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Parque dos Príncipes

Espaço dedicado à cobertura do Campeonato Europeu de Futebol de Selecções a decorrer em França de entre 10 de Junho e 10 de Julho

Parque dos Príncipes

Espaço dedicado à cobertura do Campeonato Europeu de Futebol de Selecções a decorrer em França de entre 10 de Junho e 10 de Julho

21
Jun16

Ucrânia 0-1 Polónia: Apuramento confirmado com golo solitário


RSolnado

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No jogo de despedida da Ucrânia, a Polónia procurava ultrapassar a Alemanha (tinha de ganhar por maior diferença que os alemães). Muitas mudanças de parte a parte neste duelo entre as co-organizadoras do Euro 2012. 5 nos amarelos, e 4 nos de branco, o seleccionador polaco deixou os 4 jogadores em risco de exclusão no banco.

E acusou mais as trocas a Polónia, nomeadamente com três delas no meio-campo. A equipa até entrou bem e nos primeiros 3 minutos Milik e Lewandowski espreitaram o golo, com destaque para o falhanço do capitão e avançado do Bayern de Munique. Foi uma ameaça somente, a Ucrânia tomou conta do jogo e dominou a primeira parte, criando alguns lances de perigo.

 

Zinchenko mexeu com o jogo a meio-campo, e foi dele que saiu o passe a isolar Zozulya, valeu o grande corte de Pazdan. Estavam jogados 10 minutos. Até à meia-hora, Konoplyanka e Yarmolenko também espreitaram o golo, mas sem acertar com a baliza de Fabiaski. A Polónia defendia muito, nem sempre bem, o meio-campo não funcionava. De assinalar que nesta primeira parte Milik surgiu sobre um flanco, preferencialmente o esquerdo, jogando Zielisnki nas costas do avançado. Mas nem com mais um médio a Polónia contrariou a Ucrânia até ao apito para o intervalo. Lewandowski sozinho estava muito fora do jogo e ia sofrendo faltas bem duras quando intervinha.

 

No segundo tempo veio logo um sinal de mudança: Kuba rendeu Zielinski, que passou ao lado do jogo, voltando a equipa ao esquema habitual. E o golo solitário do jogo chegaria em menos de 10 minutos e pelo homem que saiu do banco. Canto curto da Polónia, Milik a combinar e depois assistir na área onde Kuba, após belo trabalho individual, rematou para o fundo das redes

Estava feito o único golo do jogo. Kapustka podia ter aumentando a contagem logo de seguida mas falhou o alvo. Do outro lado continuaram a existir oportunidades, mas quase sempre bloqueadas pelos defensores ou com os atacantes a rematarem para fora. Konoplyanka foi sempre o jogador mais activo mas raramente acertou com o alvo.

 

O jogo não iria mexer muito mais, nota ainda para uma boa defesa de Fabianski a remate de Rotan. Com 2 golos marcados, 0 sofridos e 7 pontos, a Polónia qualificou-se para os oitavos de final, ainda assim em segundo lugar, já que a Alemanha teve mais um golo marcado. A Ucrânia sai de cena com 3 jogos, 3 derrotas, 0 golos marcados e 4 sofridos, 3 deles na sequência de bolas paradas defensivas. Se calhar é por aqui que podem começar a fazer o trabalho de casa, em vez de estarem a fazer turismo nas fases finais das grandes competições.

 

Homem do jogo: Kuba

21
Jun16

Alemanha 1 - 0 Irlanda do Norte: Alemanha a Cumprir, Norte Irlandeses a Sonhar...


J.G.

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Na verdade a Alemanha cumpriu o seu primeiro objectivo neste Euro, venceu o grupo e passa em primeiro lugar. Mas esperava-se muito mais dos campeões do mundo depois do empate a zero com a Polónia. O treinador Low mexeu na equipa dando oportunidade a Kimmich e Gomez de jogarem de inicio mostrando que ia apostar em mais opções atacantes. 

O jogo não teve grande história nem deixa saudades, ataque de sentido único em direcção à baliza de McGovern, resistência verde e insistência branca.

Ficam para o resumo do jogo os vários falhanços dos alemães, neste capítulo Müller leva uma seca preocupante para Löw, e exibições menos conseguidas de homens como Götze. 

