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Parque dos Príncipes

Espaço dedicado à cobertura do Campeonato Europeu de Futebol de Selecções a decorrer em França de entre 10 de Junho e 10 de Julho

Parque dos Príncipes

Espaço dedicado à cobertura do Campeonato Europeu de Futebol de Selecções a decorrer em França de entre 10 de Junho e 10 de Julho

20
Jun16

País de Gales 3-0 Rússia : russos BALEados!


Pedro Varela

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Quando fizemos as previsões aqui no Parque sobre quem seriam os dois primeiros qualificados neste grupo B, foi unânime que Inglaterra e Rússia ocupariam esses lugares, e, provavelmente, País de Gales o terceiro posto com possível qualificação.

 

A verdade é que País de Gales chegava à última jornada a depender apenas de si para seguir em frente, caso vencesse, e até o empate no jogo de hoje podia dar a qualificação. Já a Rússia tinha que, obrigatoriamente, vencer hoje e esperar pelos restantes jogos para perceber o seu destino. Compreende-se assim que Slutsky tenha efectuado 4 alterações no 11 titular, uma delas por lesão de Shatov, fazendo entrar Shirokov, Kombarov, Mamaev e Glushakov.

Do lado Galês, Chris Coleman apenas mexeu na frente de ataque, Vokes entrou para o lugar de Robson-Kanu.

 

O jogo foi totalmente dominado por Gales desde o primeiro minuto. A Rússia foi uma pálida imagem do que se poderia esperar, principalmente no jogo de hoje onde teria de apresentar-se de forma completamente ofensiva e batalhar pela vitória. Mas Bale não concordou e a noite foi dele!

 

Logo aos 3', Bale em posição de fora de jogo quase marcava, ficava o aviso da estrela do País de Gale. O espaço que era concedido pelos russos era amplamente aproveitado por Ramsey, Allen e claro, pelas estonteantes corridas de Bale. 

O golo surgiu, naturalmente, aos 10' por Ramsey, num fantástico chapéu a Akinfeev após assistência de Joe Allen.

Aos 20', Neil Taylor, lateral esquerdo aparece completamente sozinho em frente ao guardião russo, após assistência de Bale que Shirokov corta mal, e faz o segundo golo para Gales com toda a calma do mundo. 

 

A Rússia estava desorientada, temeu-se que o resultado pudesse escalar ainda mais rapidamente do que estava a acontecer e só aos 26', Dzyuba conseguiu criar perigo na baliza de Hennessey. Por esta altura, o esquema táctico russo era bola para a frente e logo se via!

 

Aos 30', sim, a uma hora do final do jogo, e com tanto para se jogar, Gareth Bale faz um das jogadas que mais o celebrizou, bola colada aos pés, corrida em alta velocidade a passar pelos adversários todos que lhe apareciam pela frente, como quem faz slalom, assistiu Vokes que...falhava o terceiro golo.

 

E depois ainda houve Ramsey, e Bale novamente e...intervalo, para sorte dos russos!

 

A segunda parte inicia-se com a troca dos irmãos Berezutski no centro da defesa da Rússia, mas pouco havia a fazer. Bale estava completamente endiabrado e não marcou aos 54', mas doze minutos depois elevou o marcador para 3-0 e tornou-se no melhor marcador do Europeu. Três golos em três jogos da fase de grupos.

 

A Rússia, bem, já não podia fazer muito mais no jogo e, provavelmente, poderia ter sido mais criativa que Alexander Shprygin, o responsável pela ligação do clubes aos adeptos, que tinha sido deportado pelos incidentes na primeira jornada e que hoje estava novamente em Toulouse a ver o jogo enganando tudo e todos. Só aos 84', Dzuyba, o inconformado, voltou a ter uma oportunidade para alterar o resultado do jogo. Inconsequente!

 

Para o País de Gales o final de jogo não podia ser mais saboroso, porque de Saint-etienne as notícias não podiam ser melhores, Inglaterra e Eslováquia empatavam, o que significava a vitória no grupo B. Fantástico!

 

A Rússia, tal como alguns dos seus adeptos, abandona o Europeu de França com uma imagem desgastada, estragada e a pedir uma rápida renovação!

 

Homem do jogo: Gareth Bale

20
Jun16

Inglaterra 0 - 0 Eslováquia: Resistência Eslovaca


J.G.

