mal aos jogadores Islandeses, atirava para o fundo das redes com Halldórsson mal batido.

 

Deu tempo para Deschamps descansar alguns jogadores, já a pensar no embate diante da Alemanha, em jeito de final antecipada. A 7 minutos do final do jogo, Bjarnason, que já tinha marcado a Portugal, fixou o resultado final.

 

Dizem que o sonho Islandês terminou. Não concordo. Isto foi bem real e todos que os defrontaram estavam com os olhos bem abertos. A França, como candidata à vitória final no Euro, não facilitou e puxou dos galões para evitar qualquer tipo de surpresa!

 

Homem do jogo: Giroud

 

27
Jun16

Inglaterra 1-2 Islândia : heróis vulcânicos!


Pedro Varela

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♫♫

Small island is on fire
Big island is terrified
NA NA NA NA NA NANA NANA NANANA

♫♫

 

Acabamos de assistir a história do futebol mundial, verdade seja dita, o Europeu de 2016 já valeu pelo que há momentos se passou em Nice. A Islândia, com pouco mais de 300 mil habitantes, venceu a Inglaterra e eliminou-a da competição, uma nação que tem mais de 8 milhões de pessoas a praticar futebol, e pelo que assistimos em campo não foi um escândalo!

Se a passada semana tinha sido, a nível político para os ingleses um adeus à Europa, a Selecção em campo não quis ficar atrás e seguiu os passos da maioria que votou pela saída do Reino Unido da Europa. Já se fala da possibilidade da Selecção dos "Três Leões" passar a "Três Gatinhos" agora que se isolaram do velho do continente. A acompanhar!

 

Roy Hodgson fez um campanha incrível de qualificação, em 10 jogos conseguiu 10 vitórias. Qualificou-se para os oitavos de final sem fazer um jogo verdadeiramente de possível candidato. Hoje operou 5 substituições, diria que todas elas previsíveis Rose, Sterling, Kane, Rooney e Alli, pois o jogo da terceira jornada serviu para poupar jogadores, mas continuou a praticar um futebol medonho.

Do lado Islandês, Lagerbäck manteve o 11 titular que venceu na última jornada a Áustria. É caso para perguntar, percebem porque a Islândia lutou para vencer esse jogo sabendo que iria encontrar a Inglaterra? A resposta na vitória de hoje!

 

A derrota da Inglaterra, que diga-se de passagem, é completamente justa, ainda é mais acentuada e frustrante para os Ingleses, quando aos 4 minutos Rooney marca o 1-0 de grande penalidade. Era complicado começar de melhor forma.

Mas, como sabemos, Islândia é o país do vulcões, os jogadores estavam adormecidos mas a erupção estava para começar. O primeiro abalo foi logo aos 6 minutos com Gunnarsson a fazer um lançamento longo para Árnasson que coloca a bola na área e Sigurdsson marca o golo do empate.

E como bem sabemos da actividade vulcânica, depois das tremideiras iniciais, a lava explode e vem por aí abaixo, e numa jogada bem trabalhada à entrada da área Inglesa, ninguém pressiona Sigthórsson que atira para o fundo da baliza de Hart, que deixa a ideia de ser mal batido!

 

A partir deste momento, com a lava a expandir-se a toda a velocidade, bem sabemos que é difícil parar este movimento. O intervalo chegou com um aviso muito sério: já só faltavam 45 minutos para recambiar os ingleses de volta para a ilha!

 

E o que fez Roy?

 

Tira Dier e coloca Wilshere. A Selecção Inglesa continuou apática, sem fio de jogo, sem a minha noção de como livrar-se da camisa de forças em que estava metida. Deu pena ver Rooney completamente desgastado por ter actuado quase 90 minutos fora da sua melhor posição, ou Kane a enviar bolas para fora como quem está em dia de apresentação num novo clube a mandar bolas para os adeptos nas bancadas e Vardy que entrou e quase sem jogo, sem oportunidades, sem bola, tal eram as fracas assistências dos seus companheiros. O momento "malucos do riso" é lançar Rashford com o jogo mesmo a terminar e já desesperado numa óptica de "pode ser que dê!"

