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Parque dos Príncipes

Espaço dedicado à cobertura do Campeonato Europeu de Futebol de Selecções a decorrer em França de entre 10 de Junho e 10 de Julho

Parque dos Príncipes

Espaço dedicado à cobertura do Campeonato Europeu de Futebol de Selecções a decorrer em França de entre 10 de Junho e 10 de Julho

22
Jun16

Itália 0-1 Irlanda : a força dos adeptos!


Pedro Varela

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A Itália já estava apurada e em primeiro lugar, Conte mexeu, e muito, na equipa fazendo oito alterações. Previsível, pois há que começar a preparar o embate de gigantes contra a Espanha nos oitavos de final.

A Irlanda trocou o eixo da defesa com a entrada dos centrais Duff e Keogh, e no meio campo Martin O'Neil colocou Murphy e McClean, este último com uma excelente exibição. A vitória era o único resultado possível para continuar em prova.

 

O que assistimos hoje foi uma vitória do futebol. Não me entendam mal, não pensem que é algo contra a forma de jogar da Itália, nem poderia dizer isso do jogo de hoje, mas este crer, vontade dos Irlandeses suportado pelo incríveis adeptos compensou tudo, por isso no final foi fantástico ver aquela volta ao estádio entre choro e risos numa união perfeita.

Já para não falar daquele abraço de Buffon a Martin O'Neill e a Roy Keane logo imediatamente após o apito final. Quem é grande, grande sempre será e o guardião italiano demonstrou-o. O futebol agradece!

 

As principais oportunidades de jogo foram para a Irlanda. Melhor na primeira parte, com mais posse de bola e a atacar com maior clarividência, com lances perigosos de Hendrick, Murphy e Duffy. A Itália só perto do intervalo é que deu um ar da sua graça num bom remate de Immobile, para logo de seguida a Irlanda reclamar uma grande penalidade sob McClean. Intervalo, o nulo subsistia!

 

A segunda parte começa com um bom lance de Zaza, a Itália não estava em campo para facilitar, apesar das inúmeras alterações na equipa titular, mas a Irlanda voltou a tomar conta do jogo, embora, durante mais de 20 minutos sem grande pressão e a certa altura, parecia incapaz de marcar o golo que valia a qualificação inédita para os oitavos de final.

Até porque a Itália colocou Insigne em campo, jogador importante na ligação entre sectores, e que teve aos 77' a melhor hipótese do jogo ao atirar ao poste de Randolph.

 

A 5 minutos do fim, os adeptos Irlandeses foram do desespero à loucura em 60 segundos. Hoolahan a falhar de forma incrível o golo, grande defesa de Sirigu que substituiu Buffon, para, praticamente a seguir, Brady marcar o golo que deu a vitória e a qualificação histórica.

Agora segue-se a França nos oitavos de final, mas para já, o Euro já lhes sorri e de que forma. Bravo!

 

Homem do jogo: Robbie Brady

 

 

22
Jun16

Suécia 0 - 1 Bélgica: O Despertar Belga no Adeus de Ibra


J.G.

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 A Bélgica passa a fase de grupos de um Europeu 36 anos depois da proeza no Euro de 1980! A vitória contra a Irlanda embalou os diabos vermelhos para um apuramento histórico num jogo em que esteve na expectativa de ver o que faziam os suecos.

A Suécia tinha aqui a última oportunidade de se manter em prova e o seu capitão Ibrahimovic sabia que podia ser o seu último jogo com a camisola amarela caso não tivessem sucesso. Foi um triste final de carreira internacional para o mago "10" que lutou e procurou pelo golo mas nunca mostrou o devido entrosamento com os seus colegas nem com o esquema montado pelo seu treinador. 

Por estranho que pareça, a Suécia não soube tirar partido de um dos melhores jogadores de futebol da sua história e ficou sempre longe das proezas de 1994 ou de tempos mais remotos da década de 50. Por seu lado, Zlatan também nunca conseguiu confirmar a sua mais valia individual e levar a equipa às costas para um nível superior. 

Ficam alguns pormenores de um jogador de classe mundial mas que esbarram numa bem organizada defensiva belga, muito atenta e com um guarda redes à altura das exigências, Courtois foi intransponível. Pode ser que o duelo entre os dois continue na próxima época em Inglaterra.