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Hodgson ameaçou uma revolução no onze e cumpriu. Entraram Clyne, Bertrand, Henderson, Wilshere, Sturridge e Vardy, para o lugar a Walker, Rose, Alli, Rooney, Sterling e Kane. 

No lado eslovaco a aposta foi para a base da equipa que venceu a Russia.

 

Muito bom jogo dos ingleses nos primeiros minutos da primeira parte, dinâmica muito interessante, futebol ofensivo e criativo a colocar a defesa liderada por Skrtel em respeito desde o começo. A tendência do jogo foi sempre em direcção à baliza de Kozacik, um dos principais culpados pela falta de golo nesta partida.

Apesar dos bons sinais ingleses, o ritmo baixou e a Eslováquia conseguiu procurar o seu ponto de referência atacante, Hamsik, tentando contrariar o sentido único do jogo. Num desentendimento entre Smalling e Hart, os eslovacos sonharam mas tudo ficou resolvido pelo guardião do Manchester City.

 

Na 2º parte mais intensidade no ataque inglês e as equipas adaptaram-se ao contexto pontual que era favorável à Eslováquia no sentido em que podia esperar um apuramento no 3º lugar com 4 pontos. Isto porque o País de Gales despachava sem dificuldade a decepção do grupo, a Rússia.

Assim, sobrava aos ingleses a hipóteses de ganhar este jogo para ficarem mais confortavelmente no 1º lugar do grupo. Mas mesmo com as entradas de Alli, Rooney e Kane, a muralha eslovaca não cedia. Foi uma verdadeira prova de resistência dos estreantes no Europeu que aguentaram até ao fim o precioso ponto que os faz sonhar com a passagem à próxima fase.

 

Do lado inglês fica o sabor amargo e um pouco injusto de um empate num jogo em que mostraram argumentos e qualidade para um melhor resultado. O apuramento está garantido e agora Hodgson terá que escolher os 11 com quer começar os jogos a eliminar.

 

Melhor em Campo: Henderson

16
Jun16

Inglaterra 2-1 País de Gales: E tudo o banco mudou!


RSolnado

 

 

Roy Hodgson manteve o mesmo onze do jogo contra a Rússia, Coleman fez regressar os consagrados Hennessey (à baliza) e Ledley, e promoveu a titularidade do herói do primeiro jogo, Robson-Kanu. Manteve a organização da equipa em 5-3-2.

A primeira parte foi um enorme bocejo, fruto da previsibilidade do jogo da Inglaterra e da postura defensiva e organizada do País de Gales. Harry Kane perdido entre os 3 centrais contrários, Lallana e Sterling sem desequilibrarem, e a meio-campo tudo controlado de parte a parte. É certo que o jogo podia ter sido diferente se logo aos 7 minutos Sterling tivesse a capacidade de finalização que, por exemplo, Schweinsteiger já mostrou neste Euro; num lance com algumas semelhanças finalizou de primeira depois de um cruzamento de primeira de Lallana, mas de forma terrível.

De resto só de bola parada a Inglaterra causou algum perigo, curiosamente em dois lances cobrados por Rooney para os centrais. Num livre apareceu Cahill a cabecear à figura, num canto Smalling cabeceou ao lado. Muito pobre, muito fraco, muito mau.

Para castigar esta inércia, apareceu Gareth Bale ao minuto 42. Livre directo de muito longe, uns bons 30 metros da baliza, remate com força e efeito a ultrapassar a ténue barreira (3 elementos), Hart estava posicionado para o lado direito da baliza e a ver claramente a bola, deu dois passos ao lado voou e defendeu… para dentro da baliza. Que grande frango do guardião inglês, que deveria ter defendido a bola com facilidade.

Estava dado o mote para a segunda parte, pois a Inglaterra tinha de mudar tudo… e mudou. Ficaram Kane e Sterling no balneário, entravam Vardy e Sturridge. E desde cedo se percebeu que a dinâmica ia ser bem diferente, nomeadamente pela acção de Sturridge, muito mais consequente do que Sterling. Rooney também apareceu mais solto e foi dele o primeiro aviso, aos 55’ bom trabalho e remate para excelente parada de Hennessey.

