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Parque dos Príncipes

Espaço dedicado à cobertura do Campeonato Europeu de Futebol de Selecções a decorrer em França de entre 10 de Junho e 10 de Julho

Parque dos Príncipes

Espaço dedicado à cobertura do Campeonato Europeu de Futebol de Selecções a decorrer em França de entre 10 de Junho e 10 de Julho

07
Jul16

Alemanha 0-2 França: Griezmann aproveita erros capitais!


RSolnado

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Segunda meia-final do Euro, um muito antecipado (quase desde o sorteio dos grupos) histórico duelo entre alemães e franceses.

Entrou forte a França, a correr e pressionar muito num estilo que não parecia ir durar muito tempo. Mas aos 6 minutos deu para Griezmann assustar Neuer, duas tabelinhas e remate para a estirada do guardião. A Alemanha pegou no jogo e assumiu o controlo das operações. Muita posse de bola, mas objectiva, futebol trabalhado em constantes triangulações e variações de flanco. E começaram as oportunidades de golo, Muller ao lado, no minuto seguinte Can, a grande surpresa no onze, a rematar para brilhante voo de Lloris.

O capitão francês estava atento e foi sendo a grande figura da equipa na primeira parte, respondendo com segurança quando chamado a intervir. Cerca dos 35 minutos a França começou a sacudir a pressão, conseguindo ter bola no meio-campo contrário. Griezmann deu mais um aviso com um remate às malhas laterais, Giroud isolou-se após um corte falhado de Boateng mas em vez de passar temporizou em demasia, e quando atirou já Höwedes tinha recuperado posição para cortar a bola.

Parecia que íamos para o intervalo sem golos, mas já na compensação surgiu o golo da França. Que nasce de uma nova abordagem idiota da Alemanha em jogo aéreo, canto e o capitão e experientíssimo Schweinsteiger a abordar o lance de braços no ar… e a bola foi mesmo cortada pelo seu braço. Rizzoli demorou a apitar, certamente que não viu e por isso mérito ao seu assistente ou ao árbitro de baliza. Na conversão, bola para um lado, Neuer para o outro, Griezmann levava o Velodrome à loucura.

A Alemanha ia com um sabor amargo para o intervalo, e tinha de dar a volta ao texto na segunda parte. Mas a Alemanha do primeiro tempo ficou no balneário. A França entrou melhor na segunda parte, apertou e espreitou o golo. Depois voltaram a ser os alemães a tomar conta do jogo, mas num registo muito diferente do primeiro tempo.

Sem conseguirem chegar com bola à área contrária, muitos cruzamentos sem efeitos práticos e o desespero a apoderar-se dos campeões do mundo. Boateng saía por lesão, Götze era lançado em campo, mas a Alemanha só apareceu depois de… sofrer o 0x2. Já Kanté havia substituído Payet, quando um erro inacreditável de Kimmich na sua área deixou Pogba com a bola, este cruzou para Giroud, Neuer sacudiu mal com uma palmada para os pés de Griezmann (quem mais?) que atirou a contar. Aí vão 6 golos daquele que será provavelmente o melhor marcador do Euro e a maior ameaça a Portugal na final.

Faltavam 20 minutos, e foram 20 minutos de desespero alemão. Kimmich atirou ao poste, depois Draxler de livre directo ficou perto do golo. Nos minutos finais o futebol directo fez mossa na defesa francesa, e o perigo rondou a baliza de Lloris que foi sempre respondendo muito bem, e já nos descontos assinou a defesa do Europeu com um voo fantástico para responder a cabeçada a meias entre Kimmich e as costas de Muller. Com um guarda-redes nesta forma, fica difícil para alguém marcar golos!

A França está com toda a justiça na final, a Alemanha foi bastante melhor na primeira parte mas não soube reagir à adversidade, que nasceu de um erro próprio e logo do seu jogador mais experiente. E não satisfeitos, ainda entregaram o 2ºgolo, num lance com uma ingenuidade inexplicável. Arrisco dizer que nem nos melhores sonhos a França pensava que teria uma ocasião destas: não a desperdiçaram e bateram a Alemanha pela primeira vez em jogos oficiais desde 1958.