 

A Bélgica sentiu-se confortável a gerir o encontro mesmo dando a posse de bola ao adversário e nunca abdicou de espreitar com perigo o contra ataque. Quem tem jogadores com a qualidade individual que a Bélgica tem é sempre de esperar algo mais. E foi o que aconteceu aos 84 minutos quando o empate a zero já parecia uma fatalidade, Hazard pela esquerda cruza para Nainggolan arrancar um remate forte e colocado que bateu Isaksson e confirmou o adeus dos escandinavos. Um vitória natural que confirma a Bélgica como selecção a ter em conta e remete a Suécia para um novo ciclo pós Zlatan Ibrahimovic.

 

Melhor em Campo: Courtois

18
Jun16

Bélgica 3 - 0 República da Irlanda: Finalmente, Temos Bélgica!


J.G.

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Um jogo e tudo muda. Ou melhor, uma segunda parte bem conseguida e tudo muda.

A Bélgica entrou em campo pressionada e com o resto da Europa já desconfiada que ainda não ia ser desta que iam confirmar toda a sua qualidade individual num colectivo convincente.

Wilmots era o alvo preferido, justamente, da imprensa e sentiu que tinha de mudar alguma coisa. Em boa hora optou por Meunier e Carrasco para renovar a ala direita, além de chamar Dembélé para o lado de Witsel. Assim De Bruyne ganhava mais espaço de manobra e havia esperança de uma exibição melhor.

A Irlanda fiou-se na boa imagem deixada perante os suecos e apostou tudo em segurar os criativos belgas tentando tirar proveito da intranquilidade crescente e prevísivel que se iria apoderar dos diabos vermelhos. 

A primeira parte foi equilibrada e agradável de ser seguida, via-se muito mais da Bélgica mas ainda não era o suficiente para convencer.

 

O começo da 2ª parte decide o destino do jogo e é justo dizer que até podia ter começado bem para a Irlanda. Há uma falta de Alderweireld sobre Long que podia ter dado penalti para os irlandeses. 

Nada marcado e a Bélgica assumiu o jogo e , finalmente, mostrou todo o seu esplendor futebolístico.

Primeiro por Lukaku após passe de De Bruyne, um remate fora da área que originou uma inesperada festa entre jogadores e treinador. Para quem dizia que havia graves problemas, as imagens até ao fim do jogo desmentiam esses desentendimentos.

Aos 61' Meunier cruzou na perfeição para uma cabeçada à altura de Witsel que dava uma vantagem mais do que justa à Bélgica.

A equipa de O'Neill não foi capaz de responder nem mostrar argumentos para parar o futebol ofensivo belga que, agora mais motivado, parecia imparável. 

Para fechar o marcador uma jogada de contra ataque que pode ir directamente para o manual do bom futebol. Meunier ganha na direita da sua zona defensiva e lança Hazard que arranca gloriosamente pela ala direita passado por adversário e pelas costas do árbitro auxiliar por fora de campo para ir apanhar a bola à frente, progride com ela para o interior e passe no tempo perfeito para a entrada de Lukaku que não desperdiçou. Dois remates do avançado do Everton, dois golos. Festa no relvado, no banco e nas bancadas onde o ambiente foi perfeito até ao fim com os irlandeses a ajudarem mesmo na hora da derrota.

 

A Bélgica está lançada para brilhar no Euro, a Irlanda terá que dar tudo na última jornada contra uma Itália já vencedora deste grupo.

 

Melhor em Campo: Meunier

17
Jun16

Itália 1-0 Suécia: Italianos nos oitavos!


RSolnado

 

Nas equipas iniciais, Conte trocou Darmian por Florenzi, que estranhamente jogou na esquerda e não mostrou grande capacidade para tal. O homem da Roma sente-se melhor do lado direito e revelou dificuldades para se integrar na manobra da equipa. Do outro lado Ekdal rendeu Lewicki, e Guidetti rendeu Berg.