O País de Gales recuou no terreno, instalando o autocarro na sua área. Neste modelo em que passam 16 equipas de 24 às eliminatórias, Gales jogou para o pontinho uma vez que o empate neste jogo deixava a qualificação practicamente garantida. Logo a seguir ao aviso de Rooney, veio o empate. Na insistência após uma bola parada, Sturridge cruzou da esquerda e na área um péssimo corte do capitão Ashley Williams permitiu a Vardy fazer um golo simples. Completamente acampado, ficou a dúvida se o ponta de lança teve fé que fosse assistido por um adversário… Para a história fica que estava no sítio certo.

O jogou continuou com um só sentido, só dava Inglaterra. Walker e Rose funcionavam como autênticos extremos esticando e bem o jogo da sua equipa que pese embora trabalhar bem a bola, na hora da verdade tinha dificuldades em decidir bem perante a floresta de Gales montada na grande área. Foi rematando bastante, mas contra a muralha. Aos 72’ o também inconsequente Lallana saiu para entrar o jogador mais novo do Europeu, Rashford. O avançado do Manchester United foi jogar para a esquerda e num par de arrancadas tentou fazer a diferença.

A partida caminha para o fim, e nos descontos fez-se história: Pela primeira vez em fases finais de grandes competições, a Inglaterra conseguiu vencer um jogo depois de estar a perder ao intervalo! O herói só podia ser Daniel Sturridge, o avançado do Liverpool e a jogada decisiva começa nele e numa tentativa de penetração na área, a combinação com o delicioso passe em devolução de Delle Alli de calcanhar para a finalização certeira de Sturridge.

O comedido Hodgson festejou eufórico e suspirou de alívio. A vitória é merecida, e para o decano seleccionador fica a constatação óbvia: ainda ninguém tinha percebido a escolha do 11 inicial para estas duas partidas, foram 135 minutos de futebol inconsequente e provavelmente veremos Sturridge e Vardy a titulares no próximo jogo. Veremos  se Lallana manterá o lugar, ou se com Milner, Wilshire ou Barkley; candidatos não faltam para ser utilizado o meio-campo em losango que deu bons resultados na fase de preparação. O País de Gales pode sair de cabeça bem levantada deste jogo, a qualificação vai ser disputada diante de uma Rússia desesperada e sem ideias.

Homem do jogo: Daniel Sturridge

15
Jun16

Rússia 1-2 Eslováquia: Às costas de Hamsik e Weiss!


RSolnado

 

Ao segundo jogo surgiram os craques da Eslováquia a carregar a equipa para uma vitória muito sofrida e que os deixa na rota da qualificação, e a Rússia obrigada a ganhar a Gales na última jornada.

Os russos mantiveram o mesmo 11 do primeiro jogo, os eslovacos apresentaram três alterações, uma em cada sector. O jogo começou a bom ritmo, cedo de se percebeu que a Eslováquia sabia que nada tinha a perder depois da derrota do primeiro jogo, e que a Rússia ia procurar ser um pouco mais afoita do que no jogo de estreia, muito por culpa da acção solista de Shatov.

Mas apesar do bom ritmo a primeira meia-hora não teve oportunidades de golo clara, as equipas tinham dificuldades em chegar à área contrária e os tiros exteriores não levavam perigo. Aos 28’ numa transição rápida, Shatov serviu Smolov que rematou forte e tirou tinta ao poste da baliza contrária.

A Rússia voltou a desiludir, num modelo de jogo demasiado obsoleto em que um meio-campo sem o lesionado Dzagoev deixa tudo para Shatov – Golovin é um menino e ainda não está pronto para assumir a batuta do jogo, Neustadter chegou este ano à Selecção. E sobretudo este ataque com 3 avançados centro, 2 mais móveis sobre as alas e o armário na frente, não tem imaginação, não tem improviso. É certo que falta Cheryshev por lesão, mas no banco estão Samedov, Torbinsky ou Ivanov, podem não ser grandes jogadores mas são extremos.

A Eslováquia fazia o seu jogo à espera do momento para aparecerem as suas estrelas maiores. E de que forma… aos 32 minutos Hamsik recuou no terreno fugindo com sucesso à marcação, e a 40 metros lançou a bola no espaço para Weiss que correu e dominou, com dois defesas a chegar cortou para dentro (os defesas foram ambos à queima e ficaram fora do lance), preparou e atirou de pronto. Belo golo! Primeiro remate à baliza por parte dos eslovacos e golo!

