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Parque dos Príncipes

Espaço dedicado à cobertura do Campeonato Europeu de Futebol de Selecções a decorrer em França de entre 10 de Junho e 10 de Julho

Parque dos Príncipes

Espaço dedicado à cobertura do Campeonato Europeu de Futebol de Selecções a decorrer em França de entre 10 de Junho e 10 de Julho

21
Jun16

República Checa 0 - 2 Turquia: Mor Ressuscita a Turquia


J.G.

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Uma das partes mais divertidas destes projectos é quando tentamos adivinhar o que vai acontecer na competição com base naquilo que sabemos e lemos sobre as selecções. No caso da Turquia tivemos oportunidade de destacar como possível revelação um miúdo que era um segredo mal guardado a jogar numa improvável liga escandinava. Emre Mor, encantou no Nordsjælland da Dinamarca, e podia explodira a qualquer momento neste europeu. Quis a fraca prestação da Turquia até aqui que o imperador Fatih mexesse na equipa e promovesse algumas alterações. O destaque vai para o "21" que encheu o campo com uma exibição que confirma a boa compra do Borussia de Dortmund. 

Foi Mor que fugiu pela direita e serviu na perfeição Yilmaz, o lendário avançado turco tornou-se o primeiro jogador da liga chinesa a marcar num Euro.

 

Era de esperar um jogo favorável à Republica Checa. As contas eram favoráveis à equipa de Vrba que tinha aqui a grande oportunidade de se assumir como um dos países apurados depois de só terem perdido pela margem mínima com Espanha e de terem recuperado de um 0-2 para um empate na batalha com os croatas. Notou-se a falta do lesionado Rosický mas não serve de justificação para tão grande apagão depois de uma entrada positiva na partida. Os checos não estavam à espera de uma resposta tão orgulhosa dos turcos e nunca conseguiram assumir totalmente o jogo e o favoritismo. Por falar em revelações, também tenhamos adiantado que o lateral direito Kadeřábek iria ter um papel importante e confirmou-se. Pode sonhar com voos mais altos que o Hoffenheim. Foi um dos pontos positivos desta Republica Checa que acabou por ser uma das grandes decepções do torneio ao sair de cena com a sua pior prestação de sempre em Euros!

 

Os turcos passaram de um ambiente péssimo, com os próprios adeptos a assobiarem Arda Turam, para um clima de euforia nas bancadas a empurrar a sua equipa para uma vitória que igualou o maior triunfo em Europeus, 2-0. Foi Tufan quem fez o último golo, repetindo o resultado entre estes países na fase de qualificação. 

Fica a boa imagem dos turcos no último jogo, a certeza de que nasceu uma estrela que vai dar muito que falar, Emre Mor, e fica a esperança que Portugal e a Islândia percam ou que Suécia e Republica da Irlanda não vençam, para continuar a haver Turquia em prova.

Com este resultado é caso para dizer: Will Grigg's on Fire! A Irlanda do Norte está apurada para os 1/8 de final. Finalmente, chegou emoção ao Euro de França através do fecho deste grupo D.

 

Melhor em Campo: Emre Mor

21
Jun16

Espanha 1-2 Croácia : Perišić quebra Espanha 12 anos depois!


Pedro Varela

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A Espanha já estava qualificada antes da partida diante da Croácia se iniciar e um empate entre estas duas selecções preenchia os lugares de qualificação directa, faltava perceber se esse resultado, favorável às duas equipas, iria mexer na forma como se desenrolaria a partida.

 

Vicente del Bosque não mexeu no 11 titular, o que indicaria que este encontro não era para descansar alguns dos jogadores fundamentais, tendo já em vista os oitavos de final. São já 7 jogos consecutivos que a Espanha leva(va) sem sofrer golos, 14 jogos sem perder em fases finais do Europeu. Tudo terminou hoje!

Já a Croácia fez 5 alterações, Modric, a estrela, ficou de fora por lesão, a grande novidade foi a entrada de Kalinić para o lugar de Mandžukić. Alteração esta que surtiu efeito.