 

Não quero com isto tirar o mérito da Islândia. Que força da natureza neste Europeu nos lances de bola pelo ar, e até pelo chão, que os seus jogadores empregam em cada lance. Tudo é uma batalha, um duro embate como se própria vida dependesse da bola que se vence. E depois, tivemos Sigurdsson. Batalha, batalha, marca o golo, atira de pontapé de bicicleta, batalha, remata e ficamos cansados de o ver em campo. Mas felizes, porque aquilo é tudo genuíno!

 

Uma Selecção que empata com Portugal, vence à Áustria e Inglaterra, merece continuar a maravilhar o mundo do futebol, dentro de campo com um futebol aguerrido e fora de campo com o apoio incrível dos seus adeptos.

 

A Inglaterra volta à estaca zero. Desilusão incrível, Roy Hodgson já se demitiu!

 

Homem do jogo: Sigurdsson

 

22
Jun16

Islândia 2-1 Áustria: Bravos nórdicos confirmam qualificação!


RSolnado

 

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A Islândia qualificou-se para os oitavos de final, mas o golo nos descontos foi agridoce. O jogo de Portugal já tinha terminado e os nórdicos saltaram do terceiro para o segundo lugar, indo assim defrontar a Inglaterra nos oitavos de final. A Áustria vai para casa como uma das grandes desilusões do Europeu.

Jogo decisivo, a Islândia a repetir o 11 pelo terceiro jogo consecutivo, Koller a inventar novamente, desta feita um esquema de 5-3-2 a transformar-se em 3-4-1-2 em ataque, com Alaba atrás dos avançados “livres”, os extremos Arnautovic e Sabitzer. Primeira ocasião do jogo, tiro de muito longe de Gudmundsson a embater com estrondo na trave, ainda só íamos com 2 minutos de jogos.

 

A Áustria estava inofensiva até Halldórsson inventar e corrigir no mesmo lance, quase que perdeu a bola para Arnautovic. Aos 18 minutos, 1x0 no marcador num clássico da Islândia. “Cruzamento” de Gunnarsson num lançamento lateral longo e bem tenso, o central Árnason a ganhar nas alturas e a bola a sobrar para Bödvarsson que atirou a contar.

A Islândia baixou as linhas mas pouco se viu do outro lado a não ser um par de ameaças pelo inconformado Arnautovic. Aos 36’, oportunidade soberana. Grande penalidade infantil de Skúlason a puxar Alaba. Na conversão não foi estranhamente Alaba, mas sim Dragovic a bater: O central rematou ao poste. Expulso no primeiro jogo, voltou hoje à equipa para terminar um Europeu para esquecer.

 

Ao intervalo Koller operou duas substituições e voltou à formula de sucesso da qualificação, um 4-2-3-1 com Janko na frente. É certo que privado e Harnik e Junuzovic por lesão, faltavam os artistas para desequilibrarem. Mas a jogar num esquema mais rotinado, a equipa melhorou claramente. Alaba teve boa perdida, e aos 60’ chegou o empate. Excelente a arrancada de Schöpf pelo meio do campo, a evitar tudo e todos e rematar para golo.

No outro jogo do grupo sucediam-se os golos, mas os austríacos sabiam que tinham de ganhar. A Islândia agarrava-se ao empate e as substituições foram todas de marcha-atrás. A Áustria teve várias ocasiões de golo, mas foi desperdiçando… Rematando demasiadas vezes de longe, já que a Islândia chegava a defender com a equipa toda dentro da área.