Uma primeira parte sem sal nem pimenta, foram 45 minutos de tédio sem qualquer perigo junto das balizas. Somente 2 remates para cada lado e apenas um à baliza. As equipas muito encaixadas, a Itália a apostar na saída controlada e nos passes directos com a bem coordenada defesa sueca a dominar nas alturas. Tal como no primeiro jogo, a Suécia mostrou uma enorme falta de ideias com bola. A equipa raramente se desorganiza, mas para ganhar jogos é preciso marcar golos, para marcar golos é preciso criar situações para tal.

Na etapa complementar o jogo pouco mudou. A Itália entrou mais pressionante e numa par de cantos e alguns cruzamentos levou perigo relativo à baliza de Isaksson. O jogo foi seguindo sem muito entusiasmo e não mudava de paradigma. Pobre Suécia ofensivamente, Itália pragmática, a correr poucos riscos. Aos 60’ começou a dança dos bancos, Pelle deu lugar a Zaza apostando assim Conte num ataque mais móvel, já que a defesa sueca estava a dar conta do mais posicional Pelle.

A Suécia iria terminar o jogo sem nenhum remate à baliza. Aí vão 180 minutos no Euro e nem um remate enquadrado…a melhor ocasião deste jogo veio num lance de fora de jogo, Zlatan à boca da baliza teve um falhanço incrível, mas estava em posição irregular. Se não estivesse, tinha razões para dar umas valentes cabeçadas no poste.

Conte tirou o amarelado De Rossi e lançou Thiago Motta, e foi colocando o jogo no frigorífico até ao golpe final. Aos 82’ o aviso italiano. Giaccherini apareceu no jogo com um cruzamento perfeito para a entrada de Parolo nas costas da defesa, o cabeceamento foi à barra. Aos 88’, o golo da vitória: lançamento lateral longo de Chiellini executado de forma rápida, Zaza a ganhar de cabeça e assistir Éder, o italo-brasileiro ainda tinha força para arrancar em velocidade em diagonal da esquerda para o meio a fugir à defesa, atirando forte e colocado sem hipóteses para Isaksson!

Mais um golpe à italiana, o 2x0 ainda espreitou mas Isaksson negou o golo a Candreva. Apito final, dois jogos e seis pontos depois a Itália já está nos oitavos de final, e caso a Irlanda não vença a Bélgica amanha, até fica já com o primeiro lugar garantido no Grupo E. Nada mau para aquela que era a pior Itália de sempre. A Suécia terá de reinventar o seu futebol no derradeiro jogo para não ficar pela fase de grupos.

Homem do jogo: Éder

13
Jun16

Bélgica 0 - 2 Itália: A Promessa Falhada e a Prometedora Cínica do Costume


J.G.

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 Já se desconfiava que estava em Lyon a possibilidade de termos o primeiro grande jogo do torneio. Confirmou-se mas pelas razões erradas.

O futebol atacante da Bélgica não foi eficaz mas deu uma enorme dinâmica à partida, os italianos mostraram o que é eficácia a defender e a atacar. Um golo aos 32' deixou a equipa de Conte em vantagem mas o resultado esteve em aberto até aos 92' quando Pellè fechou a partida.

 

Comecemos pela Bélgica. É uma verdade universal que os belgas vivem uma geração de grandes talentos com jogadores espalhados por alguns dos melhores clubes da Europa. Já há dois anos se esperava algo de especial desta rejuvenescida Bélgica.Os jogadores têm evoluído, há cada vez mais opções de qualidade, especialmente do meio campo para a frente, portanto, era de esperar uma melhoria significativa em relação ao último grande torneio internacional. A verdade é que continuamos a detectar as mesmas falhas nos diabos vermelhos, a mais valia individual é incapaz de formar um colectivo forte, ambicioso e desafiante. Como no banco de suplentes quem continua a mandar é o mesmo Marc Wilmots, somos obrigados a concluir que o principal problema belga é de liderança.

 

Podemos discutir se Carrasco não devia ser titular depois do bom final de época no Atlético e questionar o tempo de jogo que Lukaku esteve em campo mas nem é por aqui. É mais profundo do que isto. Há uma ideia de jogo mas que os jogadores não conseguem nunca assimilar, a jogarem como equipa não interpretam correctamente o 4-2-3-1 que tem sido desenhado. Percebeu-se que estudaram bem a Itália e iam com vontade de contornar o esquema de três centrais de Conte mas, convenhamos, Lukaku foi presa fácil para o muro recuado transalpino. Quando teve oportunidade para ser feliz olhou em frente, viu Buffon e acusou a pressão.