Um golo aos 29', combinação de Müller com Gomez que este aproveitou, foi o momento que decidiu o jogo. 

Nem a Alemanha mostrou um futebol entusiasmante, nem os seus jogadores pareceram muito preocupados em dilatar a vantagem no jogo e na classificação do grupo onde acabam com os mesmo pontos que a Polónia mas com mais um golo. 

Pouco para uma selecção que é candidata ao título europeu. Fica a dúvida se a máquina germânica está só a cumprir serviços mínimos à espera dos grandes momentos dos jogos a eliminar ou se há mesmo falta de solução para golos com os seus avançados a hibernarem na hora da eficácia. Cumpriram mas ainda não assustaram ninguém, veremos como estão nos 1/8 de final.

 

Da parte da Irlanda do Norte, só podemos elogiar o esforço, a dedicação, a entrega e a resistência destes estreantes em Europeus. Foi um óptimo resultado para um país com pouco menos de 2 milhões de habitantes perante a toda poderosa Alemanha. Elogios que se estendem às bancadas onde os adeptos verdes confirmaram ser os melhores deste torneio. Criam uma banda sonora permanente à volta do jogo, festejam a conquista de cantos como se de golos se tratasse, estão a viver cada minuto deste campeonato com uma alegria de fazer inveja e contagiante.

Ficam à espera de saber se continuam em prova e fica por explicar porque O'Neill teima em não lançar Will Grigg para os jogos. Ou é para aumentar a lenda ou está a guardá-lo para os 1/8 de final. Esperemos que seja a segunda hipótese.

 

Melhor Em Campo: McGovern

16
Jun16

Alemanha 0-0 Polónia : o intransponível muro Polaco!


Pedro Varela

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Este jogo entre vizinhos estava rodeado de enorme expectativa pois uma vitória de Alemanha ou Polónia garantia a qualificação para os oitavos de final. Duas selecções bem conhecidas, não só pelo historial de anos em diversas competições, mas porque estiveram no mesmo grupo da fase de qualificação, uma vitória para cada lado, e também porque nos 22 titulares desta noite, 10 jogadores actuam na Bundesliga, o principal campeonato alemão.

 

Do lado germânico, Joachim Löw protagonizou uma alteração, retirando Mustafi, que até tinha marcado no primeiro jogo, para entrar Hummels. Podemos compreender esta modificação num sentido mais conservador, arriscando menos no sector defensivo, jogando pelo seguro.

Já do lado Polaco, Szczęsny que se lesionou na primeira jornada deu lugar a Fabiański e Grosicki a entrar para o lugar de Kapustka, extremo por extremo.

 

A primeira parte começa com natural domínio Alemão, logo com uma oportunidade por Götze, mas foi também o primeiro amarelo do jogo para Khedira. Importante este pormenor, porque retirou alguma agressividade ao médio alemão e de certa forma condicionou a sua actividade no jogo.

Até aos 20 minutos, foi, praticamente, um jogo com sentido único, Müller a ganhar na raça e Kroos a falhar nova oportunidade. Estávamos perante uma Alemanha muito ofensiva, Höwedes e Hector a subir muito no terreno de jogo no apoio ao ataque.

 

Aos poucos a Polónia começou a equilibrar o jogo, muito por culpa dos médios Krychowiak e Mączyński, bem como o lateral Piszczek a contribuir com alguma profundidade na forma como passaram a contrariar o jogo alemão. E se a Alemanha começava a perder algum fulgor, era muito por culpa dos centrais polacos, principalmente Pazdan, que controlavam tranquilamente na sua área a investida dos homens mais avançados da Alemanha.

 

Não admira portanto que o jogo tenha chegado ao intervalo empatado a zero. Não foram capazes, ambas as equipas, de efectuar um único remate à baliza defendida por Neuer e Fabiański.

 

A segunda parte começa com um falhanço escandaloso de Milik após assistência de Grosicki que correspondeu bem à titularidade que hoje lhe foi atribuída.

Götze do outro lado respondeu naquele que foi o primeiro remate à baliza, isto aos 50'. O jogo passou a modo de parada e resposta.

