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Parque dos Príncipes

Espaço dedicado à cobertura do Campeonato Europeu de Futebol de Selecções a decorrer em França de entre 10 de Junho e 10 de Julho

Parque dos Príncipes

Espaço dedicado à cobertura do Campeonato Europeu de Futebol de Selecções a decorrer em França de entre 10 de Junho e 10 de Julho

01
Jul16

País de Gales 3–1 Bélgica: O fado do maestro Ramsey


RSolnado

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Segunda partida dos quartos-de-final entre duas formações à procura de um apuramento histórico, embora a Bélgica tenha sido finalista há 36 anos. Os treinadores mexeram nas equipas, Coleman manteve os “10” base e mudou Vokes por Robson-Kanu, do outro lado duas mudanças forçadas na defesa e uma por opção no ataque. E foi a defesa belga que deu muitos problemas a Wilmots e custou-lhe a eliminação. Mas já lá vamos.

Naquela que foi uma das melhores primeiras partes do Euro até ao momento, foram os belgas a entrar melhor, mais incisivos e mais esclarecidos nas suas acções,  logo aos 3 minutos uma transição rápida resultou numa tripla ocasião de golo, mas Carrasco e Meunir viram os seus remates bloqueados e Hazard viu o seu desviado para canto. Era um aviso, que não teria continuidade até aos 13’, quando Nainggolan fez um golaço num tiro de fora da área. Fica em dois dos golos mais bonitos do Euro, se nos lembrarmos do golo contra a Suécia.

Um quarto de hora de jogo a Bélgica estava nas suas sete quintas, saindo na transição rápida com perigo aos 25’ já tinha “arrancado” 3 amarelos a 5 dos defesas de Gales. Havia alguma curiosidade para ver como Gales iria reagir em desvantagem, mas os homens de Coleman mostraram uma frieza e uma organização impressionantes. Assumiram o jogo e trocaram a bola sem rodeios, sempre com Ramsey a assumir a batuta, e foram explorando as debilidades da defesa belga, em particular Jordan Lukaku. Avisaram primeiro, num jogada de Ramsey pela esquerda (lá está) a cruzar para Taylor rematar para monstruosa defesa de Courtois.

Aos 30’ veio o golo do empate, canto de Ramsey e terrível defesa zonal da Bélgica com Jordan Lukaku e Denayer a deixarem o capitão Ashley Williams entrar de rompante para um cabeceamento fulminante, mais parecia um remate com o pé. Loucura nas hostes galesas. Bale em grande cavalgada iria rematar de pé direito fraco, mas até ao intervalo ficou a clara sensação de que eram os belgas com pressa de chegar o tempo de descanso.

E mais ficou essa ideia quando das cabines veio a mudança, saiu Carrasco e entrou Fellaini. Reforço do meio-campo e do jogo aéreo, mas vou admitir que Dembelé estará mesmo lesionado (estava no banco, sem meias de jogo), pois já se sabe que Fellaini geralmente só atrapalha, e hoje não foi excepção.

A Bélgica começou forte na segunda parte, um pouco à imagem da primeira, e Hazard e De Bruyne ameaçaram o golo. Mas foi Gales a marcar aos 55 minutos. E numa jogada desenhada na perfeição: Bale no passe para o espaço a meio-campo, Ramsey a desmarcar-se e tirar um contrário do caminho (Jordan Lukaku novamente nas covas), cruzamento para a área onde as dobras não funcionaram, Fellaini muito passivo a abordar o lance, Meunier e Denayer muito ingénuos a serem enganados por uma rotação de Robson-Kanu, que celebrou o seu primeiro dia de desemprego com um golo nas meias-finais do Euro!

E este golo fez mossa nos belgas, que não esboçaram reacção. Muita posse de bola mas inconsequente, e Gales a fechar-se cada vez mais, encantando da vida e muito concentrado na sua missão. Só a partir do minuto 75 a Bélgica, já no desespero, começou a criar perigo, nomeadamente de cabeça. Saíram os Lukaku’s, tarde demais. A saída de Jordan para entrada de Mertens deixou a equipa em 3-3-3-1, e a saída de Romelu só aos 83 minutos causa estranheza já que passou completamente ao lado do jogo.

Pelo meio terrível notícia para o País de Gales. Já tinham perdido Ben Davies, agora ficavam sem Aaron Ramsey para o jogo das meias-finais. E é uma baixa de peso, Ramsey e Bale são os 2 jogadores acima da média nesta equipa, e não têm substituto à altura. E Ramsey alimenta o jogo todo de Gales, hoje fez 2 assistências, tem mais 2 na prova e 1 golo.