 

Por seu lado, a Itália chega, mais uma vez, a uma grande prova com meio mundo a criticar os seleccionados, o esquema táctico, a falta de estrelas, a ausência de uma grande referência no meio campo, a fraca qualidade dos avançados, tudo o que se costuma dizer deles mas desta vez com fortes argumentos dados por Conte. Depois a bola rola, o jogo evolui e percebe-se o enorme trabalho do futuro treinador do Chelsea ao construir a equipa de trás para a frente com forte âncora no trio de centrais e no lendário Buffon na baliza.

 

Um dia escrever-se-á um livro sobre a arte de bem defender que terá um capítulo dedicado à modalidade de três centrais e as páginas serão ocupadas por prosa à volta de Barzagli, Chiellini e Bonucci, que terá, justamente, um destaque maior. Fabulosa demonstração de interpretação táctica da equipa italiana que mostrou como se pode criar uma situação de golo vinda do nada. Bonucci fez um passe "pirlesco" para Giaccherini mostrar o que é eficácia na hora de finalizar.

Diga-se que, apesar, da Bélgica ter mais posse de bola e ter corrido sempre atrás do resultado, foi Courtois a sua grande figura ao manter a equipa dentro do jogo negando o 2-0 por várias vezes.

 

A Itália continua fortíssima a defender e aparece mais cínica do que nunca na hora de atacar. O melhor exemplo disso é o contra ataque com que encerram o jogo que culmina com um belo golo de Pellè.

A Bélgica algum dia sairá do rascunho? A Itália já pode ser levada a sério?

As respostas parecem-me óbvias.

 

Melhor em campo: Bonucci

13
Jun16

Suécia 1-1 República da Irlanda : oportunidade desperdiçada pelos Irlandeses!


Pedro Varela

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Sabíamos duas coisas antes desta partida se iniciar. A primeira, há uma individualidade estratosférica e que todos falam, quase esquecendo os outros 21 em campo, falamos, obviamente, de Zlatan Ibrahimovic. O Sueco é a grande esperança dos nórdicos para os golos que se traduzem em pontos e por consequência na possibilidade de apuramento para a fase seguinte. A segunda, é a clara goleada dos Irlandeses fora de campo. A festa é total e por onde passam não dão hipóteses aos adversários. Lideram, para já, a esta caminhada particular que acontece em terras Gaulesas.

 

Fica a nota que nas nossas previsões para o 11 titular de cada Selecção, apenas falhámos no central Keogh, da República da Irlanda, que acabou por ser preterido para entrar Clark, com acção directa no jogo. Na Suécia foi o pleno!

 

Os primeiros 10 minutos são marcados por uma Suécia mais ofensiva, com o jogo a fluir pela esquerda em diversas ocasiões, Olsson e Forsberg no apoio a Ibrahimovic. Mas, durou pouco. Estranhamente, ou não,  a República da Irlanda rapidamente equilibrou o jogo, ganhando alguns cantos que colocaram em sentido a defesa Sueca, sendo que aos 16', O'Shea, tem uma perdida escandalosa.

 

A concentração de jogadores no meio campo não deu grandes hipóteses de pensamento criativo para o jogo. A Suécia ficou a perder neste particular, os Irlandeses mais rápidos e directos começaram a acentuar o ataque à baliza de Isaksson e podiam por três vezes ter chegado ao golo. Primeiro por Brady no remate muito próximo da barra, estava feito o aviso, depois Hendrick a atirar à barra com Isaksson a ver passar e finalmente Long, perto do final da primeira parte, a desperdiçar mais uma boa situação havendo algumas queixas de ter sido perturbado na sua acção ofensiva.

Pelo meio, Zlatan, muito apagado, ainda tentou intimidar a defesa Irlandesa, no entanto, a marcação a que estava sujeito resolveu o que poderia ser um problema. Problema esse que acabou por surgir para a Hamrén, treinador Sueco, que viu Lustig, lateral direito, sair do encontro por lesão, forçando a sua substituição.

