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Parque dos Príncipes

Espaço dedicado à cobertura do Campeonato Europeu de Futebol de Selecções a decorrer em França de entre 10 de Junho e 10 de Julho

Parque dos Príncipes

Espaço dedicado à cobertura do Campeonato Europeu de Futebol de Selecções a decorrer em França de entre 10 de Junho e 10 de Julho

22
Jun16

Suécia 0 - 1 Bélgica: O Despertar Belga no Adeus de Ibra


J.G.

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 A Bélgica passa a fase de grupos de um Europeu 36 anos depois da proeza no Euro de 1980! A vitória contra a Irlanda embalou os diabos vermelhos para um apuramento histórico num jogo em que esteve na expectativa de ver o que faziam os suecos.

A Suécia tinha aqui a última oportunidade de se manter em prova e o seu capitão Ibrahimovic sabia que podia ser o seu último jogo com a camisola amarela caso não tivessem sucesso. Foi um triste final de carreira internacional para o mago "10" que lutou e procurou pelo golo mas nunca mostrou o devido entrosamento com os seus colegas nem com o esquema montado pelo seu treinador. 

Por estranho que pareça, a Suécia não soube tirar partido de um dos melhores jogadores de futebol da sua história e ficou sempre longe das proezas de 1994 ou de tempos mais remotos da década de 50. Por seu lado, Zlatan também nunca conseguiu confirmar a sua mais valia individual e levar a equipa às costas para um nível superior. 

Ficam alguns pormenores de um jogador de classe mundial mas que esbarram numa bem organizada defensiva belga, muito atenta e com um guarda redes à altura das exigências, Courtois foi intransponível. Pode ser que o duelo entre os dois continue na próxima época em Inglaterra.

 

A Bélgica sentiu-se confortável a gerir o encontro mesmo dando a posse de bola ao adversário e nunca abdicou de espreitar com perigo o contra ataque. Quem tem jogadores com a qualidade individual que a Bélgica tem é sempre de esperar algo mais. E foi o que aconteceu aos 84 minutos quando o empate a zero já parecia uma fatalidade, Hazard pela esquerda cruza para Nainggolan arrancar um remate forte e colocado que bateu Isaksson e confirmou o adeus dos escandinavos. Um vitória natural que confirma a Bélgica como selecção a ter em conta e remete a Suécia para um novo ciclo pós Zlatan Ibrahimovic.

 

Melhor em Campo: Courtois

17
Jun16

Itália 1-0 Suécia: Italianos nos oitavos!


RSolnado

 

Nas equipas iniciais, Conte trocou Darmian por Florenzi, que estranhamente jogou na esquerda e não mostrou grande capacidade para tal. O homem da Roma sente-se melhor do lado direito e revelou dificuldades para se integrar na manobra da equipa. Do outro lado Ekdal rendeu Lewicki, e Guidetti rendeu Berg.

Uma primeira parte sem sal nem pimenta, foram 45 minutos de tédio sem qualquer perigo junto das balizas. Somente 2 remates para cada lado e apenas um à baliza. As equipas muito encaixadas, a Itália a apostar na saída controlada e nos passes directos com a bem coordenada defesa sueca a dominar nas alturas. Tal como no primeiro jogo, a Suécia mostrou uma enorme falta de ideias com bola. A equipa raramente se desorganiza, mas para ganhar jogos é preciso marcar golos, para marcar golos é preciso criar situações para tal.

Na etapa complementar o jogo pouco mudou. A Itália entrou mais pressionante e numa par de cantos e alguns cruzamentos levou perigo relativo à baliza de Isaksson. O jogo foi seguindo sem muito entusiasmo e não mudava de paradigma. Pobre Suécia ofensivamente, Itália pragmática, a correr poucos riscos. Aos 60’ começou a dança dos bancos, Pelle deu lugar a Zaza apostando assim Conte num ataque mais móvel, já que a defesa sueca estava a dar conta do mais posicional Pelle.

A Suécia iria terminar o jogo sem nenhum remate à baliza. Aí vão 180 minutos no Euro e nem um remate enquadrado…a melhor ocasião deste jogo veio num lance de fora de jogo, Zlatan à boca da baliza teve um falhanço incrível, mas estava em posição irregular. Se não estivesse, tinha razões para dar umas valentes cabeçadas no poste.

