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Parque dos Príncipes

Espaço dedicado à cobertura do Campeonato Europeu de Futebol de Selecções a decorrer em França de entre 10 de Junho e 10 de Julho

Parque dos Príncipes

Espaço dedicado à cobertura do Campeonato Europeu de Futebol de Selecções a decorrer em França de entre 10 de Junho e 10 de Julho

27
Jun16

Itália 2-0 Espanha: Supremacia total


RSolnado

Jogo grande do cartaz dos oitavos de final, entre os finalistas de 2012. A Espanha apresentou a mesma equipa dos três primeiros jogos, do lado italiano Candreva lesionado foi rendido por Florenzi, De Sciglio o escolhido para jogar à esquerda.

Logo no primeiro minuto se percebeu a tal surpresa que Conte tinha preparada para a Espanha. Uma pressão feita logo à saída da área contrária, e sempre com Pellé a condicionar Busquets. Não respirava a Espanha, optando por sair em jogo directo, onde as torres italianas e da Juventus davam conta do seu antigo colega Morata. Durante a primeira parte a Espanha não conseguiu chegar à área contrária uma única vez em posse de bola.

Sem espanto, foi a Itália a criar perigo ainda nos primeiros dez minutos De Gea respondeu com uma grande defesa a um cabeceamento de Pellé e depois a uma bicicleta de Giaccherini, anulada por falta (que falta?) pelo árbitro turco. Sem se distrair e mesmos abrandando um pouco a profundidade da sua pressão, a Itália continuava com a Espanha no bolso.

E ofensivamente, com processos simples mas eficazes, o perigo espreitava. Sergio Ramos ficou perto de um auto-golo perto da meia-hora, e logo a seguir fica ligado ao primeiro golo do jogo. Falta em zona proibida, livre em posição frontal. Éder bateu forte e De Gea procurou agarrar mas o remate levava fogo, má decisão do GR espanhol, no ressalto toda a defesa foi muito lenta e o golo chegou: do pé de Gea contra a perna de Giaccherini, sobrou para Chiellini, que perdeu a final de 2012 por lesão, encostar para golo.

Teria de reagir a Espanha, e conseguiu então o seu único remate da primeira parte – e mais pareceu um passe a Buffon. Sem reagir, a Espanha só não foi em maior desvantagem para o intervalo porque De Gea voou para travar o remate de Giaccherini. A Itália respirava confiança na saída para o intervalo.

Del Bosque tirou Nolito e lançou Aduriz. Agora com 2 avançados para jogar na área, aguardavam-se as mudanças. E até arrancou a pressionar, e de bola parada Morata cabeceou à figura. A Itália baixava um pouco as linhas, mas mantendo-se bem posicionada e condicionando a acção de Busquets e Iniesta. A de Fabregas não era preciso condicionar, como é que Thiago não saiu so banco?

Aos 55’ o contra-ataque italiano quase resolvia o jogo, Éder isolou-se mas De Gea com uma enorme mancha voltou a deixar a equipa no jogo. O jogo espanhol só abanou com a entrada de Lucas (saiu Morata), que tentou dar nova dinâmica. Numa das poucas boas jogadas colectivas, Aduriz rematava ao lado.

Seria a hora de Buffon, sim a Itália estava muito bem mas há momentos em que o guarda-redes diz presente, aos 75’ negou o golo a Piqué com um voo a remate exterior, e aos 84 ‘ fez uma defesa soberba a cabeceamento do central do Barcelona. Conte tinha refrescado a equipa e no começo do período de descontos, o golpe final. Darmian a subir e aproveitar o caos na defesa contrária, cruzamento a desviar num defensor mas a não sair da rota de Pellé, que rematou em volley tal como contra a Bélgica.

Ponto final, adiós a uma Espanha que entrou bem no Euro mas não encarou o jogo com a Croácia com a seriedade devida, e “emparelhou” com uma Itália que já todos tinham visto estar forte. Conte quer sair em grande, e agora terá novo grande desafio pela frente: A Alemanha. Se a Alemanha ainda não sofreu golos, a Itália “titular”, com Buffon e companhia, também não.