 

Dificilmente podíamos pedir melhor início da segunda parte. Os primeiros 5 minutos foram fantásticos!

 

A República da Irlanda chega ao merecido golo por Hoolahan aos 47', que grande remate sem hipóteses para o guardião Sueco. A resposta foram 4 minutos de cantos, dificuldade dos centrais Irlandeses em afastar o perigo, um quase auto-golo de Clark, valeu a atenção de Randolph, e a falta de calma de Forsberg que teve tudo para empatar a partida mas não teve a calma suficiente para colocar a bola no fundo das redes dos Irlandes. O golo animou a partida e teve a capacidade para acordar a Suécia.

 

A grande diferença para a primeira parte estava, por esta altura, na irrepreensível actuação dos defesa Irlandeses que aos poucos começava a falhar. Zlatan sentiu isso com a sua melhor oportunidade a acontecer aos 59'. Falhou, nada habitual. Voltou a Suécia a procurar mais Martin Olsson na ajuda ao sector ofensivo, tal como tinha acontecido logo no início da partida. Guidetti entretanto entrava para o lugar de Berg. Respondia Martin O'Neill com a entrada de McClean para o lugar de Walters.

 

A susbtituição de Hamrén, no entanto, acabou por ser mais importante pois esteve directamente ligada ao golo do empate. Guidetti, Zlatan e Larsson a incomodar Clark que acabou por fazer um auto golo. Foram traídos os Irlandeses no sector que, no computo geral, estava muito bem. A resposta Irlandesa foi imediata com uma bomba de Hendrick.

 

O jogo estava aberto!

Assistiu-se nos últimos 15 minutos a "bola cá, bola lá", ainda houve tempo para entrar Robbie Keane e mais de 140 internacionalizações na pernas, e se essa substituição se compreende, havia por esta altura alguma dificuldade em perceber como Martin O'Neill não fechava o lado direito da sua Selecção que era uma uma passagem sem portagem para os Suecos. Alteração essa que só aconteceu a 5 minutos do fim com a saída de McCarthy!

 

O jogo não mais teve alterações no marcardor, no entanto, pelo que fez a República da Irlanda na primeira parte, pelos remates enquadrados que teve quatro contra zero da Suécia, merecia os 3 pontos. A Suécia, provavelmente, vale mais mas hoje não foi mais forte que os Irlandeses e notou-se na falta de jogadas corridas ao longo dos 90 minutos. A luta pelo previsível terceiro lugar do grupo continua em aberto, dependerá do que irão fazer estas duas Selecções contra os principais candidatos do grupo, Bélgica e Itália.

 

Homem do jogo: Wes Hoolahan

 

10
Jun16

Previsões do Parque


RSolnado

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Grupo A

JG: França e Suíça, talvez terceiro Roménia

PV: Passam França e Suíça talvez terceiro Albânia

RS: Passam França e Suíça, talvez terceiro Albânia

 

Grupo B

JG: Passam Inglaterra e Rússia, talvez terceiro País de Gales

PV: Passam Inglaterra e Rússia, talvez terceiro País de Gales

RS: Passam Inglaterra e Rússia, talvez terceiro Eslováquia

 

Grupo C

JG: Passam Alemanha e Polónia, talvez terceiro Ucrânia

PV: Passam Alemanha e Polónia, talvez terceiro Ucrânia

RS: Passam Alemanha e Polónia, talvez terceiro Ucrânia

 

Grupo D

JG: Passam Espanha e Croácia, talvez terceiro R. Checa

PV: Passam Espanha e Croácia, talvez terceiro R. Checa
RS: Passam Espanha e Croácia, talvez terceiro Turquia

 

Grupo E

JG: Passam Itália e Bélgica, talvez terceiro Suécia

PV: Passam Bélgica e Itália, talvez terceiro Suécia

RS: Passam Bélgica e Itália, talvez terceiro Suécia

 

Grupo F

JG: Passam Portugal e Áustria, talvez terceiro Islândia

PV: Passam Portugal e Áustria, talvez terceiro Hungria
RS: Passam Portugal e Áustria, talvez terceiro Islândia

 

07
Jun16

Grupo E: República da Irlanda


Pedro Varela

  • FIFA Ranking 33
  • Grupo E
  • Treinador Martin O'Neill 
  • Primeiro jogo Suécia

 

 

 

A República da Irlanda está presente pela terceira vez em fases finais do Europeu. Estar em França, é por si só, já um feito relevante para o futebol Irlandês, se contarmos 15 europeus desde 1960.