Conte tirou o amarelado De Rossi e lançou Thiago Motta, e foi colocando o jogo no frigorífico até ao golpe final. Aos 82’ o aviso italiano. Giaccherini apareceu no jogo com um cruzamento perfeito para a entrada de Parolo nas costas da defesa, o cabeceamento foi à barra. Aos 88’, o golo da vitória: lançamento lateral longo de Chiellini executado de forma rápida, Zaza a ganhar de cabeça e assistir Éder, o italo-brasileiro ainda tinha força para arrancar em velocidade em diagonal da esquerda para o meio a fugir à defesa, atirando forte e colocado sem hipóteses para Isaksson!

Mais um golpe à italiana, o 2x0 ainda espreitou mas Isaksson negou o golo a Candreva. Apito final, dois jogos e seis pontos depois a Itália já está nos oitavos de final, e caso a Irlanda não vença a Bélgica amanha, até fica já com o primeiro lugar garantido no Grupo E. Nada mau para aquela que era a pior Itália de sempre. A Suécia terá de reinventar o seu futebol no derradeiro jogo para não ficar pela fase de grupos.

Homem do jogo: Éder

13
Jun16

Suécia 1-1 República da Irlanda : oportunidade desperdiçada pelos Irlandeses!


Pedro Varela

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Sabíamos duas coisas antes desta partida se iniciar. A primeira, há uma individualidade estratosférica e que todos falam, quase esquecendo os outros 21 em campo, falamos, obviamente, de Zlatan Ibrahimovic. O Sueco é a grande esperança dos nórdicos para os golos que se traduzem em pontos e por consequência na possibilidade de apuramento para a fase seguinte. A segunda, é a clara goleada dos Irlandeses fora de campo. A festa é total e por onde passam não dão hipóteses aos adversários. Lideram, para já, a esta caminhada particular que acontece em terras Gaulesas.

 

Fica a nota que nas nossas previsões para o 11 titular de cada Selecção, apenas falhámos no central Keogh, da República da Irlanda, que acabou por ser preterido para entrar Clark, com acção directa no jogo. Na Suécia foi o pleno!

 

Os primeiros 10 minutos são marcados por uma Suécia mais ofensiva, com o jogo a fluir pela esquerda em diversas ocasiões, Olsson e Forsberg no apoio a Ibrahimovic. Mas, durou pouco. Estranhamente, ou não,  a República da Irlanda rapidamente equilibrou o jogo, ganhando alguns cantos que colocaram em sentido a defesa Sueca, sendo que aos 16', O'Shea, tem uma perdida escandalosa.

 

A concentração de jogadores no meio campo não deu grandes hipóteses de pensamento criativo para o jogo. A Suécia ficou a perder neste particular, os Irlandeses mais rápidos e directos começaram a acentuar o ataque à baliza de Isaksson e podiam por três vezes ter chegado ao golo. Primeiro por Brady no remate muito próximo da barra, estava feito o aviso, depois Hendrick a atirar à barra com Isaksson a ver passar e finalmente Long, perto do final da primeira parte, a desperdiçar mais uma boa situação havendo algumas queixas de ter sido perturbado na sua acção ofensiva.

Pelo meio, Zlatan, muito apagado, ainda tentou intimidar a defesa Irlandesa, no entanto, a marcação a que estava sujeito resolveu o que poderia ser um problema. Problema esse que acabou por surgir para a Hamrén, treinador Sueco, que viu Lustig, lateral direito, sair do encontro por lesão, forçando a sua substituição.

 

Dificilmente podíamos pedir melhor início da segunda parte. Os primeiros 5 minutos foram fantásticos!

 

A República da Irlanda chega ao merecido golo por Hoolahan aos 47', que grande remate sem hipóteses para o guardião Sueco. A resposta foram 4 minutos de cantos, dificuldade dos centrais Irlandeses em afastar o perigo, um quase auto-golo de Clark, valeu a atenção de Randolph, e a falta de calma de Forsberg que teve tudo para empatar a partida mas não teve a calma suficiente para colocar a bola no fundo das redes dos Irlandes. O golo animou a partida e teve a capacidade para acordar a Suécia.

 

A grande diferença para a primeira parte estava, por esta altura, na irrepreensível actuação dos defesa Irlandeses que aos poucos começava a falhar. Zlatan sentiu isso com a sua melhor oportunidade a acontecer aos 59'. Falhou, nada habitual. Voltou a Suécia a procurar mais Martin Olsson na ajuda ao sector ofensivo, tal como tinha acontecido logo no início da partida. Guidetti entretanto entrava para o lugar de Berg. Respondia Martin O'Neill com a entrada de McClean para o lugar de Walters.