Vamos ter um novo campeão da europa.

Homem do jogo: Buffon (em nome de toda a equipa, e com menção honrosa a De Gea que manteve a Espanha no jogo).

21
Jun16

Espanha 1-2 Croácia : Perišić quebra Espanha 12 anos depois!


Pedro Varela

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A Espanha já estava qualificada antes da partida diante da Croácia se iniciar e um empate entre estas duas selecções preenchia os lugares de qualificação directa, faltava perceber se esse resultado, favorável às duas equipas, iria mexer na forma como se desenrolaria a partida.

 

Vicente del Bosque não mexeu no 11 titular, o que indicaria que este encontro não era para descansar alguns dos jogadores fundamentais, tendo já em vista os oitavos de final. São já 7 jogos consecutivos que a Espanha leva(va) sem sofrer golos, 14 jogos sem perder em fases finais do Europeu. Tudo terminou hoje!

Já a Croácia fez 5 alterações, Modric, a estrela, ficou de fora por lesão, a grande novidade foi a entrada de Kalinić para o lugar de Mandžukić. Alteração esta que surtiu efeito.

 

O domínio Espanhol cedo começou a sentir-se na partida, não só na tradicional posse de bola, como nas movimentações no campo adversário, qualidade no passe e penetração a que estamos habituados. Logo aos 7', Morata inaugura o marcador, após jogada de Fàbregas que tinha recebido a bola dos pés de David Silva numa fantástica assistência. Não demorou mais de 60 segundos até que Nolito quase voltasse a mexer no marcador do jogo. O jogador espanhol a justificar completamente a opção como titular neste Europeu.

 

O primeiro aviso da Croácia chegou por Kalinić, num excelente remate a ser defendido por De Gea. E tal como no lance do golo Espanhol, a Croácia rapidamente voltou a ter uma excelente oportunidade, com o guardião espanhol a perder a bola que foi parar aos pés de Rakitić que atirou à barra após um monumental chapéu que seria um dos golos do Euro.

 

O jogo entrou depois num momento mais calmo, muita posse de bola para a Espanha, com alguns remates, muitos deles ao lado e interceptados, por David Silva e Nolito, e a Croácia numa toada de contra ataque sempre muito incisiva a procurar o empate. Que acabou por acontecer no último minuto de jogo, após uma excelente jogada de Perišić que assiste Kalinić e este bate De Gea com um toque sublime de calcanhar.

Apesar do maior domínio da Espanha, principalmente ao nível da posse de bola, a Croácia fez mais remates e justificava o empate.

 

A segunda parte começa com uma excelente oportunidade da Croácia, Pjaca com um pontapé de bicicleta a atirar ao lado. Estava dado o mote para os segundos quarenta e cinco minutos interessantes, com incerteza no resultado final, onde o primeiro lugar ainda estava em disputa e recordemos que ficar em segundo tinha como destino jogar contra a Itália nos oitavos de final.

Seguiram-se dois momentos controversos. Aos 63' a Croácia reclama grande penalidade num corte em falta de Sérgio Ramos. O árbitro não entendeu marcar. Sete minutos depois, há um encontrão pelas costas a David Silva e é assinalada a grande penalidade. O critério não foi uniforme. Ramos, no entanto, falharia a grande penalidade, num lance em que se confirma que os árbitros de baliza, por vezes, só lhes faltam uns óculos escuros e um pastor alemão, pois Subašić está 1 metro à frente da linha de golo ainda antes do remate de Sérgio Ramos.

 

Os momentos finais são para a Croácia, primeiro, Ćorluka, o jogador mais azarado deste Europeu. Depois da primeira jornada onde sangrou abundantemente num lance duro, voltou a ter problemas na cabeça e teve de ser substituído. Segundo, aos 87', a jogada do encontro, aquela que nos manuais de futebol explica como se faz uma transição rápida, Kalinić recebe a bola perto da sua área, avança com ela, contemporiza e endossa a bola na altura certa para Perišić arrancar em direcção à baliza de De Gea e marcar o golo da vitória que garantia o primeiro lugar do grupo!