Na final de Saint-Denis teremos os anfitriões contra Portugal. O retomar de um duelo com muita história em fases finais, até aqui sempre favorável aos franceses. Altura de mudar a novamente a história para Portugal, heróis precisam-se!

Homem do jogo: Antoine Griezmann

05
Jul16

E Agora, Alemanha?


J.G.

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Os alemães começaram por resolver calmamente a sua situação no Grupo C. Uma vitória frente à Ucrânia deu o mote para uma primeira fase tranquila. Contra a Polónia houve muita luta mas as duas equipas ficaram contentes com o nulo, depois os alemães só precisaram de um golo para bater os simpáticos irlandeses do norte e ficar no 1º lugar. 

Contra a Eslováquia o ritmo foi de passeio, vitória fácil e apuramento garantido para uma série de autênticas finais antecipadas. O primeiro sinal de real candidatura ao título europeu veio no jogo com a Itália. Low surpreendeu ao apresentar uma equipa trabalhada especialmente para bater os italianos, com um 3-5-2 sem Draxler e com uma dinâmica que anulou o bom futebol que o adversário tinha mostrado com a Espanha. 

Flexível tacticamente e com rotatividade de unidades em várias posições, a Alemanha dominou o jogo com a sua besta negra que sempre os tinha afastado das grandes competições. A vitória parecia clara e justa não fosse um erro ridículo de Boateng a adiar tudo para o drama dos penaltis onde os alemães até deram algumas baldas, coisa raramente vista, mas os italianos fizeram ainda pior.

 

Ficou a ideia de uma Alemanha forte mentalmente, prática nos vários momentos do jogo e com trunfos de respeito na hora de decidir. 

O problema de Low é que a equipa está fortemente abalada para esta meia final com as ausências de Hummels, por castigo, e dos lesionados Gomez, Khedira e, provavelmente, Schweinsteiger. Tendo em conta que a aposta em Mario Götze não correu bem e que Draxler é muito inconstante, Low vai ter de improvisar para enfrentar uma França na máxima força após o passeio contra a Islândia.

 

É a primeira vez que estas duas equipas se defrontam num Europeu mas em Mundiais o saldo é muito favorável à Alemanha, basta recordar a vitória em 2014 com golo de ... Hummels.

Teoricamente, a Alemanha parte em desvantagem. Joga em casa da França, teve um desgaste enorme contra a Itália enquanto a França goleava a Islândia, tem vários ausentes importantes para a equipa mas são os campeões do Mundo. Ninguém duvide que vão dar tudo para chegarem a mais uma final de um grande torneio. 

03
Jul16

Alemanha 1 - 1 Itália (6-5 em Grandes Penalidades): O Fim da Maldição Italiana Sobre a Alemanha


J.G.

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Foi mesmo uma espécie de final antecipada com golos, prolongamento, penaltis, emoção e final histórico. Pela primeira vez a Alemanha elimina a Itália numa fase final de um Euro ou Mundial. Foi muito sofrido mas os campeões mundiais abateram mesmo a sua besta negra.

 

Vale a pena recuperar o começo da partida que pode não ter sido muito espectacular em pormenores técnicos mas foi gigante em termos tácticos. Desde logo com a Löw a surpreender ao apostar num 3-5-2 deixando de fora o melhor jogador da eliminatória anterior, Draxler. O treinador alemão mostrou ter compreendido muito bem o sucesso dos azuis contra os ainda campeões europeus espanhóis e não hesitou em mexer no seu sistema táctico. Basicamente, criou um espelho à táctica preferida de Conte e anulou qualquer vantagem que os italianos pudessem ter a meio campo. Löw também percebeu que a posição "6" de Itália sem De Rossi teria que viver de improviso e o facto da equipa italiana estar quase toda condicionada com cartões amarelos que ameaçavam os jogadores de perderem uma meia final foi bem explorado.