 

A susbtituição de Hamrén, no entanto, acabou por ser mais importante pois esteve directamente ligada ao golo do empate. Guidetti, Zlatan e Larsson a incomodar Clark que acabou por fazer um auto golo. Foram traídos os Irlandeses no sector que, no computo geral, estava muito bem. A resposta Irlandesa foi imediata com uma bomba de Hendrick.

 

O jogo estava aberto!

Assistiu-se nos últimos 15 minutos a "bola cá, bola lá", ainda houve tempo para entrar Robbie Keane e mais de 140 internacionalizações na pernas, e se essa substituição se compreende, havia por esta altura alguma dificuldade em perceber como Martin O'Neill não fechava o lado direito da sua Selecção que era uma uma passagem sem portagem para os Suecos. Alteração essa que só aconteceu a 5 minutos do fim com a saída de McCarthy!

 

O jogo não mais teve alterações no marcardor, no entanto, pelo que fez a República da Irlanda na primeira parte, pelos remates enquadrados que teve quatro contra zero da Suécia, merecia os 3 pontos. A Suécia, provavelmente, vale mais mas hoje não foi mais forte que os Irlandeses e notou-se na falta de jogadas corridas ao longo dos 90 minutos. A luta pelo previsível terceiro lugar do grupo continua em aberto, dependerá do que irão fazer estas duas Selecções contra os principais candidatos do grupo, Bélgica e Itália.

 

Homem do jogo: Wes Hoolahan

 

07
Jun16

Grupo E: Suécia


Pedro Varela

  • FIFA Ranking 35
  • Grupo E
  • Treinador Erik Hamrén 
  • Primeiro jogo República da Irlanda

 

 

Falar da Suécia é, inevitavelmente, falar de Ibrahimovic, a estrela maior da companhia. Um jogador absolutamente fundamental, maior goleador da história do país, na fase de qualificação marcou 11 dos 19 golos dos nórdicos e muito dependerá dele a ambição do conjunto Sueco para, no mínimo, chegar a uns quartos final, como aconteceu em Portugal em 2004. Já a melhor classificação de sempre, o terceiro lugar, no célebre Europeu de 1992 ganho pela Dinamarca, parece-me demasiado ambicioso para este conjunto.

Mas podemos, e devemos, falar da estabilidade que a Selecção da Suécia apresenta nos últimos 7 anos sob o comando do actual Seleccionador. Apostado no início a apresentar um esquema táctico mais ofensivo assente num 4x2x3x1, mudou mais recentemente para um 4x4x2 onde Berg é peça fundamental no apoio a Zlatan Ibrahimovic.

Hamrén não tem a pressão dos resultados em cima de si, sabe já que não irá continuar à frente dos destinos da Selecção após o Europeu de França, e por isso, após um Europeu onde se qualificou de forma muito clara, 8 vitória em 10 jogos, mas falhou o acesso ao Mundial do Brasil, só pode colocar a Suécia em campo, em terras gaulesas, sem receio de bater-se bem contra Bélgica e Itália, a pensar que neste Europeu o terceiro lugar ganhou outra importância. 

Se na frente de ataque há soluções até porque Ibrahimovic é o "único jogador de classe mundial", disse o seu Seleccionador, é na defesa que haverá alguma preocupação, Granqvist não é dos mais rápidos e a aposta poderá passar pelo mobilidade de Lindelof.

 

Craque

Zlatan Ibrahimovic

112 internacionalizações e 62 golos, não há muito a acrescentar quando falamos deste tremendo jogador mundial. Qualidade técnica absolutamente incrível, tem feito dos melhores golos que história do futebol tem visto, temperamental, mas lutador e nunca vira a cara à luta. O seu percurso nos últimos 10 anos nos diferentes clubes por onde passou é incrível: 9 títulos de campeão nacional!

 

Revelação

Victor Lindelof

Há quem garanta que é um dos melhores defesas centrais jovem que apareceu nos últimos 10 anos na Suécia. Em 4 anos o percurso profissional é, de certa forma meteórico. Estava na equipa B do Benfica, em 2012, em três anos chegou ao plantel principal do actual campeão português e foi uma aposta ganha do seu treinador na segunda parte da época na Liga Portuguesa. Ao lado de Granqvist pode dar a segurança defensiva que esta Selecção precisa.

 

Onze Tipo

Isaksson; Lustig, Lindelof, Granqvist, Olsson; Lewicki, Kallstrom, Larsson, Forsberg; Berg e Ibrahimovic.