 

Homem do jogo: Perišić

 

17
Jun16

Espanha 3-0 Turquia : banho turco dos Espanhóis!


Pedro Varela

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Por razões diferentes havia a curiosidade de compreender como iriam jogar Espanha e Turquia após as suas estreias no Europeu. A Espanha que vinha de uma vitória por 1-0, justa mas arrancada a ferros, entrou em campo sem alterações no 11 inicial, Vicente del Bosque entendeu não mexer na estrutura que tinha apresentado na primeira jornada. A vitória hoje dava a qualificação para os oitavos de final, vale a pena recordar que esta Selecção Espanhola não perde na fase de grupos desde 2004 contra Portugal.

A Turquia, depois de uma exibição apagada diante da Croácia, onde perdeu por 1-0, tinha de entrar neste jogo com esta predisposição, uma nova derrota podia colocar um ponto (quase) final na participação no Euro, mas Fatih Terim apenas realizou uma alteração em relação ao 11 do primeiro jogo, na frente de ataque entrava Burak Yilmaz, avançado do Beijing Guoan.

 

O domínio Espanhol foi completo nos primeiros 45 minutos. Mas comecemos pelo amarelo a Ramos logo no primeiro minuto. Não se percebe como um jogador experiente arrisca desta forma. Ah...é o Ramos!

As oportunidades de golo foram aparecendo em catadupa, primeiro por Morata num remate forte defendido para canto, depois a bola ao poste no desvio do turco Hakan Balta, Morata estava lá para emendar e Piqué, novamente de cabeça, sozinho, quase a inaugurar o marcador.

Refira-se que a primeira oportunidade da Turquia foi de livre directo aos 23 minutos. 

 

Seguiram-se 8 minutos de excelente futebol com destaque para Nolito e Morata. E Iniesta, mas já lá vamos. Aos 28', Nolito tem uma excelente oportunidade para abrir o activo, aos 34' novamente Nolito no lance, a assistir para Morata marcar o primeiro golo do jogo e 2 minutos depois, após um desastroso alívio de Topal, nem se percebe bem o que queria fazer, Nolito com calma colocou a bola no fundo da baliza de Babacan.

 

Ao intervalo o resultado era de 2-0 para a Espanha e percebia-se que estávamos perante o primeiro jogo do Euro em que uma Selecção iria marcar três ou mais golos.

 

E assim foi!

 

Com dois minutos na segunda parte, numa triangulação fantástica entre Iniesta, Alba e Morata, surgia o terceiro golo da Espanha. De notar, que a "Roja" nos primeiros 45 minutos tinha 68% de posse de bola, mais de 330 passes completos, o triplo dos Turcos, com uma percentagem de sucesso perto dos 90% e dois golos. Um luxo!

 

O sentido do jogo pouco se alterou na segunda parte, apesar da saída de Calhanoglu para a entrada Sahin na Turquia, a Espanha continuou em busca de mais golos.

 

Pelo meio, uma situação caricata. Arda Turan faz um gesto para os seus adeptos Turcos, de descontentamento pelas críticas no primeiro jogo, onde admitiu não ter jogado bem, mas que as críticas eram pesadas e até de certa forma injustas. Mas os adeptos não compreenderam e a partir desse gesto em campo, continuaram a não perdoar as suas exibições e assobiaram-no sempre que tocou na bola. Diria que com o jogo em 3-0, Terim podia ter poupado o seu jogador a este triste espectáculo!

 

A Espanha jogou sem pressão os últimos 20 minutos de jogo. Deu para efectuar alguma substituições que permitia descansar alguns jogadores importantes para o próximo encontro, Fabregas saía para dar lugar a Koke e minutos antes já Bruno tinha entrado para o lugar de David Silva.

 

Recupero Iniesta, tal como tinha referido em cima, para dar razão ao que Camacho tinha dito no primeiro jogo da Selecção Espanhola, quando venceram por 1-0 com assistência do médio Espanhol. O jogador do Barcelona há muito que já merece uma bola de ouro, é uma autêntica delícia ver como trata a bola, a forma carinhosa como a endossa para os seus colegas que, habitualmente, têm mais de metade do trabalho feito após as suas assistências. O terceiro golo mostra-o, Alba agradece!