 

Por seu lado, a Itália não se mostrou muito incomodada com a aposta táctica alemã e mostrou-se confortável na sua postura defensiva baseada naquele autêntico muro formado pelo trio Barzagli, Bonucci e Chiellini. 

As equipas encaixaram-se no tal espelho de sistemas e a um ataque mais paciente, organizado e de posse de bola da Alemanha, os italianos respondiam com transições rápidas sempre procurando a velocidade de Eder e o posicionamento forte de Pellè. 

Acabou por ser uma primeira parte muito interessante embora sem grande oportunidades devido a anulação defensiva mutua.

 

Na 2ª parte a Alemanha assumiu ainda mais as despesas do jogo e estabilizou após o sobressalto de ter perdido cedo no jogo Khedira por lesão, Schweinsteiger na parte complementar entrou bem no jogo. A Itália acusava a pressão e o crescimento alemão na partida. Florenzi negou de forma acrobática o primeiro golo e Buffon ia chegando para tudo o que o seu trio de centrais não varria. Em 4 minutos, três italianos viram cartão amarelo anunciando o que aí vinha.

Aos 65' a Alemanha consegue criar desequilíbrios no lado esquerdo do seu ataque, enorme desmarcação de Gómez pela esquerda, o avançado deixa para Hector, que cruza rasteiro para Özil concretizar, sem hipótese para Buffon.

Era uma vantagem merecida para quem mais procurou ganhar. 

 

Esperava-se forte resposta transalpina mas foi a equipa de branco e preto a continuar por cima e só não resolveu o jogo porque Buffon mostrou toda a sua qualidade com uma defesa lendária que manteve a Itália em jogo.

O capitão italiano não só negou um golo fabuloso a Gómez com ainda motivou a sua equipa a ir à procura do golo. Pellè não conseguiu, pelo meio Gómez também sai lesionado dando o lugar a Draxler. Mas foi Boateng a ressuscitar a Itália com uma abordagem ridícula na sua área com os braços levantados mesmo a pedir que a bola lhe tocasse e desse penalti. Foi o que aconteceu. Bonucci agradeceu e empatou.

Um jogo que a Alemanha tinha na mão acaba por ir para prolongamento e o fantasma da tradição que apura sempre os italianos voltou forte.

 

Mesmo sem grandes oportunidades, o rigor táctico esbatia-se por esgotamento físico e o jogo ameaçava cair para qualquer lado se alguém fraquejasse num momento certo. Não aconteceu e tudo se ia decidir nos penaltis.

Conte lançou no prolongamento Insigne e Zaza, o último, claramente, como trunfo para os penaltis.

Löw só mexeu mesmo por obrigação de lesões e ficou com uma substituição por fazer ao fim de 120' dando sinal claro de confiança para os que jogaram.

 

A Alemanha é conhecida por não perder jogos em penaltis mas como do outro lado estava a Itália a emoção durou até ao fim.

Müller, Özil e Schweinsteiger falharam os seus penaltis, coisa tão rara que os adeptos alemães temeram o pior mais do que uma vez. Mas Zaza, Pellè e Bonucci não fizeram melhor, para Darmian deitar tudo a perder. Hector marcou o penalti decisivo e lançou a Alemanha para as meias finais.

A vitória fica bem aos campeões do mundo que procuraram mais o golo mas Buffon não merecia sair assim deste Euro. 

Com a besta negra abatida, a Alemanha é mais candidata que nunca.

 

 

26
Jun16

Alemanha 3-0 Eslováquia: Máquina alemã a carburar


RSolnado

Os campeões do mundo tinham sido das equipas que melhor imagem tinha deixado na primeira fase, já se sabe que para os alemães não há jogos a brincar e tudo é encarado com seriedade.

