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Parque dos Príncipes

Espaço dedicado à cobertura do Campeonato Europeu de Futebol de Selecções a decorrer em França de entre 10 de Junho e 10 de Julho

Parque dos Príncipes

Espaço dedicado à cobertura do Campeonato Europeu de Futebol de Selecções a decorrer em França de entre 10 de Junho e 10 de Julho

25
Jun16

Suíça 1-1 Polónia (4-5 G.P.): Fabianski estragou a festa de Shaqiri


J.G.

  

A Polónia apresentou o mesmo 11 do empate frente à Alemanha, a Suíça optou pelo seu onze tipo, o mesmo em 3 dos 4 jogos.

Logo nos primeiro segundos ficou dado um mote importante do jogo, nervosismo na defesa helvética com Sommer a ser obrigado a aliviar por instinto e a bola a ficar à disposição de Milik que perdoou e mandou para fora. Tem sido este o problema dos polacos neste Euro, a dupla atacante é temível mas tem estado muito aquém da fama na hora de finalizar. Felizmente para o seleccionador Nawalka, os atacantes mostram outras qualidades como arrastar defesas e abrir espaços aproveitando as investidas de qualidade chegadas das alas, Grosicki na esquerda e Kuba na direita. Foi assim que a Polónia chegou ao 1-0 antes do intervalo, bola do ala esquerda para finalização do ala direita, Kuba festejou.

A Suíça aproveitou a falta de eficácia polaca para equilibrar o jogo e estar sempre dentro da disputa da elimantória, embora sem nunca criar grande perigo para Fabianski. Shaqiri sempre a assumir o jogo, Mehmedi no apoio e com a subida dos dois alas Lichtsteiner e Rodriguez.


Com o golo antes do intervalo a Suíça sentiu que tinha de entrar forte na 2ª parte e foi o que fez empurrando logo a Polónia para a sua área. O facto de pegarem no jogo fez com que a Polónia ficasse com via aberta para o contra ataque e com intérpretes bons de parte a parte acabámos por ter um jogo muito interessante e emocionante.

Petkovic mexeu cedo na sua equipa e foi lançando Embolo, Derdiyok e Gelson Fernandes nunca esperando pelos momentos finais para lutar pelo empate. A Suíça intensificou o ataque e Rodriguez só não marcou porque Fabianski fez uma monumental defesa num livre directo. Pouco depois foi a vez de Seferovic atirar com perigo mas a trave devolveu a bola e manteve a vantagem polaca.

Até que apareceu Shaqiri em grande. Pegou na bola, avançou no terreno, virou da direita para esquerda, Lichtsteiner cruzou para a área, a bola sobra para Shaqiri que imita o gesto que tinha ensaiado com a Roménia mas agora na perfeição, um pontapé de bicicleta épico que deu o empate merecido aos vermelhos.


Jogo para prolongamento onde nos primeiros minutos pouco aconteceu. Mas rapidamente se percebeu que os Polacos estavam de rastos, e aos 100 minutos Nawalka efectuou as primeiras substituições, refrescando o meio-campo. Sem efeitos práticos. Nos últimos 15 minutos a Suiça carregou e Fabianski negou a Derdiyok o golo da vitória com uma magnífica defesa a cabeçada do avançado, que cabeceou isolado, assistido, claro está, por Shaqiri. Nos derradeiros dois minutos, lances aos repelões em ambas as áreas resolvidos pelas respectivas defesas.

No desempate, só Xhaka falhou... e com estrondo. Remate em força mas muito ao lado da baliza. Todos os outros 9 jogadores chamados a bater marcaram, ficando Krychowiak para a história ao converter o penalty decisivo. A Polónia está nos quartos de final, a Suíça vai para casa ficando a ideia de que podia ter feito mais.

Homem do jogo: Fabianski

 

19
Jun16

Suíça 0 - 0 França: Serviços Mínimos Franceses Apuram Suíça


J.G.

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Um jogo que muito prometeu na primeira parte acabou congelado de parte a parte gerindo o contexto pontual que apurava ambas as selecções para a próxima fase. 

A França entrou em Lille com algumas mudanças no onze. Kanté, Matuidi, Payet, Giroud e Martial sairam da equipa dando lugar a Cabaye, Pogba, Sissoko, Gignac e Griezmann. Deschamps entre gestão física, disciplinar e acerto de rotinas, rodou quase meia equipa. Se a ideia era dar mais dinâmica tirando proveito de uma maior motivação individual, então é certo dizer que a aposta não resultou de forma entusiasmante. 

Apenas Pogba entrou com tudo e quis mostrar serviço a sério. De tal maneira, que as melhores oportunidade da primeira parte passaram pelos seus pés. Sommer e a trave da sua baliza que o digam.