 

O domínio Espanhol cedo começou a sentir-se na partida, não só na tradicional posse de bola, como nas movimentações no campo adversário, qualidade no passe e penetração a que estamos habituados. Logo aos 7', Morata inaugura o marcador, após jogada de Fàbregas que tinha recebido a bola dos pés de David Silva numa fantástica assistência. Não demorou mais de 60 segundos até que Nolito quase voltasse a mexer no marcador do jogo. O jogador espanhol a justificar completamente a opção como titular neste Europeu.

 

O primeiro aviso da Croácia chegou por Kalinić, num excelente remate a ser defendido por De Gea. E tal como no lance do golo Espanhol, a Croácia rapidamente voltou a ter uma excelente oportunidade, com o guardião espanhol a perder a bola que foi parar aos pés de Rakitić que atirou à barra após um monumental chapéu que seria um dos golos do Euro.

 

O jogo entrou depois num momento mais calmo, muita posse de bola para a Espanha, com alguns remates, muitos deles ao lado e interceptados, por David Silva e Nolito, e a Croácia numa toada de contra ataque sempre muito incisiva a procurar o empate. Que acabou por acontecer no último minuto de jogo, após uma excelente jogada de Perišić que assiste Kalinić e este bate De Gea com um toque sublime de calcanhar.

Apesar do maior domínio da Espanha, principalmente ao nível da posse de bola, a Croácia fez mais remates e justificava o empate.

 

A segunda parte começa com uma excelente oportunidade da Croácia, Pjaca com um pontapé de bicicleta a atirar ao lado. Estava dado o mote para os segundos quarenta e cinco minutos interessantes, com incerteza no resultado final, onde o primeiro lugar ainda estava em disputa e recordemos que ficar em segundo tinha como destino jogar contra a Itália nos oitavos de final.

Seguiram-se dois momentos controversos. Aos 63' a Croácia reclama grande penalidade num corte em falta de Sérgio Ramos. O árbitro não entendeu marcar. Sete minutos depois, há um encontrão pelas costas a David Silva e é assinalada a grande penalidade. O critério não foi uniforme. Ramos, no entanto, falharia a grande penalidade, num lance em que se confirma que os árbitros de baliza, por vezes, só lhes faltam uns óculos escuros e um pastor alemão, pois Subašić está 1 metro à frente da linha de golo ainda antes do remate de Sérgio Ramos.

 

Os momentos finais são para a Croácia, primeiro, Ćorluka, o jogador mais azarado deste Europeu. Depois da primeira jornada onde sangrou abundantemente num lance duro, voltou a ter problemas na cabeça e teve de ser substituído. Segundo, aos 87', a jogada do encontro, aquela que nos manuais de futebol explica como se faz uma transição rápida, Kalinić recebe a bola perto da sua área, avança com ela, contemporiza e endossa a bola na altura certa para Perišić arrancar em direcção à baliza de De Gea e marcar o golo da vitória que garantia o primeiro lugar do grupo!

 

Homem do jogo: Perišić

 

17
Jun16

Espanha 3-0 Turquia : banho turco dos Espanhóis!


Pedro Varela

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Por razões diferentes havia a curiosidade de compreender como iriam jogar Espanha e Turquia após as suas estreias no Europeu. A Espanha que vinha de uma vitória por 1-0, justa mas arrancada a ferros, entrou em campo sem alterações no 11 inicial, Vicente del Bosque entendeu não mexer na estrutura que tinha apresentado na primeira jornada. A vitória hoje dava a qualificação para os oitavos de final, vale a pena recordar que esta Selecção Espanhola não perde na fase de grupos desde 2004 contra Portugal.

A Turquia, depois de uma exibição apagada diante da Croácia, onde perdeu por 1-0, tinha de entrar neste jogo com esta predisposição, uma nova derrota podia colocar um ponto (quase) final na participação no Euro, mas Fatih Terim apenas realizou uma alteração em relação ao 11 do primeiro jogo, na frente de ataque entrava Burak Yilmaz, avançado do Beijing Guoan.

 

O domínio Espanhol foi completo nos primeiros 45 minutos. Mas comecemos pelo amarelo a Ramos logo no primeiro minuto. Não se percebe como um jogador experiente arrisca desta forma. Ah...é o Ramos!

As oportunidades de golo foram aparecendo em catadupa, primeiro por Morata num remate forte defendido para canto, depois a bola ao poste no desvio do turco Hakan Balta, Morata estava lá para emendar e Piqué, novamente de cabeça, sozinho, quase a inaugurar o marcador.