Quase tudo aliás, a história deste jogo começa no dia 29 de Maio e num amigável de preparação onde a Eslováquia venceu por 3x1 a Alemanha em Dusseldorf. Low andava então apaixonado por um esquema difícil de compreender, entre o 3-5-2 e o 3-3-3-1. Esse jogo amigável serviu para se deixar de invenções e voltar à fórmula de sucesso, que parece agora ter recuperado quase toda a sua forma mais clássica, isto é, com um ponta de lança de referência.

Começamos por aí, foi o quarto onze diferente em quatro jogos, embora 7 jogadores tenham sido sempre titulares. Draxler rendeu Götze e Gomez continuou no centro do ataque. Do lado eslovaco várias mudanças, com a equipa a largar o 4x3x3 para jogar num 4x1x4x1, com um terceiro central como trinco e Kucka desviado para falso médio direito.

Só que a entrada alemã no jogo foi forte e deitou os planos de Kozak para o lixo. Aos 6 minutos Kozacik negou o golo a Khedira com uma fabulosa defesa para canto, desse canto nasce o primeiro golo, tiraço de ressaca de Boateng à entrada da área, tanto de improvável como de bem executado pelo central do Bayern. Ainda não ia decorrido o primeiro quarto de hora de jogo e Skrtel usou mãos e braços para lutar com Gomez por uma bola aérea, grande penalidade assinalada. Özil bateu sem muita convicção e tornou-se assim no primeiro alemão a falhar um penalty num Euro, Kozacik voou para o seu lado esquerdo e manteve a equipa no jogo.

Mas só dava Alemanha, e Özil e Müller iriam desperdiçar novas ocasiões para aumentar a contagem. A Eslováquia parecia amarrada e foi já perto do intervalo que surgiu no jogo numa jogada em que conseguiu profundidade pela direita; Perarik cruzou para Kucka cabecear, Neuer estava no jogo e disse presente com uma grande defesa. Na resposta foi Neuer a lançar o ataque para Draxler, o mágico dos Wolfsburgo fez a diferença e foi evitando os contrários entrando na área pelo lado esquerdo, da linha de fundo assistiu Gomez que finalizou como sabe, de primeira e para o fundo das redes.

Estava o assunto resolvido ao intervalo, pensaram todos e até o seleccionador eslovaco, que tirou Weiss e reforçou o meio-campo com Gregus. Foi a tentativa de suster a iniciativa alemã, e a Eslováquia até entrou melhor na segunda parte mas Neuer voltou a dizer presente. Aos 63 minutos Draxler culminou uma tarde em grande com um golo, aproveitando uma bola aérea após um canto para finalizar de primeira num bonito gesto técnico.

Se dúvidas restavam ficaram desfeitas, e no restante jogo foi tempo de poupanças na Alemanha, gerindo o jogo até final e estando naturalmente mais perto do quarto golo do que sofrer um. Ao cabo de quatro jogos, nenhum golo sofrido. Sólida, consistente e de ideias bem claras, aguarda agora por Itália ou Espanha naquele que será forçosamente o jogo grande do cartaz dos quartos de final.

Homem do jogo: Julian Draxler

21
Jun16

Alemanha 1 - 0 Irlanda do Norte: Alemanha a Cumprir, Norte Irlandeses a Sonhar...


J.G.

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Na verdade a Alemanha cumpriu o seu primeiro objectivo neste Euro, venceu o grupo e passa em primeiro lugar. Mas esperava-se muito mais dos campeões do mundo depois do empate a zero com a Polónia. O treinador Low mexeu na equipa dando oportunidade a Kimmich e Gomez de jogarem de inicio mostrando que ia apostar em mais opções atacantes. 

O jogo não teve grande história nem deixa saudades, ataque de sentido único em direcção à baliza de McGovern, resistência verde e insistência branca.

Ficam para o resumo do jogo os vários falhanços dos alemães, neste capítulo Müller leva uma seca preocupante para Löw, e exibições menos conseguidas de homens como Götze. 