 

A melhor oportunidade Turca na segunda parte surgiu aos 86', por Ozyakup, mas Azpilicueta, que tinha acabado de entrar em campo, não permitiu. Muito pouco para uma Turquia que já tinha feito um pálido jogo contra a Croácia e hoje esteve praticamente no nível zero. Muito pobre!

 

Vitória justíssima da Espanha que assim arruma as contas do apuramento e apura-se para os oitavos de final do Europeu ao fim de duas jornadas. A primeira Selecção a marcar 3 golos!

 

Homem do jogo: Iniesta

 

13
Jun16

Espanha 1-0 República Checa: Piqué mostra como se faz!


RSolnado

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Os bi-campeões da Europa fizeram a sua estreia em Toulouse e sofreram para vencer os checos: o golo solitário chegou aos 87 minutos, e ainda apanharam um susto nos descontos.

 

Sem grandes surpresas nas equipas, destaque para a escolha de De Gea para a baliza espanhola, imune a polémicas e com muitos anos de atraso. Do outro lado a aposta em Gebre Selassie como médio direito, ele que é lateral, num claro reforço defensivo por parte dos checos daquele que foi o flanco favorito dos espanhóis para atacar durante toda a primeira parte.

 

Com Jordi Alba sempre envolvido e Nolito muito activo, o facto de Morata ser canhoto também contribui para a Espanha jogue por este lado, mas claro que a razão principal é acção do maestro Iniesta que pegou na batuta e espalhou magia. Esta é ainda uma Espanha longe dos níveis de 2008 ou 2012, muito por culpa da finalização. Com várias dificuldades em definir já dentro da área, não foi fácil aparecer lances de perigo, e quando apareceram esteve um enorme Petr Cech entre os postes, sobretudo na primeira parte.

 

Aos 16’ travou a emenda de primeira de Morata a cruzamento de David Silva os 29’ voltou a negar o golo ao avançado da Juventus. Aos 40’ foi Alba a ver o guardião negar-lhe o golo. O único fogacho dos checos na primeira parte veio em cima da hora com Necid a rematar fácil para De Gea.

 

Na primeira parte ficou a sensação de que um golo da Espanha podia mudar tudo, no segundo tempo a história foi ligeiramente diferente. Carregou a Espanha a começar, e Hubník por pouco não fez auto-golo. Ele que depois apareceu numa bola parada ofensiva a mostrar que De Gea estava atento.

 

Entre os 55 e 70 minutos os checos respiraram e sacudiram um pouco da pressão, a fúria espanhola voltou em força depois das trocas de Morata por Aduriz e Fabregas por Thiago, mas sempre com o maestro Iniesta ao comando. Com a linha defensiva checa bem definida, por vezes com 6 elementos em linha fechando bem o espaço central, e quer Alba quer Juanfran optavam por jogar mais dentro do que abertos na linha.

 

Sem plano B, sem um Torres, um Cazorla ou um Isco que viessem do banco e mudassem algo, o golo salvador apareceu aos 87 minutos e por intermédio de um… defesa. Livre do lado direito batido curto, bola na área e na segunda bola Iniesta com um cruzamento perfeito a colocar a bola em bandeja de ouro para Piqué, sem marcação, cabecear à matador sem hipótese para Cech. Na única falha defensiva grave durante a partida, os checos foram castigados.

 

No desespero, o empate espreitou quando dentro da área Darida encheu o pé mas o remate saiu à figura, De Gea reagiu e com os punhos afastou a bola. Vitória justa da Espanha, mas feliz. Del Bosque tem muito para reflectir… A dificuldade em definir os lances ofensivos na área é preocupante, e contra equipa mais exigentes veremos se conseguem ultrapassar esta barreira.

 

Homem do jogo: Andrés Iniesta

06
Jun16

Grupo D: Espanha


J.G.