 

No desespero as bolas iam sendo bombeadas para área nórdica. Em cima da hora, a equipa saiu em contra-ataque, cavalgada dos suplentes com Bjarnason a não ser egoísta e dar o golo a Trautason, que desviou já em queda. Festa total islandesa, que assim ganhava o seu primeiro jogo num Europeu. No apito final quando os jogadores se aperceberam que a vitória valia o 2ºlugar, notou-se algum desapontamento nos rostos. Que durou pouco, depois tempo de festejar com os adeptos. Em grande!

A Áustria vai para casa depois de o treinador ter deitado fora o plano da qualificação. Correu mal no primeiro jogo, mas os planos alternativos foram ainda piores. Lesões, demasiadas mudanças tácticas, falta de rotinas e somente um ponto no grupo onde era apontados como candidatos claros a passar.

 

Nota final para o péssimo estado do relvado de Saint-Denis. Num palco que ainda via receber três jogos do Europeu, entre os quais a final, parece que aparecem toupeiras a toda a hora... A UEFA terá de pensar numa rápida solução, o próximo jogo é só segunda-feira e pode ser que isso ajude.

Homem do jogo: Árnason.

18
Jun16

Hungria 1-1 Islândia : empate magiar vale liderança!


Pedro Varela

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Depois do surpreendente empate da Islândia diante de Portugal e de alguma surpresa na vitória, justa, da Hungria perante a Áustria, havia muita curiosidade para compreender como ambas as selecções iriam reagir aos resultados conseguidos na primeira jornada.

 

A Islândia apostou no mesmo onze que garantiu um ponto diante da selecção lusa. Hallgrímsson, treinador Islandês, entendeu que em equipa que "vence", não se mexe.

Do lado Húngaro, Bernd Storck efectuou 3 alterações, uma delas devido a lesão de Attila Fiola, e apostou em Stieber, Priskin, para uma dinâmica de ataque mais forte e  em Juhász no centro do terreno.

 

A primeira parte tem dois momentos claramente distintos, embora com uma predominância de posse de bola Húngara. Os primeiros 25 minutos são de domínio territorial por parte da selecção da Hungria, a tomar conta do jogo, principalmente pelo seu homem mais dinâmico Gera, bastante apoiado por Kleinheisler, que apesar de estar mais colado à direita, tinha liberdade de movimentos. Mas, a Hungria nunca foi capaz de criar uma oportunidade clara de golo.

 

Aos 30 minutos, Király, guarda redes Húngaro, e uma instituição do futebol mundial, negou mesmo o primeiro golo da Islândia a Gudmundsson, naquele que foi o primeiro aviso dos nórdicos.

A partir daqui, a Islândia mesmo com menor posse de bola, foi mais eficaz, primeiro através de Sigthórsson, com a bola a ser desviada para canto e depois no momento mais importante da primeira parte. Canto marcado para a área Húngara, Király a largar a bola e Gunnarsson ganha a posição e é derrubado dentro da área.

Na conversão da grande penalidade, Sigurdsson não falhou e marcou o primeiro golo do jogo.

 

A segunda parte começa com a mesma toada ofensiva da Hungria em direcção à baliza da Islândia. A grande questão, é que não só os homens da frente não tinham bola, e por consequência oportunidades de golo, nem de bola parada Dzsudzsák conseguia assustar.

E o curioso é que a Islândia, obviamente, mais defensiva, sempre que tinha possibilidade de visar a baliza contrária, fazia-o com enorme perigo.

A 20 minutos do fim, começavam  as substituições para ambos os lados, a Hungria a retirar os dois homens que tinha sido eleitos para o 11 titular e que eram a novidade, Stieber e Priskin, para entrar Bode e Nikolic, este último com acção importante no golo do empate.

A Islândia colocou em campo Finnbogason e preparava-se para guardar mais a bola, na tentativa de segurar a vantagem mínima.

 

A Hungria forçou tudo nos últimos 15 minutos e já perto dos noventa acontece o golo do empate, auto golo de Sævarsson. Numa combinação excelente entre Nagy, o melhor em campo, e Nikolic, que tinha entrado na segunda parte. A bola é colocada na área onde o jogador Islândes introduziu na própria baliza.