Do lado da Suíça, Petkovic manteve a estrutura e dez titulares. Lançou o jovem Embolo à procura de contra ataques rápidos e jogadas individuais para surpreender os homens da casa. Ironicamente, o jogo acabou por mostrar uma Suíça com mais posse de bola e com possibilidade de jogar em ataque construído pacificamente desenvolvendo transições ofensivas seguras. Criou poucas ocasiões de perigo mas andou sempre mais perto da área contrária.

Na primeira parte o jogo esteve interessante e com iniciativas de lado a lado que mostravam que a Suíça queria discutir o primeiro lugar.

 

Depois, na 2ª parte quando se soube que a Albânia estava em vantagem, o jogo em Lille mudou radicalmente. De repente, as duas equipas estavam contentes com o resultado. A Suíça continuou a pressionar e a ter mais bola mas já atacava muito mais desconfiada. 

A França optou mesmo pelos serviços mínimos e apenas Payet, vindo do banco, deu alguma emoção aquele ataque. Gignac tentou de longe após tabela com Griezmann mas Sommer resolveu todos os problemas criados.

 

A Suíça festeja um apuramento inédito e segue invicta em prova, a França cumpre a sua obrigação de passar em primeiro lugar mas falha na afirmação de um futebol convincente. Duas vitórias perto do fim de cada jogo e um cinzento 0-0 não é grande cartão de visita para os jogos mais duros que se adivinham. 

A marca de equipamentos helvéticos também terá ficado apreensiva com a imagem de três camisolas rasgadas no calor do jogo. 

 

Melhor em Campo: Sommer

15
Jun16

Roménia 1 - 1 Suíça: Ia Ser Bom, Não Foi


J.G.

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Um jogo que tanto prometeu e acabou a saber a desilusão. Quarto empate neste Europeu a abrir a 2ª jornada do grupo A . 

Fazendo uma ponte para a estreia das duas equipas, a Roménia entrou com vontade de fazer esquecer a injustiça que sentiu naquele golo tardio de Payet que anulou o factor surpresa que ia acontecendo. O técnico Iordanescu optou por mudar quatro jogadores com óbvia intenção de dar mais dinâmica ao seu ataque. 

Mesmo assim, foi a Suíça que arrancou melhor. Embalados pela vitória contra a Albânia, os helvéticos apresentaram o mesmo onze e procuraram chegar ao golo cedo como no seu primeiro jogo. Mas a resposta dos romenos foi boa e aos poucos conseguiram tomar conta do jogo.

Pareceu-nos que a Suíça acusou em demasia o conforto de já ter três pontos e acabou por sofrer um golo da mesma maneira que a França. O experiente capitão Lichtsteiner foi apanhado a puxar a camisola de um adversário na área e o árbitro deu o segundo penalti da prova aos romenos. Bogdan Stancu confirmou ser especialista e voltou a converter o penalti passando a ser o melhor marcador do torneio.

A partir dos 18 minutos Suíça passou a dominar o jogo e a Roménia optou por uma pose expectante espreitando o contra ataque. Até ao intervalo manteve-se a vantagem dos vermelhos.

 

Na 2ª parte temeu-se que as várias ocasiões criadas, especialmente por Xhaka, não chegassem para anular a desvantagem suíça. Já na primeira parte o avançado Seferović tinha mostrado falta de qualidade na finalização, e isto já é dizer tudo sobre um ponta de lança. A Suíça foi uma evolução de decepções com Shaquiri à cabeça. A imagem que ilustra o texto é bem simbólica da falta de acerto da estrela suíça, um pontapé de bicicleta inofensivo. Do banco também não vieram melhores notícias. A nossa aposta para revelação, o jovem talentoso Embolo, tem entrado muito ansioso e nervoso acabando por anular as tentativas em desequilibrar. 

O golo do empate veio no forte pontapé no meio de um cacho de jogadores na área, Mehmedi carimbou uma jogada que é um hino à globalização. Djourou, nascido na Costa do Marfim, fez o passe para Mehmedi, nascido na Macedónia, dar o golo para a ... Suíça.

 

Tendo em conta que a Roménia em 14 jogos (não contando com este) em Europeus só tinha ganho por uma vez, já se esperava que o empate se mantivesse até ao fim. Pior para os romenos, que ficam só com 1 ponto, menos mau para a Suíça que soma 4 mas tem que defrontar a França a seguir. 

Podia ter sido um jogo muito bom, acabou por ser o jogo normal destas selecções em Europeus, mediano.

 

Melhor em Campo: Xhaka

11
Jun16

Albânia 0-1 Suíça: Sommer segura vitória tangencial


RSolnado

Jogo muito aguardado na segunda partida do Grupo A a começar logo pelo primeiro embate em Europeus entre dois irmãos, os Xhaka foram naturalmente titulares com a sua mãe na bancada com uma t-shirt divida a meio pelos dois países. Mas não só Granit e Taulant viviam as rivalidades, na Suiça vários jogadores têm pais Albaneses (Shaqiri, Behrami, Dzemaili, Medmedi), do outro lado ao todo são 6 jogadores que nasceram em território suíço.