No desespero belga, e para por ponto final num belo jogo de futebol, e também para deixar mais uma marca neste verdadeiro conto de fadas de Gales, surgiu o 3x1 aos 85’. Cruzamento perfeito de Gunter da direita e cabeçada irrepreensível do suplente Vokes (tinha rendido Robson-Kanu) para acabar com as dúvidas. Triunfo justíssimo do País de Gales, sublinhado em campo e no resultado.

O País de Gales chega às meias-finais na sua primeira participação em Europeus. E agora, mesmo sem o maestro Ramsey, irá lutar com tudo contra Portugal por um lugar na final. E diga-se que, apesar da campanha acidentada, Portugal é claramente favorito nesta meia-final.

Homem do jogo: Aaron Ramsey.

26
Jun16

Bélgica 4-0 Hungria : a melhor geração Belga de sempre?


Pedro Varela

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Bélgica e Hungria defrontaram-se nos oitavos de final do Europeu e havia duas dúvidas para esclarecer. Será esta a melhor geração Belga de sempre? A Hungria valia tanto como o primeiro lugar do grupo de Portugal demonstrou?

 

Wilmots quase não mexeu no 11 titular, apenas retirou Carrasco e colocou Mertens em campo. Do outro lado, Storck faz 3 substituições, uma delas a acontecer no aquecimento por lesão de Kleinheisler e fez entrar Nagy, Kadar e Pintér.

 

A primeira parte é claramente dominada pela Bélgica. O aviso chegou cedo aos seis minutos por Lukaku e Király a defender para canto. Foi uma constante batalha entre os jogadores da Bélgica e o guardião Húngaro e não foi preciso esperar muito até ao primeiro golo aos 10' por Alderweireld. Uma fortíssima cabeçada indefensável!

De Bruyne estava imparável, tinha assistido no primeiro golo,  com uma dinâmica ofensiva e relativa facilidade para driblar os adversários, muitas vezes com o caminho completamente escancarado em direcção à baliza contrária, mas, as oportunidades ou esbarravam em Király ou eram desperdiçadas com remates fora do alvo.

 

Foi preciso esperar pelos 16' e um falhanço de Courtois, que escorregou, e a bola não entrou porque não levava a direcção da baliza, para se ver uma oportunidade da Hungria.

Com metade do jogo decorrido na primeira parte, a Bélgica já tinha conseguido uma mão cheia de oportunidades, do outro lado Dzsudzsák rematava de longe numa tentativa de inverter o rumo do encontro.

A mobilidade Belga estava a despedaçar o meio campo Húngaro, Nagy e Gera não conseguiam entender-se, Pintér estava muito desequilibrado e sem percepção da sua posição em campo, as oportunidades da Bélgica iam sucedendo-se. De Bruyne atira à barra aos 35', ainda desviada por Király, e Mertens mesmo a terminar a primeira parte falha escandalosamente o segundo golo.

O intervalo chega com justiça no marcador, mas ficava no ar aquela incerteza de "quem não marca, arrisca-se a sofrer"!

 

A segunda parte começa com uma substituição na Hungria, Gera perdido em campo saía para entrar Elek. Mas foi Hazard que começou a abrir o livro com nova oportunidade e excelente defesa de Király!

 

A Hungria ainda reagiu, Szalai que foi dos mais inconformados na segunda parte, podia ter empatado aos 53'. E é verdade que Pintér e Juhász também tiveram boas oportunidades para relançar o jogo. O momento da viragem aconteceu quando Wilmots colocou Batshuayi, estreia absoluta no Europeu, no lugar de Lukaku e não demorou 2 minutos a marcar o segundo golo da Bélgica. 

O jogo para a Hungria acabou nesse momento!

 

Ainda festejavam os diabos belgas o segundo golo, já Hazard marcava um dos melhores golos do Europeu, num jogada fantástica e Carrasco iria fechar o resultado do jogo já em período de descontos. A vitória da Bélgica é a maior goleada do Euro até ao momento.

 

Será esta geração Belga a melhor de sempre? Volto à questão inicial. É sem dúvida uma das mais entusiasmantes e com um conjunto de jogadores capaz de empolgar qualquer adepto de futebol Diria que Wilmots terá que mostrar se é capaz ou não de levar a máquina a bom porto e, do lado em que se encontram no caminho para a final, acredito que pensarão e muito na final de Paris.