 

Löw demorou a alterar os jogadores que tinha em campo, era evidente que precisava de ter alguém a pensar o jogo e a organizar melhor o ataque, pois o jogo germânico tinha muita circulação de bola e pouca penetração. 

Enquanto isso Lewandowski, do outro lado, quase marcava de livre, estavam bem estudados estes lances de bola parada pela Polónia. Estávamos no melhor período de jogo dos polacos, e Milik, novamente ele, a falhar sozinho na marca da grande penalidade uma oportunidade escandalosa para inaugurar o marcador.

 

Entretanto Özil quase marcava e André Schürrle era a primeira substituição na Selecção Alemã, Draxler também saía de jogo para entrar Gomez, era o pressing final para conseguir os 3 pontos. 

Do lado Polaco, Nawałka, estava contente pelo resultado que ia conseguindo contra aquela que é, provavelmente, a Selecção favorita a vencer o Europeu (tal como a França) e campeã do mundo, pois mantinha intactas as hipóteses de qualificação e até do primeiro lugar no grupo, refrescando o meio campo com a saída de Maczynski por Jodlowiec, também a pensar no amarelo que já tinha, e voltando a colocar em campo Kapustka para a saída de Kuba, que esteve muito apagado durante os 90 minutos.

 

O jogo terminou com um empate a zero, o primeiro do Europeu, num resultado completamente aceitável. A Alemanha mais pressionante na primeira parte e nos momentos finais do jogo, a Polónia soube criar um autêntico muro que esteve intransponível e garantiu um empate muito importante para continuar na competição e conseguir um feito único!

 

Homem do jogo: Michał Pazdan

 

16
Jun16

Ucrânia 0 - 2 Irlanda do Norte: Vitória Histórica


J.G.

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Nós adoramos o jogo pela sua vertente mais clássica. Analisar os onze de cada equipa, analisar as mudanças em relação ao último jogo, destacar as opções tácticas, notar as nuances nos sistemas de jogo, perceber quem opta por jogar mais defensivo e quem procura a posse bola. Gostamos de ter razão quando vemos um craque confirmar a sua qualidade, ficamos orgulhosos quando uma revelação se confirma, tentamos adivinhar o resultado do jogo com base naquilo que conhecemos. Seguimos o jogo da maneira mais isenta e curiosa que pode haver porque queremos bom futebol, queremos perceber a evolução das equipas, gostamos de entender as tendências do jogo. Costuma ser a beleza do futebol.

 

Depois há os jogos que rompem com isto tudo e passam a ser movidos só por emoções. Qual é a probabilidade de um português estar no seu cantinho a seguir mais um jogo do Euro e acabar todo empolgado a torcer pela Irlanda do Norte? 

Comigo aconteceu hoje. 

No meu caso até chega a ser curioso que 34 anos depois volte a vibrar com a mesma selecção. É que eu recordo-me bem do que gostava da Irlanda do Norte no Mundial 82 em Espanha por causa do avançado Whiteside e do guardião Pat Jennings. E recriava os jogos deles no Subbuteo.

Hoje ao acompanhar o jogo com a Ucrânia fui deixando de lado as preocupações tácticas, posicionais e sistemas. A festa que os adeptos verdes fazem nas bancadas é contagiante, os vídeos que se apanham na internet nos últimos dias com estes irlandeses em festa são incríveis. 

Trouxeram um autêntico hino deste Euro em forma de cântico. Todos estamos viciados no Will Grigg's On Fire.

Então e o Grigg joga? Não. Está no banco. Nem entra. Mas eles cantam sem parar e saltam alegremente enquanto aguentam o 0-0.

E há futebol bonito, inovações tácticas ou jogadores de encantar? Não, nada disso. 

Mas há uma entrega, uma motivação, uma paixão pelo jogo que chega a ser emocionante. A Irlanda do Norte tem uma alma gigante e querem mais do que ninguém fazer história. Querem pelos onze em campo, pelos que estão no banco, pelos que não foram convocados, pelos que estão em casa e pelos que estão ali nas bancadas. Um país atrás de história é isto.

 

Na 2ª parte McAuley fez o 1-0. De cabeça, de bola parada, claro! A festa que se viu no relvado e nas bancadas tem que marcar este Euro. 