 

Até ao apito final do árbitro, ainda tempo para Gudjohnsen, mítica estrela Islandesa, entrar em campo e acabou por ser ele a ter a última oportunidade do jogo após livre de Sigurdsson contra a barreira aos 93'.

 

O empate foi muito festejado pelo Húngaros, sentem-se muito próximos dos oitavos de final, a Islândia perdeu uma excelente oportunidade de passar para a liderança do grupo, mas a verdade é que a Hungria mereceu o empate!

 

Homem do jogo: Adam Nagy

 

14
Jun16

Portugal 1-1 Islândia : insuficiente para apagar o (pequeno) vulcão!


Pedro Varela

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Portugal entrou no Europeu a empatar contra a, provavelmente, pior Selecção do grupo. As contas, de tarde, já tinham sido baralhadas, como bem disse o Ricardo no texto da vitória da Hungria sobre a Áustria. Totalmente justa, diga-se de passagem. Não sendo um favorito a vencer o europeu, é claramente candidato a passar o grupo e é, nesta altura, a preocupação que deve ter em conta Fernando Santos quando encarar o segundo jogo. Porque o primeiro era para vencer e já passou!

 

A Islândia estreia-se no Europeu com um empate muito festejado, aliás, nas bancadas golearam e cumpriram dentro daquilo que se esperava. Sem estrelas, compactos, aguerridos, rotinados, jogo directo sempre que necessário, movimentos atacantes apoiados e que, apesar de poucos, causaram sempre problemas na baliza defendida por Patrício.

 

A primeira parte começa com uma oportunidade para Sigurdsson logo aos 3 minutos. Aliás, foi pelo lado esquerdo que a Islândia encontrou maiores facilidades nestes minutos iniciais da partida. Rapidamente Portugal equilibrou e as oportunidades começaram, com naturalidade, a surgir. Danilo de cabeça, Vieirinha fora de área e Nani a cabecear sozinho na pequena área após assistência de Ronaldo, valeu o pé do guardião Halldórsson.

Depois ainda se seguiram oportunidades para Ronaldo, de cabeça e depois com o pé. Tudo isto na primeira meia hora. Adivinhava-se o golo da Selecção Portuguesa.

 

Aconteceu ao minuto 31, o golo número 600 em Europeus, depois de uma excelente assistência de André Gomes pela direita, Nani encostou sem dificuldades e colocou a bola no fundo da baliza Islandesa. Por esta altura, dizia eu, treinador de bancada assumido, que não percebia a incursão de João Mário na esquerda, quando passou o ano todo a jogar no centro do terreno ou na direita pelo Sporting, Danilo muito perdulário nos lances aéreos e Moutinho apagado, longe dos tempos que o notabilizaram. É complicado fazer-se muito melhor, quando 3 dos elementos essenciais do meio campo não estão a jogar bem. Mas, o resultado apontava noutra direcção!

 

A segunda parte, porém, começa da melhor forma para os Islandeses. Bjarnason marca o golo do empate aos 50', num lance em que há, pelo menos, seis jogadores portugueses a ver a bola passar, um erro colectivo que, pelo resultado final, saiu-nos muito caro.

 

Demorou a reagir o treinador Português, quando era evidente a dificuldade de certos jogadores em acompanhar as transições defesa-ataque, falta de ligação entre os jogadores portugueses, muito atrás da bola, e se ao intervalo daria para compreender a saída de Danilo ou até João Mário, claramente na posição errada, aos 70' a precisar da vitória, a entrada de Renato Sanches não foi uma mais valia.

 

As oportunidades eram claramente favoráveis para Portugal, verdade, mas, como já tinha referido em cima, a Islândia apesar de atacar pouco, as movimentações ofensivas eram sempre bem apoiadas, e entre jogo directo que os seus jogadores ganhavam nas alturas, com facilidade, e no perigo que levavam à baliza portuguesa, percebia-se que todo o cuidado era pouco para não sofrer um golo que seria ainda mais penalizador.

