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Parque dos Príncipes

Espaço dedicado à cobertura do Campeonato Europeu de Futebol de Selecções a decorrer em França de entre 10 de Junho e 10 de Julho

Parque dos Príncipes

Espaço dedicado à cobertura do Campeonato Europeu de Futebol de Selecções a decorrer em França de entre 10 de Junho e 10 de Julho

18
Jun16

Portugal 0-0 Áustria: Alerta vermelho


RSolnado

Duas mudanças no 11 de Fernando Santos, William Carvalho rendeu Danilo e Quaresma surgiu no lugar de João Mário, o que indiciava mudanças tácticas que aconteceram. Se nos primeiros minutos André Gomes ainda apareceu muito aberto sobre o flanco esquerdo, rapidamente veio para terrenos interiores estando a equipa mais perto de um 4-3-3. Do lado contrário três mudanças, duas forçadas, com Iksander e reforçar o meio-campo, deixando Alaba como “10” e Harnik a jogar como falso 9 na ausência de uma referência da área.

E bom, ainda bem que não estava lá Janko pois logo aos 3 minutos Harnik teve um boa ocasião para marcar, mas o cabeceamento saiu ao lado. A Áustria colocava Portugal em sentido, mas a resposta foi boa. Portugal assumiu as despesas do jogo e foi construindo várias boas ocasiões de golo, quase todas com Nani envolvido. Aos 12’ ganhou um ressalto ao entrar na área, e já isolado viu Almer defender com o pé, na ressaca do lance Vieirinha rematou de longe e o guardião defendeu para canto. Aos 22’, boa combinação entre Raphael e Nani, cruzamento do lateral para Ronaldo rematar de primeira ao lado. Aos 29’, e depois de quatro cantos batidos de forma inconsequente, Quaresma bateu curto em André Gomes que cruzou para Nani cabecear ao poste, quase que se repetia a sociedade do golo no jogo inaugural.

Alguns minutos volvidos Ronaldo voltou a falhar boa ocasião, rematando frouxo e à figura na insistência de uma bola parada. O que mais surpreende no melhor do jogador europeu dos últimos 10 anos é que aos 31 anos, com toda a sua experiência, com tudo o que já ganhou e todos os recordes que já bateu, sempre que as coisas lhe correm mal parece entrar numa espiral depressiva que faz com que as coisas lhe corram ainda pior… E ainda faltava a segunda parte. Neste momento o único record que vai aumentando é que é o jogador com mais remates em Europeus… mas sem marcar.

Aos 41’ a resposta austríaca de bola parada, livre lateral junto à área com Alaba a rematar directo com Patrício a querer adivinhar e ficar fora do lance, valeu Vieirinha a cortar a bola ao segundo poste. A começar a segunda parte a derradeira ocasião do austríacos no jogo, Ilksander a rematar de longe para bela estirada de Rui Patrício. E mais não se viu a equipa de branco e preto.

Do outro lado continuou a saga, sempre com Almer como protagonista. Aos 55’ negou o golo a Ronaldo com um belo voo para a sua esquerda. No minuto seguinte, novamente Ronaldo, agora de cabeça para as mãos de Almer. Aos 64’ um livre directo por cima da trave.

Aos 79’, o cúmulo do desperdício: grande penalidade para Portugal por evidente agarrão de Hinteregger a Ronaldo. Na cobrança, Almer voou para a sua esquerda, a bola foi para o outro lado… ao poste. Quarto penalty falhado por Ronaldo nas suas últimas 5 tentativas, entre Real Madrid e Selecção. E não que seja plausível por em causa ser Ronaldo a bater a grande penalidade, mas já quanto aos livres directos a conversa é bem diferente. Não se percebe que o estatuto se sobreponha ao rendimento do colectivo.