O ambiente no estádio era tão louco que as televisões deviam mandar calar comentadores e narradores só para ouvirmos os adeptos. Nesta hora ninguém precisa que nos expliquem nada do jogo. Basta olhar e ouvir, a história está a ser feita de imagens e sons e não merece ser interrompida. Todos defendemos com a Irlanda do Norte, todos suspiramos de alívio a cada corte, a cada defesa de McGovern. 

O jogo é interrompido foi forte chuvada. Ridículo pensaram os irlandeses e nós. Há 4 anos também se interrompeu um jogo mas havia trovoadas na Ucrânia. Siga. O jogo volta mas os verdes continuam unidos. A vitória parece possível.

E quando se contavam os minutos para o fim aparece um segundo milagre, McGinn entrou e marcou numa recarga épica. Para ser bíblico, teria de ter sido o Grigg a marcar... O jogo acabou com o 2-0 mais inesperado do torneio. A Irlanda do Norte ganhou. Todos os que adoramos futebol sorrimos.

Bem, todos não. Os ucranianos não acharam piada e estão perto de serem eliminados. 

 

Melhor em campo: McAuley

 

12
Jun16

Alemanha 2 - 0 Ucrânia: De Susto em Susto Até à Vitória Mais Folgada (Até Agora)


J.G.

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A Alemanha entrou no Euro a ganhar cumprindo assim o primeiro objectivo em França. Também entrou no jogo a ganhar. Em 19' a equipa de Low pegou no jogo e fez o golo inaugural. Pensou-se que ia ser uma noite tranquila para os campeões do mundo mas não foi bem assim.

Ganhar por 2-0, resultado mais dilatado do torneio, até agora, e ter como melhor em campo o guarda redes, é estranho. Sabendo que o golo que foi dando a vantagem alemã até foi apontado por um defesa, Mustafi estreou-se a marcar pelo país, e que o golo da tranquilidade só apareceu no último minuto fruto de um excelente contra ataque, dá para ter uma ideia do que foi esta estreia.

 

A Alemanha mostrou argumentos interessantes do meio campo para a frente, como é hábito. Müller, Özil, Draxler e Götze sempre prontos a criarem dificuldades. Mas atrás há motivos de preocupação para Low. Os espaços entre os centrais e os laterais não estão bem geridos, tal como a distância entre a dupla Kroos, Khedira para a zona defensiva quando apanhados em contra golpe. 

A Ucrânia mostrou-se muito bem arrumada defensivamente e interessante nas saídas com bola rápidas, Konoplyanka e Yarmolenko em grande destaque na hora de criar oportunidade. E a verdade é que acabaram a primeira parte muito perto do golo do empate. A resistência germânica deveu-se a Neuer e Boateng que tem o corte mais espectacular do Euro. Valeu como se fosse um golo.

Na 2ª parte a Ucrânia não voltou a ser atrevida e o jogo decorreu no meio campo amarelo. Com um relvado num estado latismável para uma prova deste nível, a Alemanha procurou várias soluções atacantes e ensaiou algumas movimentações quase sempre anuladas pela defesa ucraniana. Também não foi uma noite inspirada dos principais atacantes alemães, com Müller à cabeça deste exemplo.

Sem conseguir fazer o golo tranquilizador, a Alemanha ia sofrendo um golo caricato. Um pontapé do guarda redes Pyatov apanhou Mustafi e Neuer desentendidos, o central cabeceou para a sua baliza não reparando no habitual adiantamento de Neuer. A bola saiu ao lado da baliza mas ainda houve a tentativa de um avançado em corrigir a trajectória. Valeu Neuer a recuperar e Boateng a atirar para longe. Um enorme susto que motivou a Ucrânia a um último esforço à procura do empate. Acabou por ser traída nesse balanço ofensivo com o tal golo de Schweinsteiger que veio do banco para fechar o resultado final.

Boas indicações da Ucrânia e dúvidas sobre se a Alemanha teve só uma noite menos inspirada ou se há problemas mais sérios. Para já, os campeões do Mundo começam bem.