Já a Hungria não é aquilo que, por exemplo, Fernando Santos achava, e foi, com alguma naturalidade afastada perante um adversário tecnicamente superior. Hoje sem ressaltos, foi mais complicado!

 

Homem do jogo: Eden Hazard

 

22
Jun16

Suécia 0 - 1 Bélgica: O Despertar Belga no Adeus de Ibra


J.G.

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 A Bélgica passa a fase de grupos de um Europeu 36 anos depois da proeza no Euro de 1980! A vitória contra a Irlanda embalou os diabos vermelhos para um apuramento histórico num jogo em que esteve na expectativa de ver o que faziam os suecos.

A Suécia tinha aqui a última oportunidade de se manter em prova e o seu capitão Ibrahimovic sabia que podia ser o seu último jogo com a camisola amarela caso não tivessem sucesso. Foi um triste final de carreira internacional para o mago "10" que lutou e procurou pelo golo mas nunca mostrou o devido entrosamento com os seus colegas nem com o esquema montado pelo seu treinador. 

Por estranho que pareça, a Suécia não soube tirar partido de um dos melhores jogadores de futebol da sua história e ficou sempre longe das proezas de 1994 ou de tempos mais remotos da década de 50. Por seu lado, Zlatan também nunca conseguiu confirmar a sua mais valia individual e levar a equipa às costas para um nível superior. 

Ficam alguns pormenores de um jogador de classe mundial mas que esbarram numa bem organizada defensiva belga, muito atenta e com um guarda redes à altura das exigências, Courtois foi intransponível. Pode ser que o duelo entre os dois continue na próxima época em Inglaterra.

 

A Bélgica sentiu-se confortável a gerir o encontro mesmo dando a posse de bola ao adversário e nunca abdicou de espreitar com perigo o contra ataque. Quem tem jogadores com a qualidade individual que a Bélgica tem é sempre de esperar algo mais. E foi o que aconteceu aos 84 minutos quando o empate a zero já parecia uma fatalidade, Hazard pela esquerda cruza para Nainggolan arrancar um remate forte e colocado que bateu Isaksson e confirmou o adeus dos escandinavos. Um vitória natural que confirma a Bélgica como selecção a ter em conta e remete a Suécia para um novo ciclo pós Zlatan Ibrahimovic.

 

Melhor em Campo: Courtois

18
Jun16

Bélgica 3 - 0 República da Irlanda: Finalmente, Temos Bélgica!


J.G.

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Um jogo e tudo muda. Ou melhor, uma segunda parte bem conseguida e tudo muda.

A Bélgica entrou em campo pressionada e com o resto da Europa já desconfiada que ainda não ia ser desta que iam confirmar toda a sua qualidade individual num colectivo convincente.

Wilmots era o alvo preferido, justamente, da imprensa e sentiu que tinha de mudar alguma coisa. Em boa hora optou por Meunier e Carrasco para renovar a ala direita, além de chamar Dembélé para o lado de Witsel. Assim De Bruyne ganhava mais espaço de manobra e havia esperança de uma exibição melhor.

A Irlanda fiou-se na boa imagem deixada perante os suecos e apostou tudo em segurar os criativos belgas tentando tirar proveito da intranquilidade crescente e prevísivel que se iria apoderar dos diabos vermelhos. 

A primeira parte foi equilibrada e agradável de ser seguida, via-se muito mais da Bélgica mas ainda não era o suficiente para convencer.

 

O começo da 2ª parte decide o destino do jogo e é justo dizer que até podia ter começado bem para a Irlanda. Há uma falta de Alderweireld sobre Long que podia ter dado penalti para os irlandeses. 

Nada marcado e a Bélgica assumiu o jogo e , finalmente, mostrou todo o seu esplendor futebolístico.

Primeiro por Lukaku após passe de De Bruyne, um remate fora da área que originou uma inesperada festa entre jogadores e treinador. Para quem dizia que havia graves problemas, as imagens até ao fim do jogo desmentiam esses desentendimentos.

Aos 61' Meunier cruzou na perfeição para uma cabeçada à altura de Witsel que dava uma vantagem mais do que justa à Bélgica.

A equipa de O'Neill não foi capaz de responder nem mostrar argumentos para parar o futebol ofensivo belga que, agora mais motivado, parecia imparável. 