Da segunda parte ficou a ideia clara que a Áustria, por falta de pernas ou por estratégia ficou contente com o empate final. Do lado de Portugal custa perceber como é que a primeira substituição só chegou aos 70 minutos, e João Mário não trouxe nada de novo ao jogo, mostrando até alguma precipitação nas suas acções. As entradas de Éder aos 83’ e a de Rafa aos 89’ custam a perceber e demonstram uma falta de ideias ou de soluções, ou de um plano alternativo. Tivemos já neste Europeu exemplo de treinadores a ganharem jogos no banco, mas nunca a mudar tão tarde.

Custa muito perceber a opção inicial por Quaresma, um jogador de rasgos e sem capacidade para 90 minutos, custa perceber a insistência em João Moutinho, fora de forma e nada dinâmico – ainda assim melhorou na segunda parte. Não custa perceber, é apenas impossível conceber como na votação online da UEFA foi eleito. Realmente, não sou de teorias da conspiração mas isto ajuda a alimentá-las. Se já parece jogar por decreto, parece que os tentáculos do seu empresário vão muito além de alegadamente influenciarem as escolhas de um seleccionador.

Custa perceber como é que jogadores rápidos com e sem bola, e que podiam dar um abanão no jogo, como Renato Sanches ou Rafa, ficam de fora ou entram nos descontos. Não parece haver plano B. A única aposta ganha de Fernando Santos foi a entrada de William Carvalho, que arrumou a casa a meio-campo arrancando uma exibição muito positiva, meteu Alaba no bolso e foi um garanto de fiabilidade, tal como Ricardo Carvalho.

O cabeça de série do Grupo F tem 2 pontos ao fim de 2 jogos e está em alerta vermelho: tem de ganhar no último jogo para seguir em frente, diante do líder o grupo e mesmo ganhando não depende de si para garantir o primeiro lugar. Ao fim de dois jogos são mais de 45 remates e apenas um golo marcado. Falar em falta de sorte não resolve nada.

Melhor em campo: Robert Almer

14
Jun16

Portugal 1-1 Islândia : insuficiente para apagar o (pequeno) vulcão!


Pedro Varela

ronaldo.jpg

 

Portugal entrou no Europeu a empatar contra a, provavelmente, pior Selecção do grupo. As contas, de tarde, já tinham sido baralhadas, como bem disse o Ricardo no texto da vitória da Hungria sobre a Áustria. Totalmente justa, diga-se de passagem. Não sendo um favorito a vencer o europeu, é claramente candidato a passar o grupo e é, nesta altura, a preocupação que deve ter em conta Fernando Santos quando encarar o segundo jogo. Porque o primeiro era para vencer e já passou!

 

A Islândia estreia-se no Europeu com um empate muito festejado, aliás, nas bancadas golearam e cumpriram dentro daquilo que se esperava. Sem estrelas, compactos, aguerridos, rotinados, jogo directo sempre que necessário, movimentos atacantes apoiados e que, apesar de poucos, causaram sempre problemas na baliza defendida por Patrício.

 

A primeira parte começa com uma oportunidade para Sigurdsson logo aos 3 minutos. Aliás, foi pelo lado esquerdo que a Islândia encontrou maiores facilidades nestes minutos iniciais da partida. Rapidamente Portugal equilibrou e as oportunidades começaram, com naturalidade, a surgir. Danilo de cabeça, Vieirinha fora de área e Nani a cabecear sozinho na pequena área após assistência de Ronaldo, valeu o pé do guardião Halldórsson.

Depois ainda se seguiram oportunidades para Ronaldo, de cabeça e depois com o pé. Tudo isto na primeira meia hora. Adivinhava-se o golo da Selecção Portuguesa.

 

Aconteceu ao minuto 31, o golo número 600 em Europeus, depois de uma excelente assistência de André Gomes pela direita, Nani encostou sem dificuldades e colocou a bola no fundo da baliza Islandesa. Por esta altura, dizia eu, treinador de bancada assumido, que não percebia a incursão de João Mário na esquerda, quando passou o ano todo a jogar no centro do terreno ou na direita pelo Sporting, Danilo muito perdulário nos lances aéreos e Moutinho apagado, longe dos tempos que o notabilizaram. É complicado fazer-se muito melhor, quando 3 dos elementos essenciais do meio campo não estão a jogar bem. Mas, o resultado apontava noutra direcção!

