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Parque dos Príncipes

Espaço dedicado à cobertura do Campeonato Europeu de Futebol de Selecções a decorrer em França de entre 10 de Junho e 10 de Julho

Parque dos Príncipes

Espaço dedicado à cobertura do Campeonato Europeu de Futebol de Selecções a decorrer em França de entre 10 de Junho e 10 de Julho

04
Jul16

E agora, Portugal?


Pedro Varela

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Portugal chegou ao Europeu de França como possível candidato à vitória final. Não era favorito a ser campeão europeu, não é considerada uma selecção temível, mas respeitada pelo facto de contar nas suas fileiras com um dos melhores jogadores do mundo. A grande questão, que hoje ainda continua a ser debatida, a dependência de Ronaldo para conseguir bons resultados. A caminhada até às meias finais mostra que, afinal, mesmo não estando o jogador do Real Madrid no seu melhor momento, é possível conseguir bons resultados. Isso e, obviamente, estarmos perante um renovado modelo de fase final de competição alargado a 24 selecções onde os terceiros classificados dos grupos podem passar aos oitavos de final.

 

Entre a fase de grupos e as eliminatórias, Portugal apresentou duas selecções bem distintas. Comecemos pela primeira fase, onde Fernando Santos evidenciou alguns problemas ao nível das escolhas para o onze titular, principalmente no meio campo. Nos três jogos diante da Islândia, Áustria e Hungria foram opções certas nesta zona do terreno: João Moutinho, André Gomes, William Carvalho e João Mário deslocado da sua posição, estes dois últimos falharam o primeiro jogo. A discórdia, na minha opinião, passa pela não inclusão de Adrien e Renato Sanches desde que o Euro começou. Para mim seriam sempre escolhas óbvias. Vejamos que ambos os jogadores estiveram impecáveis ao longo da época, nos seus clubes, sendo preponderantes nos resultados conseguidos. Chegavam a França cansados, sem dúvida, como todos os outros, mas em excelente forma. A questão, para mim, sempre se colocou em quem os acompanharia no meio campo?

Danilo ou William Carvalho? Quaresma, o talismã? João Mário? Para Fernando Santos isso não era óbvio!

 

Chegamos à fase de "mata-mata". Do conjunto de 5 jogos que a Selecção efectuou até ao momento, foi diante da Polónia que, provavelmente, fizemos o melhor jogo perante um adversário forte, que sofria poucos golos e que, por exemplo, tinha batido o pé aos campeões do mundo, a Alemanha. O meio campo de Portugal? William, Renato, Adrien e João Mário. Na frente não há grandes dúvidas, Ronaldo e Nani, na defesa, se Pepe tem lugar cativo pelas exibições protagonizadas, Fonte agarrou bem o lugar que Ricardo Carvalho deixou.

Cédric e Eliseu sem deslumbrar, assumem-se com as melhores soluções, ainda que Raphael Guerreiro tenha uma palavra a dizer.

 

Quero com isto dizer que Fernando Santos demorou a perceber, aproximadamente 270 minutos, que Moutinho e André Gomes não podem ser titulares, Danilo eventualmente poderá ser opção, e vai ser pelo castigo de William, mas, o complicómetro do treinador Português continua ligado quando coloca Renato tão colado à linha, quase ao ponto de o pôr fora do campo, ou quando João Mário está no lado contrário ao que habitualmente joga no Sporting e fez mais de 40 jogos. 

 

Mas isto são apenas as minhas reflexões de bancada, mais simples e fáceis de fazer, porque na generalidade, se olharmos apenas para o resultado prático, o que foi até ao momento conseguido é de elogiar. Estamos no top-4 de uma competição que muitos desconfiariam que iríamos chegar tão longe. Não foi bonito, foi eficaz, é a quarta vez nas últimas cinco edições do Europeu que Portugal atinge as meias finais, provavelmente a menos brilhante em termos exibicionais e certamente a menos conseguida em resultados, mas chegaram lá, que é praticamente tudo o que importa!

 

Até onde podemos chegar?

Nesta altura, mesmo respeitando a Selecção Galesa, que apresenta excelentes argumentos e demonstrou-o dentro de campo, primeiro lugar no grupo onde estava a Inglaterra, o melhor jogador, Gareth Bale em forma, só podemos ambicionar um lugar na final.

Não vejo outra ideia a ser passada dentro do balneário Português. Portugal volta a ter uma oportunidade de ouro para chegar a uma final do Europeu, 12 anos depois de o ter conseguido em Portugal. A acontecer, o adversário será Alemanha ou França, duas das Selecções que tinham o "selo" de candidatas à vitória final. Futurologia não é o meu forte, mas no dia 10, se lá estivermos, tudo poderá acontecer!

 

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