Um golo aos 29', combinação de Müller com Gomez que este aproveitou, foi o momento que decidiu o jogo. 

Nem a Alemanha mostrou um futebol entusiasmante, nem os seus jogadores pareceram muito preocupados em dilatar a vantagem no jogo e na classificação do grupo onde acabam com os mesmo pontos que a Polónia mas com mais um golo. 

Pouco para uma selecção que é candidata ao título europeu. Fica a dúvida se a máquina germânica está só a cumprir serviços mínimos à espera dos grandes momentos dos jogos a eliminar ou se há mesmo falta de solução para golos com os seus avançados a hibernarem na hora da eficácia. Cumpriram mas ainda não assustaram ninguém, veremos como estão nos 1/8 de final.

 

Da parte da Irlanda do Norte, só podemos elogiar o esforço, a dedicação, a entrega e a resistência destes estreantes em Europeus. Foi um óptimo resultado para um país com pouco menos de 2 milhões de habitantes perante a toda poderosa Alemanha. Elogios que se estendem às bancadas onde os adeptos verdes confirmaram ser os melhores deste torneio. Criam uma banda sonora permanente à volta do jogo, festejam a conquista de cantos como se de golos se tratasse, estão a viver cada minuto deste campeonato com uma alegria de fazer inveja e contagiante.

Ficam à espera de saber se continuam em prova e fica por explicar porque O'Neill teima em não lançar Will Grigg para os jogos. Ou é para aumentar a lenda ou está a guardá-lo para os 1/8 de final. Esperemos que seja a segunda hipótese.

 

Melhor Em Campo: McGovern

16
Jun16

Alemanha 0-0 Polónia : o intransponível muro Polaco!


Pedro Varela

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Este jogo entre vizinhos estava rodeado de enorme expectativa pois uma vitória de Alemanha ou Polónia garantia a qualificação para os oitavos de final. Duas selecções bem conhecidas, não só pelo historial de anos em diversas competições, mas porque estiveram no mesmo grupo da fase de qualificação, uma vitória para cada lado, e também porque nos 22 titulares desta noite, 10 jogadores actuam na Bundesliga, o principal campeonato alemão.

 

Do lado germânico, Joachim Löw protagonizou uma alteração, retirando Mustafi, que até tinha marcado no primeiro jogo, para entrar Hummels. Podemos compreender esta modificação num sentido mais conservador, arriscando menos no sector defensivo, jogando pelo seguro.

Já do lado Polaco, Szczęsny que se lesionou na primeira jornada deu lugar a Fabiański e Grosicki a entrar para o lugar de Kapustka, extremo por extremo.

 

A primeira parte começa com natural domínio Alemão, logo com uma oportunidade por Götze, mas foi também o primeiro amarelo do jogo para Khedira. Importante este pormenor, porque retirou alguma agressividade ao médio alemão e de certa forma condicionou a sua actividade no jogo.

Até aos 20 minutos, foi, praticamente, um jogo com sentido único, Müller a ganhar na raça e Kroos a falhar nova oportunidade. Estávamos perante uma Alemanha muito ofensiva, Höwedes e Hector a subir muito no terreno de jogo no apoio ao ataque.

 

Aos poucos a Polónia começou a equilibrar o jogo, muito por culpa dos médios Krychowiak e Mączyński, bem como o lateral Piszczek a contribuir com alguma profundidade na forma como passaram a contrariar o jogo alemão. E se a Alemanha começava a perder algum fulgor, era muito por culpa dos centrais polacos, principalmente Pazdan, que controlavam tranquilamente na sua área a investida dos homens mais avançados da Alemanha.

 

Não admira portanto que o jogo tenha chegado ao intervalo empatado a zero. Não foram capazes, ambas as equipas, de efectuar um único remate à baliza defendida por Neuer e Fabiański.