Refira-se que a primeira oportunidade da Turquia foi de livre directo aos 23 minutos. 

 

Seguiram-se 8 minutos de excelente futebol com destaque para Nolito e Morata. E Iniesta, mas já lá vamos. Aos 28', Nolito tem uma excelente oportunidade para abrir o activo, aos 34' novamente Nolito no lance, a assistir para Morata marcar o primeiro golo do jogo e 2 minutos depois, após um desastroso alívio de Topal, nem se percebe bem o que queria fazer, Nolito com calma colocou a bola no fundo da baliza de Babacan.

 

Ao intervalo o resultado era de 2-0 para a Espanha e percebia-se que estávamos perante o primeiro jogo do Euro em que uma Selecção iria marcar três ou mais golos.

 

E assim foi!

 

Com dois minutos na segunda parte, numa triangulação fantástica entre Iniesta, Alba e Morata, surgia o terceiro golo da Espanha. De notar, que a "Roja" nos primeiros 45 minutos tinha 68% de posse de bola, mais de 330 passes completos, o triplo dos Turcos, com uma percentagem de sucesso perto dos 90% e dois golos. Um luxo!

 

O sentido do jogo pouco se alterou na segunda parte, apesar da saída de Calhanoglu para a entrada Sahin na Turquia, a Espanha continuou em busca de mais golos.

 

Pelo meio, uma situação caricata. Arda Turan faz um gesto para os seus adeptos Turcos, de descontentamento pelas críticas no primeiro jogo, onde admitiu não ter jogado bem, mas que as críticas eram pesadas e até de certa forma injustas. Mas os adeptos não compreenderam e a partir desse gesto em campo, continuaram a não perdoar as suas exibições e assobiaram-no sempre que tocou na bola. Diria que com o jogo em 3-0, Terim podia ter poupado o seu jogador a este triste espectáculo!

 

A Espanha jogou sem pressão os últimos 20 minutos de jogo. Deu para efectuar alguma substituições que permitia descansar alguns jogadores importantes para o próximo encontro, Fabregas saía para dar lugar a Koke e minutos antes já Bruno tinha entrado para o lugar de David Silva.

 

Recupero Iniesta, tal como tinha referido em cima, para dar razão ao que Camacho tinha dito no primeiro jogo da Selecção Espanhola, quando venceram por 1-0 com assistência do médio Espanhol. O jogador do Barcelona há muito que já merece uma bola de ouro, é uma autêntica delícia ver como trata a bola, a forma carinhosa como a endossa para os seus colegas que, habitualmente, têm mais de metade do trabalho feito após as suas assistências. O terceiro golo mostra-o, Alba agradece!

 

A melhor oportunidade Turca na segunda parte surgiu aos 86', por Ozyakup, mas Azpilicueta, que tinha acabado de entrar em campo, não permitiu. Muito pouco para uma Turquia que já tinha feito um pálido jogo contra a Croácia e hoje esteve praticamente no nível zero. Muito pobre!

 

Vitória justíssima da Espanha que assim arruma as contas do apuramento e apura-se para os oitavos de final do Europeu ao fim de duas jornadas. A primeira Selecção a marcar 3 golos!

 

Homem do jogo: Iniesta

 

17
Jun16

República Checa 2 - 2 Croácia: Os Croatas Com Adeptos Destes Não Precisam de Adversários...


J.G.

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Por muitos torneios que vejamos, por muito futebol que nos passe pela vista, há situações que nunca vamos entender. O Final de jogo em Saint-Ètienne ficará na história deste Euro como a sequência mais surreal que já se viu, sendo que os adeptos resolveram trair a própria equipa!

 

Comecemos pela entrada das equipas para esclarecer já que escolhemos Srna como melhor em campo pela sua atitude incrível de continuar a jogar o Euro depois de ter ido ao funeral do seu pai na Croácia. Logo ao ouvir o hino tivemos uma das imagens mais fortes do campeonato com o capitão croata emocionado a chorar. Depois entregou-se ao jogo como é seu timbre e arrancou uma exibição muito honrosa.