 

Melhor em Campo: Manuel Neuer

12
Jun16

Polónia 1-0 Irlanda do Norte : Milik derrubou o muro


Pedro Varela

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A expectativa de ver a estreia da Selecção da Polónia após uma excelente qualificação no grupo da Alemanha, era proporcional à previsibilidade defensiva da Irlanda do Norte em estreia absoluta em fases finais do Europeu. De notar, no entanto, que os Irlandeses venceram um grupo composto por Hungria e Roménia, numa equipa, aparentemente, sem estrelas.

A vitória da Polónia surgiu com naturalidade!

 

Não foi preciso esperar mais que 5 minutos para perceber que o jogo iria ter sentido único. A Polónia rapidamente se instalou no meio campo da Irlanda do Norte e foi Milik, logo aos 6 minutos, a ter a primeira oportunidade de golo do jogo. De referir que o jogador do Ajax tinha sido a previsão do Parque para revelação e correspondeu da melhor forma.

Se seis minutos foram suficientes para perceber o sentido de jogo, aos 25, a Polónia já levava mais de 120 passes completos, quatro vezes mais que a Irlanda com uns míseros 33, o que dava pouco mais que 1 passe por cada minuto decorrido. Assustador!

 

Mas o muro Irlandês não estava fácil de ser derrubado, ora Piszczek, ora Kuba ou Krychowiak bem tentavam que a bola chegasse a Lewandowski, mas a estrela Polaca não tinha espaço suficiente e não foram poucas a vezes que recuou no terreno para ter bola e furar por entre os defesas verde e brancos.

 

A certa altura, ainda nesta primeira parte, a Polónia apresentou um esquema de 2x6x1x1 quando olhávamos para os posicionamentos dos seus jogadores em campo e o golo só não aconteceu por Kapustka pois McGovern, o melhor da sua selecção, com uma excelente defesa desviou para canto.

O intervalo chegou com um surpreendente nulo no marcador.

 

A segunda parte arrancou da mesma forma e o sentido da baliza apenas mudou de lado. Mas façamos uma pausa na análise do jogo. Não tenho dúvidas que Nawalka, treinador Polaco, tenha visto alguns, senão muitos, jogos da Irlanda do Norte. Saberá perfeitamente que o esquema de 5x3x1x1 era aquele que iria encontrar pela frente, portanto, encontrar um muro de jogadores Irlandeses na frente do seu guardião era o mais natural. Claro que é a antítese do futebol, mas cada equipa joga com as armas que dispõe. Cabe preparar os planos A, B e C para o que se vai encontrar pela frente.

 

Felizmente Milik conseguiu furar a defesa contrária e bem dentro da área marcou aquele que seria o único golo do encontro. E quem poderia esperar que a Irlanda da Norte pudesse eventualmente atacar a partir deste golo sofrido, enganou-se. Redondamente!

 

A Polónia continuou no ataque, a procurar garantir o segundo golo, da tranquilidade, e foi preciso chegar bem perto do final da partida, para ver Lafferty em esforço inglório na procura do empate e Davies desesperado por acertar na bola isolado em frente a Szczesny. Absolutamente paupérrimo.

 

A vitória Polaca é completamente justa, o futebol venceu!

 

Homem do jogo: Arkadiusz Milik

 

10
Jun16

Previsões do Parque


RSolnado

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Grupo A

JG: França e Suíça, talvez terceiro Roménia

PV: Passam França e Suíça talvez terceiro Albânia

RS: Passam França e Suíça, talvez terceiro Albânia

 

Grupo B

JG: Passam Inglaterra e Rússia, talvez terceiro País de Gales

PV: Passam Inglaterra e Rússia, talvez terceiro País de Gales

RS: Passam Inglaterra e Rússia, talvez terceiro Eslováquia

 

Grupo C

JG: Passam Alemanha e Polónia, talvez terceiro Ucrânia

PV: Passam Alemanha e Polónia, talvez terceiro Ucrânia

RS: Passam Alemanha e Polónia, talvez terceiro Ucrânia

 

Grupo D

JG: Passam Espanha e Croácia, talvez terceiro R. Checa

PV: Passam Espanha e Croácia, talvez terceiro R. Checa
RS: Passam Espanha e Croácia, talvez terceiro Turquia

 

Grupo E

JG: Passam Itália e Bélgica, talvez terceiro Suécia

PV: Passam Bélgica e Itália, talvez terceiro Suécia

RS: Passam Bélgica e Itália, talvez terceiro Suécia

 