  • Fifa ranking 6
  • Grupo D
  • Treinador Vicente del Bosque
  • Primeiro Jogo República Checa
 
 

Aqui está a temida Espanha que vai em busca do seu terceiro título europeu seguido (4º absoluto) comandada por Del Bosque que tenta ser o primeiro treinador bi campeão europeu de selecções. A moral em termos europeus é enorme, junte-se o impressionante domínio dos clubes espanhóis nas provas da UEFA, mas entre a goleada à Itália na última final em 2012 e o arranque deste Euro há uma passagem trágica pelo Mundial do Brasil que levantou enormes dúvidas sobre a continuidade deste reinado. 

Para já, a resposta na qualificação para França foi boa, 10 jogos, 9 vitórias. Mas a necessária renovação da equipa roja não está a ser pacifica. Ainda há figuras importantes a ter em conta no onze, é preciso é perceber se as escolhas de Del Bosque foram as mais indicadas para o torneio.

Claro que ter a bola no controle de Iniesta, Koke, Busquets ou David Silva, é um luxo, resta saber se o veterano Aduriz e Morata dão conta do recado na frente. De Gea marcará na baliza uma das mudança mais simbólicas e Nolito representa o sangue novo que a Espanha precisa para voltar a conquistar a Europa. São favoritos, claro.

 

Craque

Andrés Iniesta

Chega ao Europeu em grande forma depois de ter feito uma excelente época pelo Barcelona. Um Iniesta na sua melhor forma é meio caminho andado para termos um Espanha muito forte. Será determinante para fazer esquecer as ausências de Xavi e Xabi Alonso que marcaram os tempos de glória.

 

Revelação

Nolito 

O homem que já passou pelo Benfica mas recusou jogar em Inglaterra porque a comida era má e o clima péssimo, chegou à Roja graças a excelentes exibições no Celta de onde deve saltar para um clube maior em breve. A partir da esquerda, cheio de raça e de olhos postos no golo, será uma aposta importante na renovação do ataque espanhol.

 

Onze Tipo

De Gea; Juanfran, Piqué, Ramos, Alba; Busquets, Koke, Iniesta; Silva, Nolito, Morata

31
Mai16

Os ilustres ausentes - parte II


RSolnado

http://www.gettyimages.pt/

No post anterior falámos da Holanda e podíamos ter falado da Sérvia ou da Dinamarca, mas há outro lote de ausentes. Aqueles que estando a sua selecção qualificada, falham a presença no EURO por lesão, indisciplina ou opção, mais ou menos polémica, do seu seleccionador. São muitos casos, e a revista seguinte apenas pode passar por alguns.

 

Hatem BEN ARFA e Karim BENZEMA

As ausências da selecção gaulesa davam material para um post próprio, mas escolho o enfant terrible do futebol francês e o não menos controverso ponta de lança do Real Madrid. Ben Arfa passou ao lado de uma grande carreira, perdeu-se por muitos clubes, excesso de peso, álcool entre outras situações, mas aos 28 anos arrancou a melhor época de sempre no Nice, encantando na Ligue 1 e fechando a época com 18 golos em 37 jogos (em todas as competições). Ainda assim, isso não lhe valeu a chamada por parte de Didier Deschamps, numa posição onde a França está muito bem servida, com Griezmann, Payet, Martial e Coman. Mesmo assim a ausência de Ben Arfa causou polémica, pois tem algo mais fantasista e improviso que estes jogadores não parecem ter.

 

A história de Benzema na selecção parece ter chegado definitivamente ao fim depois do escândalo de chantagem a envolver Valbuena. Embora seja um assunto da justiça civil, Deschamps actuou como juiz desportivo e afastou os 2 jogadores desde que o escândalo rebentou. No caso de Benzema, a França fica privada do seu melhor avançado, é mais jogador que Giroud e Gignac, avançados escolhidos para a competição. Ficaram também de fora Gameiro e Lacazzete, estes por opção técnica do treinador. Na França faltam ainda, por lesão, os centrais Varane, Mathieu, Zouma e Laporte, ou seja, dava para compor um lote de convocáveis alternativos de qualidade igual ou superior aos convocados.