Para fechar o marcador uma jogada de contra ataque que pode ir directamente para o manual do bom futebol. Meunier ganha na direita da sua zona defensiva e lança Hazard que arranca gloriosamente pela ala direita passado por adversário e pelas costas do árbitro auxiliar por fora de campo para ir apanhar a bola à frente, progride com ela para o interior e passe no tempo perfeito para a entrada de Lukaku que não desperdiçou. Dois remates do avançado do Everton, dois golos. Festa no relvado, no banco e nas bancadas onde o ambiente foi perfeito até ao fim com os irlandeses a ajudarem mesmo na hora da derrota.

 

A Bélgica está lançada para brilhar no Euro, a Irlanda terá que dar tudo na última jornada contra uma Itália já vencedora deste grupo.

 

Melhor em Campo: Meunier

13
Jun16

Bélgica 0 - 2 Itália: A Promessa Falhada e a Prometedora Cínica do Costume


J.G.

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 Já se desconfiava que estava em Lyon a possibilidade de termos o primeiro grande jogo do torneio. Confirmou-se mas pelas razões erradas.

O futebol atacante da Bélgica não foi eficaz mas deu uma enorme dinâmica à partida, os italianos mostraram o que é eficácia a defender e a atacar. Um golo aos 32' deixou a equipa de Conte em vantagem mas o resultado esteve em aberto até aos 92' quando Pellè fechou a partida.

 

Comecemos pela Bélgica. É uma verdade universal que os belgas vivem uma geração de grandes talentos com jogadores espalhados por alguns dos melhores clubes da Europa. Já há dois anos se esperava algo de especial desta rejuvenescida Bélgica.Os jogadores têm evoluído, há cada vez mais opções de qualidade, especialmente do meio campo para a frente, portanto, era de esperar uma melhoria significativa em relação ao último grande torneio internacional. A verdade é que continuamos a detectar as mesmas falhas nos diabos vermelhos, a mais valia individual é incapaz de formar um colectivo forte, ambicioso e desafiante. Como no banco de suplentes quem continua a mandar é o mesmo Marc Wilmots, somos obrigados a concluir que o principal problema belga é de liderança.

 

Podemos discutir se Carrasco não devia ser titular depois do bom final de época no Atlético e questionar o tempo de jogo que Lukaku esteve em campo mas nem é por aqui. É mais profundo do que isto. Há uma ideia de jogo mas que os jogadores não conseguem nunca assimilar, a jogarem como equipa não interpretam correctamente o 4-2-3-1 que tem sido desenhado. Percebeu-se que estudaram bem a Itália e iam com vontade de contornar o esquema de três centrais de Conte mas, convenhamos, Lukaku foi presa fácil para o muro recuado transalpino. Quando teve oportunidade para ser feliz olhou em frente, viu Buffon e acusou a pressão.

 

Por seu lado, a Itália chega, mais uma vez, a uma grande prova com meio mundo a criticar os seleccionados, o esquema táctico, a falta de estrelas, a ausência de uma grande referência no meio campo, a fraca qualidade dos avançados, tudo o que se costuma dizer deles mas desta vez com fortes argumentos dados por Conte. Depois a bola rola, o jogo evolui e percebe-se o enorme trabalho do futuro treinador do Chelsea ao construir a equipa de trás para a frente com forte âncora no trio de centrais e no lendário Buffon na baliza.

 

Um dia escrever-se-á um livro sobre a arte de bem defender que terá um capítulo dedicado à modalidade de três centrais e as páginas serão ocupadas por prosa à volta de Barzagli, Chiellini e Bonucci, que terá, justamente, um destaque maior. Fabulosa demonstração de interpretação táctica da equipa italiana que mostrou como se pode criar uma situação de golo vinda do nada. Bonucci fez um passe "pirlesco" para Giaccherini mostrar o que é eficácia na hora de finalizar.

Diga-se que, apesar, da Bélgica ter mais posse de bola e ter corrido sempre atrás do resultado, foi Courtois a sua grande figura ao manter a equipa dentro do jogo negando o 2-0 por várias vezes.

 

A Itália continua fortíssima a defender e aparece mais cínica do que nunca na hora de atacar. O melhor exemplo disso é o contra ataque com que encerram o jogo que culmina com um belo golo de Pellè.

A Bélgica algum dia sairá do rascunho? A Itália já pode ser levada a sério?

As respostas parecem-me óbvias.