 

A segunda parte, porém, começa da melhor forma para os Islandeses. Bjarnason marca o golo do empate aos 50', num lance em que há, pelo menos, seis jogadores portugueses a ver a bola passar, um erro colectivo que, pelo resultado final, saiu-nos muito caro.

 

Demorou a reagir o treinador Português, quando era evidente a dificuldade de certos jogadores em acompanhar as transições defesa-ataque, falta de ligação entre os jogadores portugueses, muito atrás da bola, e se ao intervalo daria para compreender a saída de Danilo ou até João Mário, claramente na posição errada, aos 70' a precisar da vitória, a entrada de Renato Sanches não foi uma mais valia.

 

As oportunidades eram claramente favoráveis para Portugal, verdade, mas, como já tinha referido em cima, a Islândia apesar de atacar pouco, as movimentações ofensivas eram sempre bem apoiadas, e entre jogo directo que os seus jogadores ganhavam nas alturas, com facilidade, e no perigo que levavam à baliza portuguesa, percebia-se que todo o cuidado era pouco para não sofrer um golo que seria ainda mais penalizador.

 

Quaresma entrou a 13 minutos do final do jogo, não estando a 100% pareceu-me que a sua entrada foi mais pela "fé" que pela razão objectiva de o colocar em campo para conseguir algo mais e Éder, o único ponta de lança de raiz só esteve 7 minutos em campo e já estou a contar com os descontos. Pelo meio Patrício ainda foi colocado à prova por Fonnbogason.

 

Portugal termina o jogo como a equipa mais rematadora do Europeu no final da primeira jornada, o que não espanta, até porque Ronaldo é o jogador com mais remates em Europeus, mas, com uma eficácia tremendamente negativa e como sabemos, contam as que entram. Próximo jogo contra a Áustria ganha um carácter ainda mais vital para a qualificação que é obrigatória neste grupo. 

 

A Islândia chega ao final deste jogo com a satisfação de perceber que há, claramente, a possibilidade de tentar a qualificação, quem sabe, por um terceiro lugar no grupo. No entanto, o dia está ganho, metade da população deste pequeno país cabe nos estádios dos 3 grandes, juntos, e a festa que fizeram antes, durante e depois do jogo mostra que estão em França pelo prazer do jogo e do "tudo pode acontecer". O ano de 2016 para eles está ganho!

 

Homem do jogo: Nani

 

08
Jun16

Grupo F: Portugal


RSolnado

  • Fifa ranking 8
  • Grupo F
  • Treinador Fernando Santos
  • Primeiro Jogo Islândia

A selecção dos 11 milhões em campo chega ao Europeu pela quinta vez consecutiva, e numa fase de maturação como há muito não apresentava – 11 dos 23 escolhidos estarão na casa dos 30 neste ano civil – e depois de uma qualificação que começou de forma escandalosa, levando à troca de seleccionador, decorreu na perfeição com um pleno de vitórias nas restantes 7 partidas. Depois de um Mundial 2014 para esquecer o objectivo será retomar o bom rumo de 2012, sendo por isso o primeiro objectivo vencer um grupo onde nenhum dos adversários está habituado a estar em fases finais.

Dentro do campo, a discussão mais vista já é a que leva a menos dúvidas: a ausência de um ponta de lança de qualidade indiscutível, aliada à elevada quantidade e qualidade de médios centro, levará a que Fernando Santos mantenha a aposta num 4x4x2 com Ronaldo e Nani soltos na frente, suportados por um médio mais defensivo – onde resida talvez a maior dúvida, William ou Danilo – e depois médios de grande qualidade técnica, e onde se pede a João Mário e André Gomes que assumam a batuta e construam situações de golo, jogadores que já sabemos serem capazes de o fazer de forma brilhante.