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Marco REUS e Ilkay GUNDÖGAN

Tal como no Mundial 2014, este duo do Borussia Dortmund volta a falhar, por lesão, a fase final de uma grande competição. Para Reus é absolutamente frustrante, pois lesionou-se outra vez na recta final da preparação para a competição. Vindo de temporadas fantásticas em que tem sido a grande referência do seu clube, o eléctrico extremo era apontado como um dos titulares, pelo que Löw terá agora de refazer alguns dos seus planos.

Quanto a Gundogan, pretendido por meia-Europa, o organizador de jogo de origem turca tem sido fustigado por lesões arreliadoras nas últimas épocas, e numa altura em que parece ir dar definitivamente o salto para um clube de topo europeu, a sua afirmação internacional tarda em acontecer. No Euro 2012 não saiu do banco de suplentes, pelo que ainda não é desta que se estreia pela Alemanha em fases finais de grandes competições.

Vincent KOMPANY

Foi uma das imagens que ficou desta temporada, as sucessivas lesões do capitão da Bélgica e do Manchester City, quatro no total e sempre musculares. A última em plena 2ª mão dos Quartos de Final da Liga dos Campeões, deixou-o, aos 30 anos, fora deste Euro 2016. Numa Selecção que muitos apontam como uma das surpresas da prova, esta é uma baixa de peso, num sector que também perdeu uma das alternativas por lesão, Lombaerts.

 

Adnaj JANUZAJ

Esta não é nenhuma surpresa, mas apenas uma curiosidade. A carreira deste jovem prodígio do Man Utd estagnou por completo nos últimos dois anos, e aos 22 anos parece perdido. Há quatro anos fez correr rios de tinta por poder ser elegível por 6 selecções. Bom, a sua Bélgica de nascimento deixou-o de fora, Roy Hodgson não sentirá o desejo que teve há 3 anos de o naturalizar inglês, a Turquia e a Albânia estão no Euro mas Januzaj não as escolheu, enquanto a Sérvia não se qualificou e o Kosovo só este ano viu a sua Federação reconhecida pela FIFA e UEFA!

Fábio COENTRÃO

Outro jogador que falha o Euro por lesão, em mais uma temporada perdida para o internacional português. Aos 28 anos e depois de ter deixado o Real Madrid para jogar tendo em vista esta competição, acaba por ser certamente frustrante. Não menos frustrante será para Danny, também afastado por arreliadora lesão, ou mesmo para o jovem Bernardo Silva, que depois de duas temporadas a brilhar no Mónaco podia aqui brilhar nos relvados franceses com outra visibilidade e dar o salto para outro clube.

Andrea PIRLO, Claudio MARCHISIO e Marco VERRATTI

A classe deste trio enchia de futebol qualquer meio-campo. Se Pirlo já se tinha retirado da Selecção, as baixas por lesão de Marchisio e Verratti originaram uma corrente que trouxesse o regista desde a reforma dourada de Nova Iorque até ao palco do Europeu. Era essa a vontade de Pirlo, mas não tanto a de Conte, desapontado com a falta de competição do médio em terras do Tio Sam, o seleccionador italiano vai para este europeu sem médios de classe mundial que seriam titulares de caras na Squadra Azzurra. Perde a Itália, mas também perdem todos os amantes do futebol!

Fernando TORRES e Diego COSTA

Para fechar, o lote de ausências espanholas. E dava para fazer correr tinta a falar de Carvajal (lesionado), Bernat, Javi Martinez, Mata ou Cazorla (opção), mas sem dúvida que as mais polémicas estão na frente. Torres e Diego Costa ficaram de forma por arbítrio de Del Bosque, que preferiu chamar Morata e o veterano Aduriz. Se a época de Diego Costa foi intermitente e sempre polémica – além que na Selecção nunca se afirmou, a ausência de Torres causa-me mais espanto. Mesmo no seu período mais crítico da carreira o Seleccionador nunca o fez cair, deixou-o de fora agora, numa temporada em que na segunda volta recuperou protagonismo e foi titular no Atlético de Madrid. Veremos como os escolhidos darão conta do recado.