 

Melhor em campo: Bonucci

07
Jun16

Grupo E: Bélgica


Pedro Varela

  • FIFA Ranking 2
  • Grupo E
  • Treinador Marc Wilmots
  • Primeiro jogo Itália

 

Admitamos todos, os adeptos do futebol, da irreverência e, quem sabe de uma certa surpresa, que estamos curiosos para ver o que pode fazer esta Selecção no Europeu de França. Candidata a vencer? Não diria, esse lote é muito restrito aos eternos Alemanha, França e Espanha, mas há um certo favoritismo desta Selecção, tendo até em conta o lugar que ocupam no ranking mundial da FIFA. Objectivo em França? Superar o segundo lugar no Euro/80 ou o quarto no Mundial/86, creio que é algo ambicioso.

É uma geração de jogadores que alimenta o sonho de um país que há dois anos caiu nos quartos de final perante um dos finalistas do Mundial no Brasil, que suporta o projecto de Marc Wilmots e fica sempre a sensação que, em qualquer altura a surpresa pode chegar. Recordemos que Wilmots quebrou o jejum da Bélgica em Europeus que 16 anos depois regressa aos grandes palcos do futebol.

Entre um 4x3x3 e um 4x2x3x1, a Bélgica é uma selecção forte a defender Alderweireld, Denayer ou Vertonghen, nalgumas situações os centrais adaptados a laterais, que tentará que não seja sentida a falta de Kompany e Lombaerts, com uma dinâmica muito combativa e pressionante no meio campo, Witsel, Fellaini, Nainggolan e um ataque que na fase de qualificação valeu 24 golos, apenas superada pela Inglaterra, Suíça e Polónia, onde se destacam de Bruyne, Hazard, Lukaku, Origi e Benteke, capaz de fazer corar muitas das 24 Selecções que estão presentes neste Europeu. 

 

Craque

Eden Hazard

62 internacionalizações e 12 golos, a estrela do Chelsea chegará a França com vontade de mostrar que apesar da época decepcionantes do seu clube, a sua ambição pessoal não estará afectada. Veloz, desequilibrador, finta fácil e constantemente posicionando na zona de finalização, marcou 5 golos em 9 jogos de qualificação, o capitão de 25 anos terá a missão de dirigir em campo as ideias de Wilmots.

 

Revelação

Ferreira-Carrasco

4 internacionalizações e 0 golos. Silenciou o Emirates Stadium com um golo de excelente qualidade na vitória do Mónaco diante do Arsenal para a Liga dos Campeões, valeu-lhe a transferência para o Atlético Madrid onde sob as ordens de Diego Simeone fez mais de 40 jogos entre La Liga, Copa Del Rey e Liga dos Campeões. Wilmots poderá sacrificar um médio centro para colocá-lo no apoio ao avançado e será nesse esquema que poderá ser mais útil.

 

Onze Tipo

Courtois; Denayer, Alderweireld, Vertonghen, Jordan Lukaku; Witsel, Fellaini, Nainggolan, De Bruyne, Hazard e Lukaku.

 

31
Mai16

Os ilustres ausentes - parte II


RSolnado

http://www.gettyimages.pt/

No post anterior falámos da Holanda e podíamos ter falado da Sérvia ou da Dinamarca, mas há outro lote de ausentes. Aqueles que estando a sua selecção qualificada, falham a presença no EURO por lesão, indisciplina ou opção, mais ou menos polémica, do seu seleccionador. São muitos casos, e a revista seguinte apenas pode passar por alguns.

 

Hatem BEN ARFA e Karim BENZEMA

As ausências da selecção gaulesa davam material para um post próprio, mas escolho o enfant terrible do futebol francês e o não menos controverso ponta de lança do Real Madrid. Ben Arfa passou ao lado de uma grande carreira, perdeu-se por muitos clubes, excesso de peso, álcool entre outras situações, mas aos 28 anos arrancou a melhor época de sempre no Nice, encantando na Ligue 1 e fechando a época com 18 golos em 37 jogos (em todas as competições). Ainda assim, isso não lhe valeu a chamada por parte de Didier Deschamps, numa posição onde a França está muito bem servida, com Griezmann, Payet, Martial e Coman. Mesmo assim a ausência de Ben Arfa causou polémica, pois tem algo mais fantasista e improviso que estes jogadores não parecem ter.