 

A Croácia aproveitou o balanço que trazia da vitória na estreia e apresentou o mesmo onze que defrontou a Turquia. Dominaram o jogo todo e estiveram sempre mais perto de marcar. Era uma questão de tempo. Foi ao minuto 37 que Badelj desmarcou Perisic que aproveitou a fraca oposição para abrir o marcador. Era o segundo golo do dia para um jogador do Inter, depois de Éder ter dado a vitória à Itália.

Na 2ª parte o jogo não mudou muito e a Croácia chegou com naturalidade ao 2-0, Brozovic serviu Rakitic que aproveitou para dar uma vantagem mais justa à sua equipa. 

O jogo parecia resolvido e a R. Checa era uma desilusão. Vrba resolveu apostar em Lafata que voltou a ser uma nulidade e continuava com o seu ataque muito dependente de Rosicky. Foi o "10" checo que deu uma esperança ao seu país quando fez um belo passe para uma fabulosa cabeçada de Skoda fazer o 2-1. Já o treinador tinha mexido na equipa e a diferença notou-se de imediato. Não só com a presença de Skoda como também de Necid a criar algum respeito à defesa contrária.

 

Os croatas sentiram que a vitória estava em perigo e reagiram muito bem voltando a ter a bola espreitando o 3-1. Entretanto, já tinham perdido Modric por lesão e viriam a perder a cabeça com uma atitude vergonhosa dos seus adeptos. A poucos minutos do fim, da bancada dos croatas chovem tochas acesas para o relvado! Cerca de 15 tochas caíram na zona entre a grande área de Cech e a bandeira de canto. Pior, um dos bombeiros que tentava limpar o relvado rapidamente ia pegar num petardo que rebentou na altura em que se aproximou. Inacreditável. Jogo parado, jogadores croatas incrédulos a pedirem contenção, bancadas com clareiras e adeptos a lutarem entre si, polícia indecisa perto do relvado a assistir a tudo. Enfim, este Euro está a ter problemas a mais.

 

Como castigo, os croatas desconcentraram-se, os checos acreditaram e o defesa central Vida resolve por a mão na bola na sua área oferecendo um penalti que Necid agradeceu e transformou num empate impensável até aos 75 minutos de jogo. Já estávamos em tempo extra e foi mesmo a R. Checa a estar perto da reviravolta. Acabou com um empate que deixa uma esperança de sobrevivência para os checos. 

A Croácia terá de esperar pela reacção da UEFA e lutar na última jornada pelo apuramento com a ... Espanha. 

 

Melhor em campo: Srna

13
Jun16

Espanha 1-0 República Checa: Piqué mostra como se faz!


RSolnado

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Os bi-campeões da Europa fizeram a sua estreia em Toulouse e sofreram para vencer os checos: o golo solitário chegou aos 87 minutos, e ainda apanharam um susto nos descontos.

 

Sem grandes surpresas nas equipas, destaque para a escolha de De Gea para a baliza espanhola, imune a polémicas e com muitos anos de atraso. Do outro lado a aposta em Gebre Selassie como médio direito, ele que é lateral, num claro reforço defensivo por parte dos checos daquele que foi o flanco favorito dos espanhóis para atacar durante toda a primeira parte.

 

Com Jordi Alba sempre envolvido e Nolito muito activo, o facto de Morata ser canhoto também contribui para a Espanha jogue por este lado, mas claro que a razão principal é acção do maestro Iniesta que pegou na batuta e espalhou magia. Esta é ainda uma Espanha longe dos níveis de 2008 ou 2012, muito por culpa da finalização. Com várias dificuldades em definir já dentro da área, não foi fácil aparecer lances de perigo, e quando apareceram esteve um enorme Petr Cech entre os postes, sobretudo na primeira parte.

 

Aos 16’ travou a emenda de primeira de Morata a cruzamento de David Silva os 29’ voltou a negar o golo ao avançado da Juventus. Aos 40’ foi Alba a ver o guardião negar-lhe o golo. O único fogacho dos checos na primeira parte veio em cima da hora com Necid a rematar fácil para De Gea.

 

Na primeira parte ficou a sensação de que um golo da Espanha podia mudar tudo, no segundo tempo a história foi ligeiramente diferente. Carregou a Espanha a começar, e Hubník por pouco não fez auto-golo. Ele que depois apareceu numa bola parada ofensiva a mostrar que De Gea estava atento.