Nos minutos seguintes a Rússia não esboçou reacção e parecia estar desejosa de chegar o intervalo. Só que entrou em modo intervalo antes do apito de Skomina… Em cima dos 45, canto para a Eslováquia, tudo a dormir na defesa contrária, Weiss a bater curto em Hamsik que entrou pela lateral da área, puxou para dentro e enviou um bilhete para a baliza de Akinfeev, um tiraço com bola a fugir para o poste mais afastando, embatendo mesmo no ferro antes de entrar na baliza, sem qualquer hipóteses de defesa. Sem dúvida candidato a golo do torneio.

Para o segundo tempo pedia-se mudança radical na equipa russa, do banco veio o sinal com a troca do duplo pivot. A tendência de jogo mudou, como seria de esperar. Iniciativa da Rússia, mas sempre com irresolúveis problemas na criação e a Eslováquia na expectativa a espreitar o contra-ataque, que também não deu grandes frutos.

O jogo foi correndo, com o passar do tempo percebeu-se que o esforço dos eslovacos na primeira parte estava a custar caro, a equipa ia recuando em demasia no terreno, mostrando alguns nervos associados à falta de pernas. Aos 80’ e já depois de entrar Shirokov, a Rússia fez o golo, no seu único remate na direcção da baliza na segunda parte. Tudo começou num mau alivio de Durica contra Smolov, Shatov correu para ganhar o ressalto e depois de uma excelente tabela com Shirokov cruzou para Glushakov cabecear à matador.

Faltavam dez minutos, tempo em que a Rússia despejou, sem efeitos práticos, bolas de forma sucessiva para a área contrária. Vitória sofrida da Eslováquia, que caiu muito da primeira para a segunda parte, confirmando-se também o que já se sabia: estarão demasiado dependentes de Hamsik para ganhar qualquer jogo.

Melhor em campo: Marek Hamsik

11
Jun16

Inglaterra 1-1 Rússia : a história repete-se!


Pedro Varela

Photo by Laurence Griffiths

Infelizmente para os Ingleses a história repete-se e não conseguem vencer o jogo de abertura de uma fase final do Europeu. São já 9 jogos, onde registam 5 empates e 4 derrotas, Roy Hodgson não conseguiu manter a senda das vitórias que trazia da qualificação e há, no empate de hoje, questões pertinentes que se colocam à equipa escolhida.

Para a Rússia, que normalmente vence os jogos inaugurais, apesar de duas derrotas contra a Espanha nos últimos europeus, o empate nos descontos foi muito saboroso com alguma justiça poética!

 

No 11 titular inglês foi com alguma surpresa que Vardy e Milner ficaram de fora, como dizia o Ricardo Solnado na discussão sobre este jogo, a convocatória inglesa tem 1 extremo e 5 avançados, testa-se um losango e no primeiro jogo apresenta-se um 4x3x3. Estranho, caro Roy!

Nem vou falar do Rooney a jogar no meio campo. Percebo a sua influência, a inteligência em campo de um jogador experiente, mas nota-se uma dificuldade enorme na construção de jogo que se pede a um jogador que, na minha modesta opinião, rendia melhor atrás do ponta de lança ou mesmo na frente. Ainda vale mais de 50 golos pela Selecção.

Do lado Russo a aposta no ataque foi grande, Smolov, Kokorin e Dzyuba, no entanto, era a defesa a grande preocupação desta Selecção, como avançamos aqui, mas, decorridos 90 minutos de Europeu, podemos afirmar sem problemas que Ignashevich e Berezutski revelaram-se suficientes para quase todas as investidas inglesas.

 

A Inglaterra começou bem o jogo e rapidamente tomou conta da partida, os primeiros 15 minutos mostraram excelentes movimentações entre Alli, Walker e Lallana, não sendo por isso estranho que a posse de bola tenha atingido os 75%, com a Rússia a responder apenas com a bola para a frente na esperança que Dzyuba pudesse fazer algo mais. Mas claramente desapoiado, faltavam os extremos para lhe colocar a bola.

Com o tempo a passar, o equilíbrio começou a tornar-se mais evidente, e a diferença entre a Inglaterra e a Rússia, na primeira parte, esteve principalmente na precisão dos passes. Os russos chegaram a falhar 1 em cada 2. Mas, Kane, apagado e apenas encarregue da marcação de cantos e Sterling muito perdulário, dava para perguntar...e Vardy?

 

A segunda parte foi mais dividida. Rooney atirou de livre por cima da baliza de Akinfeev, que parecia intransponível, Dier no lado oposto quase marcava na sua baliza. 