 

A história de Benzema na selecção parece ter chegado definitivamente ao fim depois do escândalo de chantagem a envolver Valbuena. Embora seja um assunto da justiça civil, Deschamps actuou como juiz desportivo e afastou os 2 jogadores desde que o escândalo rebentou. No caso de Benzema, a França fica privada do seu melhor avançado, é mais jogador que Giroud e Gignac, avançados escolhidos para a competição. Ficaram também de fora Gameiro e Lacazzete, estes por opção técnica do treinador. Na França faltam ainda, por lesão, os centrais Varane, Mathieu, Zouma e Laporte, ou seja, dava para compor um lote de convocáveis alternativos de qualidade igual ou superior aos convocados.

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Marco REUS e Ilkay GUNDÖGAN

Tal como no Mundial 2014, este duo do Borussia Dortmund volta a falhar, por lesão, a fase final de uma grande competição. Para Reus é absolutamente frustrante, pois lesionou-se outra vez na recta final da preparação para a competição. Vindo de temporadas fantásticas em que tem sido a grande referência do seu clube, o eléctrico extremo era apontado como um dos titulares, pelo que Löw terá agora de refazer alguns dos seus planos.

Quanto a Gundogan, pretendido por meia-Europa, o organizador de jogo de origem turca tem sido fustigado por lesões arreliadoras nas últimas épocas, e numa altura em que parece ir dar definitivamente o salto para um clube de topo europeu, a sua afirmação internacional tarda em acontecer. No Euro 2012 não saiu do banco de suplentes, pelo que ainda não é desta que se estreia pela Alemanha em fases finais de grandes competições.

Vincent KOMPANY

Foi uma das imagens que ficou desta temporada, as sucessivas lesões do capitão da Bélgica e do Manchester City, quatro no total e sempre musculares. A última em plena 2ª mão dos Quartos de Final da Liga dos Campeões, deixou-o, aos 30 anos, fora deste Euro 2016. Numa Selecção que muitos apontam como uma das surpresas da prova, esta é uma baixa de peso, num sector que também perdeu uma das alternativas por lesão, Lombaerts.

 

Adnaj JANUZAJ

Esta não é nenhuma surpresa, mas apenas uma curiosidade. A carreira deste jovem prodígio do Man Utd estagnou por completo nos últimos dois anos, e aos 22 anos parece perdido. Há quatro anos fez correr rios de tinta por poder ser elegível por 6 selecções. Bom, a sua Bélgica de nascimento deixou-o de fora, Roy Hodgson não sentirá o desejo que teve há 3 anos de o naturalizar inglês, a Turquia e a Albânia estão no Euro mas Januzaj não as escolheu, enquanto a Sérvia não se qualificou e o Kosovo só este ano viu a sua Federação reconhecida pela FIFA e UEFA!

Fábio COENTRÃO

Outro jogador que falha o Euro por lesão, em mais uma temporada perdida para o internacional português. Aos 28 anos e depois de ter deixado o Real Madrid para jogar tendo em vista esta competição, acaba por ser certamente frustrante. Não menos frustrante será para Danny, também afastado por arreliadora lesão, ou mesmo para o jovem Bernardo Silva, que depois de duas temporadas a brilhar no Mónaco podia aqui brilhar nos relvados franceses com outra visibilidade e dar o salto para outro clube.

Andrea PIRLO, Claudio MARCHISIO e Marco VERRATTI

A classe deste trio enchia de futebol qualquer meio-campo. Se Pirlo já se tinha retirado da Selecção, as baixas por lesão de Marchisio e Verratti originaram uma corrente que trouxesse o regista desde a reforma dourada de Nova Iorque até ao palco do Europeu. Era essa a vontade de Pirlo, mas não tanto a de Conte, desapontado com a falta de competição do médio em terras do Tio Sam, o seleccionador italiano vai para este europeu sem médios de classe mundial que seriam titulares de caras na Squadra Azzurra. Perde a Itália, mas também perdem todos os amantes do futebol!

Fernando TORRES e Diego COSTA

Para fechar, o lote de ausências espanholas. E dava para fazer correr tinta a falar de Carvajal (lesionado), Bernat, Javi Martinez, Mata ou Cazorla (opção), mas sem dúvida que as mais polémicas estão na frente. Torres e Diego Costa ficaram de forma por arbítrio de Del Bosque, que preferiu chamar Morata e o veterano Aduriz. Se a época de Diego Costa foi intermitente e sempre polémica – além que na Selecção nunca se afirmou, a ausência de Torres causa-me mais espanto. Mesmo no seu período mais crítico da carreira o Seleccionador nunca o fez cair, deixou-o de fora agora, numa temporada em que na segunda volta recuperou protagonismo e foi titular no Atlético de Madrid. Veremos como os escolhidos darão conta do recado.