 

Entre os 55 e 70 minutos os checos respiraram e sacudiram um pouco da pressão, a fúria espanhola voltou em força depois das trocas de Morata por Aduriz e Fabregas por Thiago, mas sempre com o maestro Iniesta ao comando. Com a linha defensiva checa bem definida, por vezes com 6 elementos em linha fechando bem o espaço central, e quer Alba quer Juanfran optavam por jogar mais dentro do que abertos na linha.

 

Sem plano B, sem um Torres, um Cazorla ou um Isco que viessem do banco e mudassem algo, o golo salvador apareceu aos 87 minutos e por intermédio de um… defesa. Livre do lado direito batido curto, bola na área e na segunda bola Iniesta com um cruzamento perfeito a colocar a bola em bandeja de ouro para Piqué, sem marcação, cabecear à matador sem hipótese para Cech. Na única falha defensiva grave durante a partida, os checos foram castigados.

 

No desespero, o empate espreitou quando dentro da área Darida encheu o pé mas o remate saiu à figura, De Gea reagiu e com os punhos afastou a bola. Vitória justa da Espanha, mas feliz. Del Bosque tem muito para reflectir… A dificuldade em definir os lances ofensivos na área é preocupante, e contra equipa mais exigentes veremos se conseguem ultrapassar esta barreira.

 

Homem do jogo: Andrés Iniesta

12
Jun16

Turquia 0-1 Cróacia: Bilhete de Modric faz justiça!


RSolnado

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O primeiro jogo do Grupo D prometia bastante, duas selecções que se reencontravam 20 anos depois da estreia entre ambas no Euro/96. A Croácia é das formações que promete sempre ir longe, a Turquia já se sabe nunca vira a cara à luta.

Ambos os treinadores optaram por 11 mais “prudentes” do que seria expectável. Do lado croata Badelj foi escolhido em vez de Pjaca, desviando Brozovic para a direita provavelmente para não só dar mais liberdade a Modric e Rakitic mas também para fechar melhor o flanco direito. Do outro lado Ozyakup juntou-se a Ozan Tufan e Selkun Inan para um meio-campo reforçado com um elemento de cada um dos clubes grandes de Istambul. O sacrificado foi Sen, que entrou ao intervalo a tempo de “distribuir fruta” por todos os croatas e conseguir sair só com um cartão amarelo!

A Croácia foi melhor durante todo o jogo, entrou mais pressionante, mais dinâmica e cada vez que as estrelas Modric e Rakitic pegavam no jogo a equipa chegava ao último terço do campo, privilegiando o corredor direito pelas subidas de Srna. Com alguns lances de perigo relativo no primeiro tempo, a primeira ocasião clara surge já depois da meia-hora e do outro lado com Gonul a cruzar para a cabeçada de Tufan, boa intervenção de Subasic.

A resposta não tardou, primeiro Brozovic ameaçou a baliza de Babacan. Depois surgiu o golo, e que golo! Uma verdadeira obra prima de Luka Modric, o playmaker do Real Madrid a encher o pé num remate de ressaca de muito longe, um tiraço de primeira a uma bola aliviada por Inan e que só parou no fundo da baliza: Babacan estirou-se mas com o esférico a bater no chão mesmo em cima do guardião deixou-o sem hipóteses de defesa. E que dizer do festejo do golo com direito a invasão de campo? Absolutamente memorável!

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Ao intervalo Terim não perdeu tempo e lançou Sen para um flanco, jogando com Çalhanoglu nas costas do tosco Tosun que esteve sempre fora do jogo excepto quando abriu a cabeça a Corluka na primeira parte, originando uma das imagens recorrentes do jogo o sangue a jorrar da cabeça do experiente central croata.

A Turquia expôs-se, arriscou e deu espaço que os croatas aproveitaram para um recital de futebol ofensivo, bem apoiado e desenhado mas infelizmente também de golos falhados. Aos 51’ slalon de Rakitic castigado em falta na meia-lua, no livre Srna acertou na trave. Três minutos volvidos Srna a falhar a recarga a uma defesa incompleta de Babacan, atirando para fora. Aos 65’ Brozovic chegou uma fracção atrasado e não desviou o suficiente o cruzamento de Perisic... que aos 72’ iria acertar na trave de cabeça após cruzamento de Mandzukic da direita. Aos 79’ foi Brozovic, também de cabeça, com Babacan a desviar para a trave e para canto.