O grupo de qualificação dos Irlandeses era complicado, tinha a Alemanha e a Polónia como, à partida, Selecções mais fortes. Mesmo vencendo em casa e empatando fora com os Germânicos, a República da Irlanda ficou em terceiro do grupo, conseguindo o apuramento no play-off diante da Bósnia.

Martin O'Neill apresenta uma esquema táctico entre um 4x4x1x1 e um 4x2x3x1, grande parte da Selecção Irlanda tem os seus jogadores a actuar em Inglaterra, daí que encontraremos uma equipa forte nos duelos físicos, que irá correr até à exaustão, forte no jogo aéreo e que, apesar de ter 6 jogadores experientes como Shay Given, O'Shea, Whelan, Walters, Hoolahan e Robbie Keane, perde alguma qualidade individual que poderá ser decisiva neste complicado grupo onde se encontram.

Fazer um terceiro lugar como em 1988 poderá, quem sabe, dar uma passagem inédita da fase de grupos.

 

Craque

John Walters

38 internacionalizações e 10 golos, foi a estrela da Selecção durante a fase da qualificação, absolutamente fundamental para que a Irlanda chegasse a França. Marcou os dois golos em casa no decisivo jogo contra a Bósnia. Muita mobilidade, agressivo e com uma capacidade física notável, tem remate fácil e jogo aéreo que poderá ser fundamental para o futebol directo que a Selecção, em certos momentos poderá apresentar.

 

Revelação

James McCarthy

35 internacionalizações e 0 golos, nascido e criado na Escócia, quando decidiu representar a Irlanda, em homenagem ao seu avô, criou algum tumulto na Escócia. Médio centro, um "box to box", considerado um dos grandes talentos da actual Selecção. Será que chegou o momento do jogador do Everton?

 

Onze Tipo

Randolph; Coleman, Keogh, O'Shea, Brady; McCarthy, Whelan; Walters, Hoolahan, Hendrick; Long.

07
Jun16

Grupo E: Suécia


Pedro Varela

  • FIFA Ranking 35
  • Grupo E
  • Treinador Erik Hamrén 
  • Primeiro jogo República da Irlanda

 

 

Falar da Suécia é, inevitavelmente, falar de Ibrahimovic, a estrela maior da companhia. Um jogador absolutamente fundamental, maior goleador da história do país, na fase de qualificação marcou 11 dos 19 golos dos nórdicos e muito dependerá dele a ambição do conjunto Sueco para, no mínimo, chegar a uns quartos final, como aconteceu em Portugal em 2004. Já a melhor classificação de sempre, o terceiro lugar, no célebre Europeu de 1992 ganho pela Dinamarca, parece-me demasiado ambicioso para este conjunto.

Mas podemos, e devemos, falar da estabilidade que a Selecção da Suécia apresenta nos últimos 7 anos sob o comando do actual Seleccionador. Apostado no início a apresentar um esquema táctico mais ofensivo assente num 4x2x3x1, mudou mais recentemente para um 4x4x2 onde Berg é peça fundamental no apoio a Zlatan Ibrahimovic.

Hamrén não tem a pressão dos resultados em cima de si, sabe já que não irá continuar à frente dos destinos da Selecção após o Europeu de França, e por isso, após um Europeu onde se qualificou de forma muito clara, 8 vitória em 10 jogos, mas falhou o acesso ao Mundial do Brasil, só pode colocar a Suécia em campo, em terras gaulesas, sem receio de bater-se bem contra Bélgica e Itália, a pensar que neste Europeu o terceiro lugar ganhou outra importância. 