Em termos de expectativa, diria que os quartos de final serão o objectivo mínimo, e dependendo do emparelhamento e do rendimento da equipa, tudo é possível daí para a frente. Sobretudo porque se Portugal, Alemanha e França vencerem o seu grupo, a equipa das quinas só poderá enfrentar esses colossos na final.

 

Craque

Cristiano Ronaldo

Nem pode haver sequer discussão, o melhor jogador europeu da última década é indiscutivelmente o grande craque deste Europeu. Chega no entanto novamente assolado por problemas físicos a uma fase final, e viu-se na final da Liga dos Campeões não estar no seu melhor. Contudo todos sabemos que, com mais ou menos dores irá sempre dar tudo em campo, é dele que se esperam os golos ainda por mais na ausência de um avançado.

 

Revelação

Renato Sanches

Embora lute por um lugar num onze inicial onde o meio-campo é claramente o sector com mais e melhores opções, acredito que mesmo sendo suplente será chamado e rapidamente ganhará o lugar na equipa. A sua força, a sua intensidade e a sua explosão permitem-lhe jogar em qualquer um dos 3 lugares de meio-campo à frente do jogador mais recuado, dando uma  velocidade nas transições que outros jogadores não podem oferecer. Está predestinado aos grandes palcos, e o mais natural é que comece a brilhar já neste Europeu.

 

Onze Tipo:

Rui Patrício; Vieirinha, Pepe, Ricardo Carvalho e Raphael Guerreiro; William Carvalho (Danilo), João Moutinho, João Mário e André Gomes; Ronaldo e Nani.

31
Mai16

Os ilustres ausentes - parte II


RSolnado

http://www.gettyimages.pt/

No post anterior falámos da Holanda e podíamos ter falado da Sérvia ou da Dinamarca, mas há outro lote de ausentes. Aqueles que estando a sua selecção qualificada, falham a presença no EURO por lesão, indisciplina ou opção, mais ou menos polémica, do seu seleccionador. São muitos casos, e a revista seguinte apenas pode passar por alguns.

 

Hatem BEN ARFA e Karim BENZEMA

As ausências da selecção gaulesa davam material para um post próprio, mas escolho o enfant terrible do futebol francês e o não menos controverso ponta de lança do Real Madrid. Ben Arfa passou ao lado de uma grande carreira, perdeu-se por muitos clubes, excesso de peso, álcool entre outras situações, mas aos 28 anos arrancou a melhor época de sempre no Nice, encantando na Ligue 1 e fechando a época com 18 golos em 37 jogos (em todas as competições). Ainda assim, isso não lhe valeu a chamada por parte de Didier Deschamps, numa posição onde a França está muito bem servida, com Griezmann, Payet, Martial e Coman. Mesmo assim a ausência de Ben Arfa causou polémica, pois tem algo mais fantasista e improviso que estes jogadores não parecem ter.

 

A história de Benzema na selecção parece ter chegado definitivamente ao fim depois do escândalo de chantagem a envolver Valbuena. Embora seja um assunto da justiça civil, Deschamps actuou como juiz desportivo e afastou os 2 jogadores desde que o escândalo rebentou. No caso de Benzema, a França fica privada do seu melhor avançado, é mais jogador que Giroud e Gignac, avançados escolhidos para a competição. Ficaram também de fora Gameiro e Lacazzete, estes por opção técnica do treinador. Na França faltam ainda, por lesão, os centrais Varane, Mathieu, Zouma e Laporte, ou seja, dava para compor um lote de convocáveis alternativos de qualidade igual ou superior aos convocados.