O golo solitário chegou ainda nos primeiros 5 minutos, canto de Shaqiri e cabeçada de Schär para o fundo das redes com Berisha muito mal na fotografia, péssima saída dos postes do guardião habitualmente suplente de Marchetti na Lazio.

A Albânia podia acusar o golo madrugador e nos minutos seguintes demorou um pouco a encontra-se. Organizada defensivamente em 4-1-4-1, o trinco e surpresa no 11 inicial, Kukeli, pareceu perdido e a Suiça muito por culpa da acção de Dzemaili ia furando pelo meio. Aos 15 minutos Seferovic foi perdulário ao acertar em Berisha em posição frontal depois de boa combinação com Dzemaili.

Os homens de Di Biasi foram crescendo no relvado e depois de ganharem alguns cantos tiveram ocasião soberana para empatarem: passe magistral de Hysaj, lateral do Nápoles, da linha de meio-campo a isolar o avançado Sadiku que isolado e já na área rematou de primeira mas à figura de Sommer.

Pouco depois o lance que mudou o jogo, bola longa para as costas da defesa albanesa com o capitão Cana a perder o duelo com Seferovic e já no chão e em desespero a cortar a bola com a mão. Segundo amarelo e livre em cima da área, onde Dzemaili rematou um míssil que desfez no poste. E pouco depois novamente o “15” helvético a ficar perto do golo.

Na segunda parte a Albânia corrigiu para um claro 4-4-1 e foi conseguindo manter-se no jogo muito por culpa das defesas de Berisha ou dos falhanços de Seferovic. O avançado suíço voltou a vacilar, aos 53 e aos 65 minutos perdeu o duelo para o guardião. Do outro lado, Hysaj voltou a aparecer com duas boas assistências mas os remates não levaram a melhor direcção.

A Suiça ia desapontado, com mais um jogador era de esperar outra iniciativa, e Petkovic ia recuando a equipa no terreno com as substituições. Aos 87 minutos, Sommer assumiu o papel de figura do jogo. Passe a isolar o surpreendentemente suplente Gashi que rematou para uma defesa fantástica do guarda-redes do Monchengladbach, que aguentou sem cair para desviar para canto aquilo que parecia ser um golo certo. Já tinha estado bem nos cruzamentos e na primeira parte na mancha a Sadiku, mas esta defesa valeu dois pontos.

Merecia mais esta Albânia lutadora e unida, apoiada por um fantástico público que mais fez parecer que o jogo foi em Tirana. A Suiça terá de fazer muito mais para vencer a Roménia.

 

Melhor em campo: Yann Sommer

03
Jun16

Grupo A: Suíça


J.G.

  • Fifa ranking 15
  • Grupo A
  • Treinador Vladimir Petkovic
  • Primeiro Jogo Albânia
 
 

Ainda está na memória a queda inglória da Suíça no último Mundial aos pés da Argentina a dois minutos do fim do prolongamento. Foi o fim da era do "General" Hitzfeld que deu lugar ao "Doutor" Vladimir Petkovic. O treinador de 52 anos, com três nacionalidades - bósnio, suíço e croata - foi a escolha certa para a Suíça, finalmente, aproveitar todo o jovem talento dos campeões do mundo sub-17 de 2009. 

Misturar a experiência e qualidade de jogadores de topo como os excelentes laterais Rodriguez ( 23 anos ) e Lichtsteiner ( 32 anos) , com a irreverência de jovens como Embolo ( 19 anos ), pode ser a chave para um sucesso nunca antes atingido pelos helvéticos, passar a fase de grupos. 

O futebol conduzido pelas alas tem em Mehmedi e Shaquiri dois intérpretes de peso, resta saber se Seferovic saberá aproveitar o serviços dos extremos. Há matéria prima para um Europeu interessante com várias alternativas para Petkovic usar tacticamente, já que o seleccionador gosta de variar os seus esquemas e não é expectável que recorra ao seu preferido 3-4-3. O facto de só jogar com a França na última jornada deverá ser uma vantagem.

 

Craque:

Xherdan Shaquiri

Rumou ao Stoke City e fez uma bela época mostrando todas as qualidades que lhe são reconhecidas, mobilidade, drible fácil, bons cruzamentos e remates para golo. Promete um bom Euro.

 

Revelação

Breel Embolo

O jovem que deu nas vistas com uma grande época no Basileia é a grande esperança do futebol helvético em termos de ataque. Rapidez, velocidade e poder de decisão são características conhecidas no miúdo nascido nos Camarões. A sua confirmação está pendente do seu estado físico depois de uma lesão no joelho. Esperemos que esteja em condições de encantar.

 

Onze Tipo

Sommer; Lichtsteiner, Djourou, Schar, Rodriguez; Xhaka, Behrami; Mehmedi, Dzemaili, Shaqiri; Seferovic.