Se na frente de ataque há soluções até porque Ibrahimovic é o "único jogador de classe mundial", disse o seu Seleccionador, é na defesa que haverá alguma preocupação, Granqvist não é dos mais rápidos e a aposta poderá passar pelo mobilidade de Lindelof.

 

Craque

Zlatan Ibrahimovic

112 internacionalizações e 62 golos, não há muito a acrescentar quando falamos deste tremendo jogador mundial. Qualidade técnica absolutamente incrível, tem feito dos melhores golos que história do futebol tem visto, temperamental, mas lutador e nunca vira a cara à luta. O seu percurso nos últimos 10 anos nos diferentes clubes por onde passou é incrível: 9 títulos de campeão nacional!

 

Revelação

Victor Lindelof

Há quem garanta que é um dos melhores defesas centrais jovem que apareceu nos últimos 10 anos na Suécia. Em 4 anos o percurso profissional é, de certa forma meteórico. Estava na equipa B do Benfica, em 2012, em três anos chegou ao plantel principal do actual campeão português e foi uma aposta ganha do seu treinador na segunda parte da época na Liga Portuguesa. Ao lado de Granqvist pode dar a segurança defensiva que esta Selecção precisa.

 

Onze Tipo

Isaksson; Lustig, Lindelof, Granqvist, Olsson; Lewicki, Kallstrom, Larsson, Forsberg; Berg e Ibrahimovic. 

07
Jun16

Grupo E: Itália


Pedro Varela

  • FIFA Ranking 12
  • Grupo E
  • Treinador Antonio Conte
  • Primeiro jogo Bélgica

 

 

A Itália não é candidata a vencer o Europeu de França. É fácil dizê-lo, não a considerarmos no lote de Selecções onde incluímos a Alemanha, França ou Espanha. Não quero dizer com isto que não pode consegui-lo, seria um erro, que, nenhum adepto de futebol, quer cometer. Seja pela qualidade defensiva tão tradicional na Azzurra, seja pela experiência dos seus jogadores, não podemos deixar de fora nem que seja do lote de candidatos de segunda linha. A expierência ainda é um posto, de um possível 11 titular, há, provavelmente, 9 jogadores com mais de 29 anos. 

No 3x4x3 que habitualmente apresenta, por vezes alterado para um 4x4x2, continua haver rigor defensivo, seja porque há Buffon, Chiellini ou Bonucci, mas falha, claramente, na frente de ataque onde Graziano Pellè não chega para balançar as redes dos adversários mais vezes. Aliás, na qualificação foi o melhor marcador da Selecção com apenas 3 golos, daí que o regresso de Insigne seja muito apreciado.

Montolivo terá sido uma das surpresas quando foram anunciados os 7 jogadores que ficaram de fora do lote dos 23 que irão estar em França, tal como Jorginho.

Ainda assim, estamos a falar da Itália, e por vezes, a Selecção com mais empates em Mundiais, por exemplo, mesmo sem Pirlo ou Giovinco, terá sempre uma palavra a dizer, a começar pelo grupo que quererá vencer e para isso terá de suplantar a Bélgica nessa luta que terá lugar no dia 13 de Junho. Não se podia pedir melhor primeiro embate para ver em que estado está Selecção Italiana!

 

Craque

Gianluigi Buffon

156 internacionalizações, 38 anos e um marco da Selecção Italiana. São 9 as presenças em fase finais de grandes competições, é ele que comanda a equipa, a voz de Conte dentro de campo, com as qualidades que todos lhe reconhecem: a graciosidade das suas defesas, os reflexos incríveis e claro o espaço que ocupa entre os postes capaz de assustar até o mais experiente avançado. 

 

Revelação

Lorenzo Insigne

8 internacionalizações e 2 golos. O avançado do Nápoles esteve ausente da Selecção por dois anos, talvez pela dedicação mais ao clube que aos destinos da Squadra Azzurra. Regressou em Março para alguns amigáveis, e numa Selecção que precisa urgentemente de homens golo, poderá ser uma importante peça no xadrez de Conte para derrubar as defesas adversárias.

 

Onze Tipo

Buffon; Barzagli, Bonucci, Chiellini; Florenzi, Motta, Parolo, Giaccherini; Candreva, Immobile e Pellè.