 

Quaresma entrou a 13 minutos do final do jogo, não estando a 100% pareceu-me que a sua entrada foi mais pela "fé" que pela razão objectiva de o colocar em campo para conseguir algo mais e Éder, o único ponta de lança de raiz só esteve 7 minutos em campo e já estou a contar com os descontos. Pelo meio Patrício ainda foi colocado à prova por Fonnbogason.

 

Portugal termina o jogo como a equipa mais rematadora do Europeu no final da primeira jornada, o que não espanta, até porque Ronaldo é o jogador com mais remates em Europeus, mas, com uma eficácia tremendamente negativa e como sabemos, contam as que entram. Próximo jogo contra a Áustria ganha um carácter ainda mais vital para a qualificação que é obrigatória neste grupo. 

 

A Islândia chega ao final deste jogo com a satisfação de perceber que há, claramente, a possibilidade de tentar a qualificação, quem sabe, por um terceiro lugar no grupo. No entanto, o dia está ganho, metade da população deste pequeno país cabe nos estádios dos 3 grandes, juntos, e a festa que fizeram antes, durante e depois do jogo mostra que estão em França pelo prazer do jogo e do "tudo pode acontecer". O ano de 2016 para eles está ganho!

 

Homem do jogo: Nani

 

08
Jun16

Grupo F: Islândia


RSolnado

  • Fifa ranking 34
  • Grupo F
  • Treinador Lars Lagerback
  • Primeiro Jogo Portugal

 

Em estreia em fases finais do Euro, os frios nórdicos já terão certamente largado a sensação de proeza alcançada ao chegarem até aqui. Na qualificação ficaram ligados à eliminação da Holanda ao vencerem as duas partidas, e para este Europeu partem sem pressão mas inseridos num grupo onde podem legitimamente aspirar a passar até à 2ªfase. Com a equipa base a jogar junta há algum tempo, são uma equipa bem rotinada e embora por vezes com falta de criatividade isolada no maestro Sigurdsson.

Mas o meio-campo tem muita força com o Bjarnason e o capitão Gunnarsson, conhecido pelos seus lançamentos laterais que são autênticos cruzamentos tensos para a área, o onde o possante Sigthórsson aparenta ter uma relação muito mais fácil com o golo ao serviço do seu país do que na sua carreira clubística, que aos 26 anos tem vindo a regredir e este ano foi travada por lesões.

 

Craque

Gyfil Sigurdsson

É indiscutivelmente o craque da equipa, o criativo do Swansea voltou a ter uma temporada de intenso brilho na Premier League depois da frustrante passagem pelo Tottenham. Nas duas últimas épocas tem sido a referência do conjunto dos cisnes, em paralelo com a sua crescente influência na selecção e no seu percurso brilhante até este Europeu, onde foi o melhor marcador com 6 golos. De remate fácil, não pode ter muito espaço pois não faz cerimónias e rematará com perigo para as balizas adversárias.

 

Revelação

Arnór Ingvi Traustason

Numa selecção em que a equipa base está bem definida e é bastante experiente não tem sido fácil entrarem novas caras. Aos 23 anos, Traustason chegou à Selecção depois de ter sido um dos destaques da equipa do Norrkoping, que venceu a dobradinha em 2015, sendo o rei das assistências na Liga Sueca. Com 3 golos nos primeiros 6 amigáveis pelo seu país, este médio ofensivo ganhou o passaporte para a fase final do Euro onde poderá ser uma espécie de arma secreta.

 

Onze Tipo:

Halldórsson; Saevarsson, R. Sigurdsson, Árnason e Skúlason; Gunarsson, Bjarnason e Hallfredsson; G. Sigurdsson; Sightórsson e Boovarsson.