Cacic não sentia necessidade de mexer na equipa, que jogava bem mas não matava o jogo e só gastou as substituições no fim. Do outro lado Terim recorreu ao histórico Burak Yilmaz, nunca servido em condições, e ao jovem prodígio Emre Mor que pareceu acusar a pressão e não foi esclarecido nas suas acções, tal como a maioria da sua equipa. Çalhanoglu foi precipitado a jogar quer de bola corrida quer na bola parada, uma das suas especialidades. Arda Turan jogou 65 minutos e passou completamente ao lado do jogo.

No que foi um dos melhores jogos até ao momento em termos de futebol, muito por culpa da Croácia, ficam duas certezas: A Turquia tem de fazer muito mais para passar aos oitavos e a Croácia parece dar razão a quem os coloca numa segunda linha de possíveis candidatos. A estreia prometeu!

Melhor em campo: Luka Modric

 

10
Jun16

Previsões do Parque


RSolnado

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Grupo A

JG: França e Suíça, talvez terceiro Roménia

PV: Passam França e Suíça talvez terceiro Albânia

RS: Passam França e Suíça, talvez terceiro Albânia

 

Grupo B

JG: Passam Inglaterra e Rússia, talvez terceiro País de Gales

PV: Passam Inglaterra e Rússia, talvez terceiro País de Gales

RS: Passam Inglaterra e Rússia, talvez terceiro Eslováquia

 

Grupo C

JG: Passam Alemanha e Polónia, talvez terceiro Ucrânia

PV: Passam Alemanha e Polónia, talvez terceiro Ucrânia

RS: Passam Alemanha e Polónia, talvez terceiro Ucrânia

 

Grupo D

JG: Passam Espanha e Croácia, talvez terceiro R. Checa

PV: Passam Espanha e Croácia, talvez terceiro R. Checa
RS: Passam Espanha e Croácia, talvez terceiro Turquia

 

Grupo E

JG: Passam Itália e Bélgica, talvez terceiro Suécia

PV: Passam Bélgica e Itália, talvez terceiro Suécia

RS: Passam Bélgica e Itália, talvez terceiro Suécia

 

Grupo F

JG: Passam Portugal e Áustria, talvez terceiro Islândia

PV: Passam Portugal e Áustria, talvez terceiro Hungria
RS: Passam Portugal e Áustria, talvez terceiro Islândia

 

06
Jun16

Grupo D: Croácia


J.G.

  • Fifa ranking 27
  • Grupo D
  • Treinador Ante Cacic
  • Primeiro Jogo Turquia
 
 

Quando uma equipa se apresenta com uma dupla no meio campo composta por Rakitic e Modric, os dois armadores dos colossos espanhóis Barça e Real, as responsabilidades aumentam logo à partida. Juntemos Perisic, Pjaca e Mandzukic na frente e temos que colocar a Croácia entre as equipas que mais expectativas despertam neste Euro.

No entanto, o caminho para França foi atribulado. Em Setembro passado soou o alarme após maus resultados de Niko Kovac e foi chamado o experiente Cacic. De curriculum modesto mas com enorme trabalho no futebol de formação, além de ter ganho títulos no D. Zagreb e ter levado o Maribor a dar nas vistas na Liga Europa, o treinador de 62 anos não gerou consenso. Ao apurar os croatas atrás da Itália, a confiança aumentou e agora com tanta qualidade e muita experiência de jogadores que actuam em ligas de topo, há a esperança de voltar a ver as camisolas quadriculadas a irem longe na competição.

 

Craque

Ivan Rakitic

Passou de jóia da coroa do Sevilha a suporte do impressionante trio atacante MSN no Barcelona. Ganhou consistência física, desenvolveu a sua técnica de assistente e é um dos jogadores mais completos do meio campo croata. Rakitic é um craque de corpo inteiro aos 28 anos.

 

Revelação

Marko Pjaca

Pela idade, 21 anos, pelo clube onde joga, D. Zagreb e pela confiança que Cacic tem nele, Pjaca tem tudo para ser uma das boas surpresas deste Europeu. Muito forte na ala direita a criar desequilíbrios, vai precisar que a lenda Srna esteja ao seu melhor nível para o ajudar a explodir.