 

A segunda parte começa com um falhanço escandaloso de Milik após assistência de Grosicki que correspondeu bem à titularidade que hoje lhe foi atribuída.

Götze do outro lado respondeu naquele que foi o primeiro remate à baliza, isto aos 50'. O jogo passou a modo de parada e resposta.

 

Löw demorou a alterar os jogadores que tinha em campo, era evidente que precisava de ter alguém a pensar o jogo e a organizar melhor o ataque, pois o jogo germânico tinha muita circulação de bola e pouca penetração. 

Enquanto isso Lewandowski, do outro lado, quase marcava de livre, estavam bem estudados estes lances de bola parada pela Polónia. Estávamos no melhor período de jogo dos polacos, e Milik, novamente ele, a falhar sozinho na marca da grande penalidade uma oportunidade escandalosa para inaugurar o marcador.

 

Entretanto Özil quase marcava e André Schürrle era a primeira substituição na Selecção Alemã, Draxler também saía de jogo para entrar Gomez, era o pressing final para conseguir os 3 pontos. 

Do lado Polaco, Nawałka, estava contente pelo resultado que ia conseguindo contra aquela que é, provavelmente, a Selecção favorita a vencer o Europeu (tal como a França) e campeã do mundo, pois mantinha intactas as hipóteses de qualificação e até do primeiro lugar no grupo, refrescando o meio campo com a saída de Maczynski por Jodlowiec, também a pensar no amarelo que já tinha, e voltando a colocar em campo Kapustka para a saída de Kuba, que esteve muito apagado durante os 90 minutos.

 

O jogo terminou com um empate a zero, o primeiro do Europeu, num resultado completamente aceitável. A Alemanha mais pressionante na primeira parte e nos momentos finais do jogo, a Polónia soube criar um autêntico muro que esteve intransponível e garantiu um empate muito importante para continuar na competição e conseguir um feito único!

 

Homem do jogo: Michał Pazdan

 

12
Jun16

Alemanha 2 - 0 Ucrânia: De Susto em Susto Até à Vitória Mais Folgada (Até Agora)


J.G.

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A Alemanha entrou no Euro a ganhar cumprindo assim o primeiro objectivo em França. Também entrou no jogo a ganhar. Em 19' a equipa de Low pegou no jogo e fez o golo inaugural. Pensou-se que ia ser uma noite tranquila para os campeões do mundo mas não foi bem assim.

Ganhar por 2-0, resultado mais dilatado do torneio, até agora, e ter como melhor em campo o guarda redes, é estranho. Sabendo que o golo que foi dando a vantagem alemã até foi apontado por um defesa, Mustafi estreou-se a marcar pelo país, e que o golo da tranquilidade só apareceu no último minuto fruto de um excelente contra ataque, dá para ter uma ideia do que foi esta estreia.

 

A Alemanha mostrou argumentos interessantes do meio campo para a frente, como é hábito. Müller, Özil, Draxler e Götze sempre prontos a criarem dificuldades. Mas atrás há motivos de preocupação para Low. Os espaços entre os centrais e os laterais não estão bem geridos, tal como a distância entre a dupla Kroos, Khedira para a zona defensiva quando apanhados em contra golpe. 

A Ucrânia mostrou-se muito bem arrumada defensivamente e interessante nas saídas com bola rápidas, Konoplyanka e Yarmolenko em grande destaque na hora de criar oportunidade. E a verdade é que acabaram a primeira parte muito perto do golo do empate. A resistência germânica deveu-se a Neuer e Boateng que tem o corte mais espectacular do Euro. Valeu como se fosse um golo.

Na 2ª parte a Ucrânia não voltou a ser atrevida e o jogo decorreu no meio campo amarelo. Com um relvado num estado latismável para uma prova deste nível, a Alemanha procurou várias soluções atacantes e ensaiou algumas movimentações quase sempre anuladas pela defesa ucraniana. Também não foi uma noite inspirada dos principais atacantes alemães, com Müller à cabeça deste exemplo.