Grupo F

JG: Passam Portugal e Áustria, talvez terceiro Islândia

PV: Passam Portugal e Áustria, talvez terceiro Hungria
RS: Passam Portugal e Áustria, talvez terceiro Islândia

 

05
Jun16

Grupo C: Alemanha


RSolnado

  • Fifa ranking 4
  • Grupo C
  • Treinador Joachim Löw
  • Primeiro jogo Ucrânia

 

Os campeões do Mundo são naturalmente um candidato claro a vencer no Euro 2016, embora 9 dos elementos que estiveram no Brasil não estejam em França este ano, o que em somente dois anos, é um número elevado de mudanças. Ainda assim será ingénuo pensar que a Alemanha está menos forte, as principais baixas para este Europeu já o eram para o Mundial, Gundogan e Reus voltam a falhar uma fase final por lesão, e o lote de convocados tem muita juventude mas tudo jogadores que já estão a dar cartas ao mais alto nível.

Nos últimos jogos Joachim Löw tem testado um sistema alternativo ao habitual 4-2-3-1 que tão bons resultados tem dado, com 3 defesas, numa espécie de 3-5-2, desdobrando para 3-3-3-1. Contudo na convocatória final nota-se a ausência de um homem com capacidade para fazer todo o flanco direito pelo que é expectável que volte a uma defesa de 4 elementos, com o defesa-direito a ser uma adaptação, já que só há um lateral de raíz na convocatória – Jonas Hector, o canhoto do Colónia (Durm e Schmelzer, do Dortmund foram preteridos, Lahm retirou-se da Selecção). Com 6 homens que podem jogar a central nos convocados, poderá ser, tal como no Brasil, um central a jogar adaptado à lateral, ou então o faz tudo do Liverpool, Emre Can.

Outro factor interessante de observar será o regresso de Mario Gomez à equipa nacional, que volta assim a ter um clássico “panzer” no centro do ataque, algo que faltou em 2014, onde só Klose, e a espaços, era opção natural para esse lugar.

 
Craque
Thomas Müller

Numa equipa recheadas de craques, o versátil avançado tem sido a referência ofensiva e um garanto de golos. Jogando na frente, atrás ou lado de outro avançado e mais sobre uma ala, o craque do Bayern tem golo, que é o que sabe fazer melhor. Além disso, passou ao lado do Euro 2012 onde não marcou qualquer golo, depois de ter brilhado nos Mundiais de 2010 e 2014. Aos 26 anos e depois da sua melhor época de sempre no Bayern, apontou 32 golos em todas as competições, espera-se muito neste Europeu.

 
Revelação
Julian Weigl

Não será um titular indiscutível, mas acredito que os habituais problemas físicos de Khedira e Schweinsteiger podem abrir espaço no meio-campo para a utilização do jovem médio do Borussia Dortmund, onde pegou de estaca esta temporada. Exímio na recuperação de bola, distribui como muito critério, e a sua excelente leitura de jogo faz com que apareça em todo o lado constantemente. Aos 20 anos joga em campo como quem tem 30, ainda estará longe de ter confirmado todo o seu potencial.

 
Onze Tipo
Neuer; Can, Hummels, Boateng e Hector; Khedira, Kroos; Muller, Ozil, Draxler; Gomez.
 
05
Jun16

Grupo C: Polónia


RSolnado

  • Fifa ranking 27
  • Grupo C
  • Treinador Adam Nawalka
  • Primeiro jogo Irlanda do Norte

As prestações no Euro 2008 (em casa) e 2012 não deixaram boa memória, mas a equipa que chega a 2016 está diferente, para melhor. Na qualificação somente perdeu uma vez, na Alemanha, arqui-rival que derrotou em casa e reencontra nesta fase de grupos. Candidata a discutir o apuramento com a sua co-organizadora de 2012, a Ucrânia, não pode vacilar diante da Irlanda do Norte no primeiro jogo e garantir uma vitória obrigatória, que os colocará na rota dos oitavos de final.