 

Onze Tipo:

Subasic; Srna, Corluka, Vida, Vrsaljko; Modric, Brozovic; Perisic, Rakitic, Pjaca; Mandzukic.

 

06
Jun16

Grupo D: Turquia


J.G.

  • Fifa ranking 18
  • Grupo D
  • Treinador Fatih Terim
  • Primeiro Jogo Croácia
 
 

As ausências dos Mundiais 2010 e 2014 e do Europeu 2012, motivaram a federação turca a recorrer ao Imperador Fatih Terim. Terceira vez que comanda a Turquia na sua carreira e volta a ter sucesso após uma muito suada qualificação para França. 

Olhando para o meio campo ofensivo dos turcos fica-se logo com a ideia que terão de ser levados a sério. Arda Turan, Çalhanoglu, o capitão Selçuk Inan (que marcou o golo que os apurou) ou Tufan, combinam experiência, irreverência e muita qualidade para dar profundidade ao futebol atacante que Terim gosta. 

As dúvidas estão no equilíbrio do sector defensivo, o central Toprak foi afastado por razões disciplinares, tal como o guarda redes Demirel, e na frente há incerteza quanto à aposta num atacante como Yilmaz, agora a jogar na distante China, ou num falso "9". Uma coisa certa, a Turquia vai dar tudo em cada jogo, está no sangue de cada jogador. Não serão um adversário fácil na luta deste equilibrado grupo.

 

Craque

Arda Turan

Com 29 anos e meia época em Barcelona, Arda chega ao Europeu com ganas de mostrar serviço e guiar o seu país a feitos que em tempos não muito distantes surpreenderam o mundo do futebol. É o nome maior de um ataque cheio de talento.

 

Revelação

Emre Mor

Um miúdo turco "perdido" no Nordsjaelland é a aposta para surpreender a Europa da parte de Fatih Terim que vê nele uma excelente alternativa para mexer com o jogo saído do banco. Com 18 anos, Mor, prepara-se para brilhar nos grandes palcos, assim queira o Imperador. De ser falado para transferências mediáticas já não se safa.

 

Onze Tipo:

Babacan; Gonul, Topal, Balta, Erkin; Inan, Tufan; Sen, Calhanoglu, Turan; Tosun.

 

06
Jun16

Grupo D: República Checa


J.G.

  • Fifa ranking 30
  • Grupo D
  • Treinador Pavel Vrba
  • Primeiro Jogo Espanha
 
 
Uma Selecção com história. Antes da separação, a Checoslováquia ganhou um Europeu e deu ao mundo o penalti de Panenka. Já como Rep. Checa esteve perto da glória na final de 1996 quando caiu perante a Alemanha graças a um golo de ouro. A ausência do Mundial do Brasil há dois anos fez originou uma mudança de mentalidade graças à chegada de Vrba ao banco. O técnico de 52 anos já tinha sido campeão pelo Zilina na Eslováquia e colocou o Viktoria Plzen como bi campeão checo e digno representante do país na Champions League.
Pavel Vrba trouxe um futebol rápido, atacante e atraente baseado num 4-2-3-1 marcado pela mistura eficaz entre veteranos como Cech, Plasil, Sivok e até Rosicky, com novos talentos como Darida, Dockal, Sural, Kadeřábek, Krejci e Pavelka. A fórmula resultou em grande na fase de qualificação com 7 vitórias em 10 jogos, venceram o grupo onde a Holanda falhou com estrondo.
Contamos com os checos para ver um futebol positivo e atraente.
 
Craque
Petr Cech
Aos 34 anos continua a ser um esteio da equipa. Não só na selecção como também no Arsenal para onde se transferiu no último defeso. A experiência de já ter actuado nos Europeus de 2004, 2008 e 2012, é determinante no seu posto de referência.
 
Revelação
Pavel Kadeřábek
Um daqueles casos de adaptação a defesa direito que resultou em cheio. Aconteceu no Sparta por emergência e descobriu-se um dos melhores laterais do país. Kadeřábek dá toda a profundidade à ala direita que Vrba precisa. Titular no Hoffenheim, deve dar nas vistas o suficiente para despertar a cobiça de emblemas maiores.
 
 
Onze Tipo:
Cech; Kaderabek, Sivok, Kadlec, Limbersky; Plasil, Pavelka; Dockal, Darida, Krejci, Skoda.