Sem conseguir fazer o golo tranquilizador, a Alemanha ia sofrendo um golo caricato. Um pontapé do guarda redes Pyatov apanhou Mustafi e Neuer desentendidos, o central cabeceou para a sua baliza não reparando no habitual adiantamento de Neuer. A bola saiu ao lado da baliza mas ainda houve a tentativa de um avançado em corrigir a trajectória. Valeu Neuer a recuperar e Boateng a atirar para longe. Um enorme susto que motivou a Ucrânia a um último esforço à procura do empate. Acabou por ser traída nesse balanço ofensivo com o tal golo de Schweinsteiger que veio do banco para fechar o resultado final.

Boas indicações da Ucrânia e dúvidas sobre se a Alemanha teve só uma noite menos inspirada ou se há problemas mais sérios. Para já, os campeões do Mundo começam bem.

 

Melhor em Campo: Manuel Neuer

05
Jun16

Grupo C: Alemanha


RSolnado

  • Fifa ranking 4
  • Grupo C
  • Treinador Joachim Löw
  • Primeiro jogo Ucrânia

 

Os campeões do Mundo são naturalmente um candidato claro a vencer no Euro 2016, embora 9 dos elementos que estiveram no Brasil não estejam em França este ano, o que em somente dois anos, é um número elevado de mudanças. Ainda assim será ingénuo pensar que a Alemanha está menos forte, as principais baixas para este Europeu já o eram para o Mundial, Gundogan e Reus voltam a falhar uma fase final por lesão, e o lote de convocados tem muita juventude mas tudo jogadores que já estão a dar cartas ao mais alto nível.

Nos últimos jogos Joachim Löw tem testado um sistema alternativo ao habitual 4-2-3-1 que tão bons resultados tem dado, com 3 defesas, numa espécie de 3-5-2, desdobrando para 3-3-3-1. Contudo na convocatória final nota-se a ausência de um homem com capacidade para fazer todo o flanco direito pelo que é expectável que volte a uma defesa de 4 elementos, com o defesa-direito a ser uma adaptação, já que só há um lateral de raíz na convocatória – Jonas Hector, o canhoto do Colónia (Durm e Schmelzer, do Dortmund foram preteridos, Lahm retirou-se da Selecção). Com 6 homens que podem jogar a central nos convocados, poderá ser, tal como no Brasil, um central a jogar adaptado à lateral, ou então o faz tudo do Liverpool, Emre Can.

Outro factor interessante de observar será o regresso de Mario Gomez à equipa nacional, que volta assim a ter um clássico “panzer” no centro do ataque, algo que faltou em 2014, onde só Klose, e a espaços, era opção natural para esse lugar.

 
Craque
Thomas Müller

Numa equipa recheadas de craques, o versátil avançado tem sido a referência ofensiva e um garanto de golos. Jogando na frente, atrás ou lado de outro avançado e mais sobre uma ala, o craque do Bayern tem golo, que é o que sabe fazer melhor. Além disso, passou ao lado do Euro 2012 onde não marcou qualquer golo, depois de ter brilhado nos Mundiais de 2010 e 2014. Aos 26 anos e depois da sua melhor época de sempre no Bayern, apontou 32 golos em todas as competições, espera-se muito neste Europeu.

 
Revelação
Julian Weigl

Não será um titular indiscutível, mas acredito que os habituais problemas físicos de Khedira e Schweinsteiger podem abrir espaço no meio-campo para a utilização do jovem médio do Borussia Dortmund, onde pegou de estaca esta temporada. Exímio na recuperação de bola, distribui como muito critério, e a sua excelente leitura de jogo faz com que apareça em todo o lado constantemente. Aos 20 anos joga em campo como quem tem 30, ainda estará longe de ter confirmado todo o seu potencial.

 
Onze Tipo
Neuer; Can, Hummels, Boateng e Hector; Khedira, Kroos; Muller, Ozil, Draxler; Gomez.