A equipa tem estado em estado de graça, a dinâmica do meio-campo, a profundidade dos seus laterais e sobretudo a forma produtiva dos seus avançados quebrou o paradigma de equipa fechadinha que esperava um contra-ataque para fazer a diferença. Ainda assim poderá estar excessivamente dependentemente de Lewandoswki e da força do sevilhista Krychowiak a meio-campo. Curiosidade para ver a escolha na baliza, as duas temporadas de grande nível de Fabianski no Swansea permitiram-lhe roubar a baliza da Selecção a Szczesny, que no entanto se reabilitou na Roma esta época.

 
Craque
Robert Lewandoswki

Aos 27 anos, o capitão da Polónia está no auge da sua carreira. Apontou 13 golos em 10 partidas na qualificação, e nesta época marcou 42 golos com a camisola do Bayern, melhor registo da sua carreira. A selecção está montada em seu redor, isto é, todos sabem o que têm a fazer até levarem a bola à área, onde o letal avançado faz a diferença.

 
Revelação
Arkadiusz Milik

O jovem avançado do Ajax pode ser a chave do sucesso do ataque polaco. Jogando a Polónia com 2 avançados a vigilância sobre Lewandowski diminuiu ou deixam Milik sozinho... Pelo Ajax foram 23 golos esta época, e na qualificação mais 6, beneficiando sobretudo das atenções estarem centradas em Lewandowski, Milik apareceu com mais espaço e não se fez rogado. Jogador que pode ser para outros voos, pode ter neste Europeu uma rampa de lançamento.

 
Onze Tipo
Fabianski ou Szczesny; Piszczek, Glik, Pazdan (Salamon) e Wawrzyniak; Krychowiak, Kuba Blazczykowski, Maczysnki e Grosicki; Lewandowski e Milik.
05
Jun16

Grupo C: Ucrânia


RSolnado

  • Fifa ranking 19
  • Grupo C
  • Treinador Mykhaylo Fomenko
  • Primeiro jogo Alemanha

Repete a presença depois de co-organizar em 2012, e procurará agora passar a fase de grupos. A qualificação não foi fácil e só chegou no play-off depois de ter perdido 10 pontos para Eslováquia e Espanha, que se qualificaram directamente. Com grande influência dos dois maiores clubes nacionais na selecção, Fomenko debate-se com um problema crónico desde a retirada de Shevchenko: a ausência de um goleador. Zozulya e Seleznyov não são goleadores, e o grande perigo vem invariavelmente dos flancos e das diagonais de Yarmolenko e Konoplyanka.

Além disso a meio-campo penso que falta alguma criatividade, mas pelo menos há garantia de muita entrega e capacidade de luta, por vezes levada ao extremo. Zozulya e Rotan, ambos do Dnipro, foram suspensos por 6 meses pela Federação depois de terem agredido o árbitro do jogo da 2ª mão da meia-final da Taça frente ao Zorya! Ainda assim foram chamados ao Europeu, e estão apontados à titularidade.

 
Craque
Andriy Yarmolenko

O canhoto do Dinamo Kiev encantou na Champions e viu o seu futuro ligado a clubes com o Barcelona. Aos 26 anos, na altura final para dar o salto para outra liga, chega a este Europeu depois de alguns problemas físicos, mas ainda assim recuperado a tempo de brilhar em França. Com drible desconcertante e remate fácil, as suas famosas diagonais podem causar mossa nas defensivas contrárias, especialmente se Konoplyaka estiver também inspirado no outro flanco.

 
Revelação

Viktor Kovalenko
Aos 20 anos impôs-se na segunda metade da época com um indiscutível do tridente ofensivo do Shakthar, assumindo assim o vazio deixado pela saída de Alex Teixeira. Foi sem surpresa chamado para o Euro, embora em teoria o lugar de “10” seja de Sydorchuk, do rival Dinamo. Mas a boa campanha na Liga Europa, onde impressionou pela facilidade com que serviu os colegas, pode jogar a favor do mais jovem Kovalenko, que foi o melhor marcador do último campeonato do Mundo de Sub-20 e a estrela maior da equipa do Shakthar que chegou à final da UEFA Youth League em 2015.

 
Onze Tipo
Pyatov; Fedetskiy, Khacheridi, Rakitskiy e Shevchuk; Stepanenko (Rybalka) e Rotan (c); Yarmolenko, Sydorchuk (Kovalenko) e Konoplyana; Zozulya.