A Rússia conseguia responder melhor, essencialmente por Kokorin esteve mais activo na segunda parte.  Sendo que essa acção resultou quase em golo, aos 62' Smolov teve a melhor oportunidade do encontro, Dzuyba esteve na assistência.

 

Os últimos 25 minutos trouxeram um jogo mais partido, mas percebia-se que os golos poderiam aparecer. Rooney avisou com uma bomba que Akinfeev desviou para a trave e não demorou mais que 3 minutos para Eric Dier, de livre directo, marcar um grande golo. Os Ingleses respiravam de alívio, até deu para ouvir o Hey Jude e a história poderia estar a fazer sentido para Roy Hodgson, mas só para ele.

Esteve três quartos de jogo empatado, favorito a vencer, mas não sentia necessidade de mexer na equipa. Não se percebeu se Rooney saiu por opção ou lesionado e o golo rejuvenesceu os Russos, quando deveria ter tido outro efeito. Dizem que "velhos são os trapos" e Berezutski confirmou-o ao marcar o golo de empate nos descontos, numa cabeçada a fazer um arco em câmara lenta a Joe Hart, frustrando uma nação que, depois do jogo de hoje, terá os pés de volta à terra.

A fase final de um Euro será sempre, mas mesmo sempre, diferente de uma qualificação. A Rússia, pelo que fizeram os seus centrais,o avançado Kokorin e pelas mexidas de Slutsky mereceu este ponto que mantêm intactas as suas aspirações a seguir em frente.

 
Homem do jogo: Eric Dier
 
11
Jun16

País de Gales 2 - 1 Eslováquia: 3 Pontos para o País de Gales


J.G.

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O título remete para o universo do rugby onde os galeses costumam ser fortes. Mas o País de Gales já não é só rugby. Depois das gerações de Ian Rush ou Ryan Giggs, nunca terem conseguido jogar uma fase final de uma grande competição, chegou a vez da estreia num Europeu com Gareth Bale ao leme.

Para o primeiro jogo um adversário também a estrear. A Eslováquia, que deu um ar da sua graça no Mundial de 2010 quando afastou a Itália, chegou a França também com um cabeça de cartaz de respeito, Hamsik.

Foi uma tarde de heróis prováveis mas quem resolveu foram os "desconhecidos".

O jogo começou bem para a Eslováquia que devia ter chegado à vantagem bem cedo numa genial jogada de Hamsik, pois claro, mas que o central dos Spurs (hoje central, no Tottenham joga na esquerda da defesa), Ben Davies, contrariou com um enorme corte. 

Gales estava com problemas em assumir o jogo quando aparece um livre directo bem ao jeito de Bale. Aos 10', o jogador do Real Madrid imitou a pose do seu companheiro Ronaldo, abriu as pernas, tirou as medidas à barreira e disparou para o meio da baliza onde Kozacik é batido por mau posicionamento. Loucura nas bancadas galeses.

 

O golo deu confiança a Gales que passou a dominar o jogo mesmo que a posse de bola tenha ido para os eslovacos. Defesa bem organizada, com três centrais e muita ajuda dos médios defensivos, tirou espaço a todas as iniciativas de Hamsik, Weiss e Mak.

Assim estivemos durante uma hora de jogo. Até que Kozak, treinador eslovaco, fartou-se da produção nula do avançado Duris e lançou o jovem Duda que foi a nossa aposta para revelação desta equipa na apresentação do Grupo B.

O jogador do Legia da Polónia, só precisou de dois toques na bola para fazer um golo em menos de um minuto! Um recorde e euforia nas hostes eslovacas. 

O jogo deu a volta e passou a ser a Eslováquia a estar mais perto do golo, apesar de Gales continuar a defender superiormente. 

Aos 71' foi a vez de Coleman mexer na equipa e acertar no Euromilhões. Fez entrar Robson-Kanu, uma lenda do Reading mas actualmente sem clube, e este agitou mesmo a partida. Em contra ataques rápidos, o País de Gales ameaçou mas foi numa jogada em total desequilibro de Ramsey que enganou o duro Skrtel para assistir Robson-Kanu que rematou atabalhoadamente mas com eficácia total para dar a primeira vitória de sempre a Gales num Europeu. Um momento de emoções diferentes, com os dragões em êxtase e os eslovacos de rastos.