 Reus + Gundogan.jpg

Marco REUS e Ilkay GUNDÖGAN

Tal como no Mundial 2014, este duo do Borussia Dortmund volta a falhar, por lesão, a fase final de uma grande competição. Para Reus é absolutamente frustrante, pois lesionou-se outra vez na recta final da preparação para a competição. Vindo de temporadas fantásticas em que tem sido a grande referência do seu clube, o eléctrico extremo era apontado como um dos titulares, pelo que Löw terá agora de refazer alguns dos seus planos.

Quanto a Gundogan, pretendido por meia-Europa, o organizador de jogo de origem turca tem sido fustigado por lesões arreliadoras nas últimas épocas, e numa altura em que parece ir dar definitivamente o salto para um clube de topo europeu, a sua afirmação internacional tarda em acontecer. No Euro 2012 não saiu do banco de suplentes, pelo que ainda não é desta que se estreia pela Alemanha em fases finais de grandes competições.

Vincent KOMPANY

Foi uma das imagens que ficou desta temporada, as sucessivas lesões do capitão da Bélgica e do Manchester City, quatro no total e sempre musculares. A última em plena 2ª mão dos Quartos de Final da Liga dos Campeões, deixou-o, aos 30 anos, fora deste Euro 2016. Numa Selecção que muitos apontam como uma das surpresas da prova, esta é uma baixa de peso, num sector que também perdeu uma das alternativas por lesão, Lombaerts.

 

Adnaj JANUZAJ

Esta não é nenhuma surpresa, mas apenas uma curiosidade. A carreira deste jovem prodígio do Man Utd estagnou por completo nos últimos dois anos, e aos 22 anos parece perdido. Há quatro anos fez correr rios de tinta por poder ser elegível por 6 selecções. Bom, a sua Bélgica de nascimento deixou-o de fora, Roy Hodgson não sentirá o desejo que teve há 3 anos de o naturalizar inglês, a Turquia e a Albânia estão no Euro mas Januzaj não as escolheu, enquanto a Sérvia não se qualificou e o Kosovo só este ano viu a sua Federação reconhecida pela FIFA e UEFA!

Fábio COENTRÃO

Outro jogador que falha o Euro por lesão, em mais uma temporada perdida para o internacional português. Aos 28 anos e depois de ter deixado o Real Madrid para jogar tendo em vista esta competição, acaba por ser certamente frustrante. Não menos frustrante será para Danny, também afastado por arreliadora lesão, ou mesmo para o jovem Bernardo Silva, que depois de duas temporadas a brilhar no Mónaco podia aqui brilhar nos relvados franceses com outra visibilidade e dar o salto para outro clube.

Andrea PIRLO, Claudio MARCHISIO e Marco VERRATTI

A classe deste trio enchia de futebol qualquer meio-campo. Se Pirlo já se tinha retirado da Selecção, as baixas por lesão de Marchisio e Verratti originaram uma corrente que trouxesse o regista desde a reforma dourada de Nova Iorque até ao palco do Europeu. Era essa a vontade de Pirlo, mas não tanto a de Conte, desapontado com a falta de competição do médio em terras do Tio Sam, o seleccionador italiano vai para este europeu sem médios de classe mundial que seriam titulares de caras na Squadra Azzurra. Perde a Itália, mas também perdem todos os amantes do futebol!

Fernando TORRES e Diego COSTA

Para fechar, o lote de ausências espanholas. E dava para fazer correr tinta a falar de Carvajal (lesionado), Bernat, Javi Martinez, Mata ou Cazorla (opção), mas sem dúvida que as mais polémicas estão na frente. Torres e Diego Costa ficaram de forma por arbítrio de Del Bosque, que preferiu chamar Morata e o veterano Aduriz. Se a época de Diego Costa foi intermitente e sempre polémica – além que na Selecção nunca se afirmou, a ausência de Torres causa-me mais espanto. Mesmo no seu período mais crítico da carreira o Seleccionador nunca o fez cair, deixou-o de fora agora, numa temporada em que na segunda volta recuperou protagonismo e foi titular no Atlético de Madrid. Veremos como os escolhidos darão conta do recado.