Mesmo assim, houve tempo para Duda tentar aumentar a epicidade da sua entrada só que a bola foi devolvida pelo poste.

Vitória histórica do País de Gales que pela primeira vez podem gritar três pontos com alegria sem ser num jogo de rugby.

 

Melhor em Campo: Gareth Bale

10
Jun16

Previsões do Parque


RSolnado

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Grupo A

JG: França e Suíça, talvez terceiro Roménia

PV: Passam França e Suíça talvez terceiro Albânia

RS: Passam França e Suíça, talvez terceiro Albânia

 

Grupo B

JG: Passam Inglaterra e Rússia, talvez terceiro País de Gales

PV: Passam Inglaterra e Rússia, talvez terceiro País de Gales

RS: Passam Inglaterra e Rússia, talvez terceiro Eslováquia

 

Grupo C

JG: Passam Alemanha e Polónia, talvez terceiro Ucrânia

PV: Passam Alemanha e Polónia, talvez terceiro Ucrânia

RS: Passam Alemanha e Polónia, talvez terceiro Ucrânia

 

Grupo D

JG: Passam Espanha e Croácia, talvez terceiro R. Checa

PV: Passam Espanha e Croácia, talvez terceiro R. Checa
RS: Passam Espanha e Croácia, talvez terceiro Turquia

 

Grupo E

JG: Passam Itália e Bélgica, talvez terceiro Suécia

PV: Passam Bélgica e Itália, talvez terceiro Suécia

RS: Passam Bélgica e Itália, talvez terceiro Suécia

 

Grupo F

JG: Passam Portugal e Áustria, talvez terceiro Islândia

PV: Passam Portugal e Áustria, talvez terceiro Hungria
RS: Passam Portugal e Áustria, talvez terceiro Islândia

 

04
Jun16

Grupo B: Rússia


Pedro Varela

  • FIFA Ranking 29
  • Grupo B
  • Treinador Leonid Slutsky 
  • Primeiro jogo Inglaterra

 

A Selecção que apresenta num possível 11 titular nada mais, nada menos que 9 jogadores do CSKA Moscovo e Zenit. No banco, Slutsky, não pára um único segundo e vai ser, certamente, uma figura a acompanhar pela forma como comanda as "tropas". Foi chamado a substituir Fabio Capello, qualificou-se em segundo lugar no grupo que foi ganho pela Áustria, esta sem derrotas. Deixou, para trás, a Suécia de Ibrahimovic. Nada mau!

O que fica para já desta Rússia? O prazer que encontram dentro de campo a jogar futebol. Isso é inegável. No entanto, se Zhirkov e Kuzmin poderiam estar à partida na lista de alternativas aos 23, já quanto a deixar Kherzhakov de fora deste Euro, 91 internacionalizações e 30 golos, causou alguma surpresa.

Têm a palavra os 23 eleitos, os russos anseiam que em França comece uma caminhada de sucesso e que perdure pelo próximo Mundial, daqui a 2 anos, onde são o país organizador.

Fiel a uma esquema de 4x2x3x1 que teve como corolário a qualificação para o Europeu, para muitos, é no centro da defesa que poderá estar um problema, uma média de idade de 35 anos entre Berezutski e Ignashevich. Isso e o facto de Dzagoev falhar o Europeu por lesão.

A luta pelo primeiro lugar poderá não ser fácil, é a leitura que é possível fazer a esta distância, no entanto, lutar pelo segundo lugar será quase uma obrigatoriedade para esta Selecção Russa. 

 

Craque

Artyom Dzyuba

16 internacionalizações e 8 golos, o artilheiro da Rússia na qualificação para o Europeu, já no Zenit, ao lado de Hulk, formaram a dupla mais goleadora da Liga Russa. Um poderoso avançado centro, fortíssimo no jogo de cabeça e que, na minha opinião, merece o lugar de destaque.

 

Revelação

Aleksandr Golovin

3 internacionalizações e 2 golos, o jovem jogador do CSKA Moscovo é um diamante por lapidar, esteve no Europeu de Sub-19 onde foram vice-campeões, já começa a ganhar o seu espaço na equipa e na Selecção, tem agora uma oportunidade única para mostrar toda a qualidade que lhe é reconhecida.

 

Onze Tipo

Akinfeev; Smolnikov, Berezutski, Ignashevich, Kombarov; Denisov, Mamaev; Kokorin, Shirokov, Shatov e Dzyuba.