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Parque dos Príncipes

Espaço dedicado à cobertura do Campeonato Europeu de Futebol de Selecções a decorrer em França de entre 10 de Junho e 10 de Julho

Parque dos Príncipes

Espaço dedicado à cobertura do Campeonato Europeu de Futebol de Selecções a decorrer em França de entre 10 de Junho e 10 de Julho

17
Jul16

Até já!


Pedro Varela

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No dia 29 de Maio, o João Gonçalves escreveu o texto de abertura deste projecto "Parque dos Príncipes". O objectivo era claro e bem definido, "acompanhar o Campeonato Europeu de futebol que se vai jogar em França".

 

Entre ele, eu e o Ricardo Solnado concluímos esse objectivo na perfeição. Até ontem, dia em que escrevemos os "11 do Euro", publicámos sobre as curiosidades desta competição, estádios, grupos, fizemos projecções e todos os jogos tiveram a sua crónica: umas mais próximas do formato tradicional, onde foram analisadas as tácticas e os jogadores utilizados, outras mais emotivas, porque o futebol é, e continuará a ser, a nossa paixão.

 

Este projecto não era sobre clubes, nem sobre Portugal. De clubes rivais, dois do Benfica e um do Sporting, mas com uma amizade que vai para além da irracionalidade do apoio durante o resto do ano, partilhámos histórias entre nós, diariamente, para enriquecer o que todos os dias escreveríamos, para que nada nos deixasse influenciar e a genuidade do que partilhámos fosse tão sentido por quem nos lia, como era connosco que escrevíamos. Esse prazer, um objectivo comum, de cada um de nós, foi conseguido!

 

Utilizámos três plataformas para chegar ao maior número de leitores: blog, facebook e twitter. Interagimos com tudo e todos, mesmo quando por vezes chegavam ataques pérfidos e sem sentido. Os números ficam para quem tiver mais conhecimento de analítica que nós, até porque não nos preocupam assim tanto:

 

Blog

Visitas diárias - 345 utilizadores (482 visualizações);

 

Facebook

5.000 pessoas/dia;

350 reacções diárias;

 

Twitter

7.700 impressões por dia (número de utilizadores que viram o tweet no twitter).

 

Claro que este projecto chega ao fim da melhor forma possível: Portugal Campeão Europeu. Nenhum de nós contava com isso, mas foi fantástico sentir pela primeira vez que a Europa está rendida e aos nossos pés. As crónicas que se escreveram sobre esse momento dizem tudo.

 

Da minha parte, do João Gonçalves e do Ricardo Solnado foi um prazer ter estado deste lado.

Até já!

 

11
Jul16

Portugal 1-0 França, visto por Ricardo Solnado


RSolnado

Decidimos que cada autor do Parque fará a sua crónica da final. Ainda não recomposto dos festejos, atiro-me de cabeça para a tentativa de fazer uma crónica mais objectiva de um jogo carregado de emoções.

Lançamento das equipas, a França com o mesmo 11 dos últimos 2 jogos, Portugal a fazer regressar os ausentes nas meias-finais, Pepe e William. O jogo começou animado, e depois de três remates chegou o primeiro momento tenso da noite: uma carga dura de Payet sobre Cristiano Ronaldo deixou o capitão português lesionado, e depois de alguns minutos a tentar o impossível, teria mesmo de deixar o terreno de jogo. Perdeu Portugal, mas perdeu o futebol.

Decorridos 10’ primeira grande ocasião de golo: Payet lançou na área e Griezmann cabeceou para grande defesa de Rui Patrício. O guarda-redes da selecção nacional iria iniciar uma noite de sonho, com sete defesas completas, algumas delas bem difíceis e sempre seguro no jogo aéreo. E sim, para ganhar 1x0 frente a uma selecção favorita o guarda-redes tem de fazer uma exibição fantástica. E fez!

Nos minutos seguintes Portugal procurou suster a cavalaria francesa, muito por culpa de Sissoko cujas cavalgadas criaram algumas dificuldades. Valeu a pontaria desafinada do médio do Newcastle… A França podia dizer-se que tinha mais iniciativa na primeira parte e conseguia chegar mais vezes ao ataque, ainda que sem muitas ocasiões claras de golo. Portugal, reorganizado em 4x3x3 depois de saída de Ronaldo, manteve a postura expectante durante o primeiro tempo.

A segunda parte começou morna e sem grandes ocasiões novamente, sentia-se a tensão do jogo e também algum cansaço, quer físico quer psicológico. A troca de Payet por Coman logo aos 57’ foi um sinal disso, e Coman agitou o jogo para o lado da equipa da casa, deixando a defesa portuguesa em cuidados. Mas sempre muito eficaz nas suas acções, Patrício voltou a negar o golo a Griezmann aos 58’ e aos 66’ o camisa 7 gaulês teria uma grande perdida, ao direccionar o cabeceamento por cima da trave.

Portugal tinha reagir e veio do banco a resposta com duas substituições separadas por 12 minutos mas que podiam ter sido imediatas: Moutinho rendeu Adrien, Éder rendeu Renato Sanches, passando João Mário para o trio de meio-campo e podendo Nani e Quaresma jogarem como extremos. A entrada de Éder foi decisiva, mas não foi só no prolongamento. Fisicamente mais disponível que a maioria dos jogadores em campo, ganhou muitos duelos, “sacou” faltas, e deu referência para o jogo lateralizado da equipa de Fernando Santos.

Aos 80’, um cruzamento falhado de Nani quase dava em golo, grande defesa de Lloris que parou também a recarga acrobática de Quaresma. Respondeu Sissoko com mais uma cavalgada e desta feita um grande tiro para um voo de Patrício para a defesa da noite.
O jogo caminhava para o final e pela primeira vez íamos ter uma final de Euro com 0x0 ao cabo de 90 minutos. E tivemos mesmo, porque os deuses estiveram com Portugal, aos 90+2’ grande trabalho de Gignac (que havia rendido Giroud) na área, tudo bem feito mas o remate a embater no poste da baliza de Portugal!

O prolongamento não foi fácil para nenhuma das partes, o jogo endureceu com bastantes faltas, na altura em que a fadiga física e mental se apoderava dos jogadores. E apoderou-se mais dos franceses, e o tempo-extra foi a melhor altura de Portugal em jogo.

Aos 108’, o aviso: livre directo superiormente executado por Raphael Guerreiro a embater com estrondo na trave. No minuto seguinte, o momento de história: Éder recebeu de Moutinho, galgou alguns metros naquele jeito dele e mesmo de longe encheu-se de fé e atirou à baliza contrária, o remate saiu cruzado e forte, batendo no chão mesmo à frente de Lloris que viu a bola passar por cima da sua mão. Sem hipóteses! Loucura total no banco de Portugal!

Faltam 12 minutos, onde como convinha a Portugal pouco se jogou. A França em desespero e sem esclarecimento algum arriscou tudo, mas até para fazer “chuveirinho” é preciso alguma razão. Pepe e Fonte foram limpando tudo, tal como Patrício. Portugal defendeu com todos, até ao apito final que soltou a festa.

Está vingada a final do Euro 2004, está feito o que ainda não tinha sido feito. Portugal é campeão da Europa, Portugal vai estar na Taça das Confederações em 2017, Fernando Santos e os seus jogadores fazem história. É o primeiro 3ºclassificado da fase de grupos a ganhar a competição, em sete jogos somente ganhou um em 90 minutos. Mas levou a Taça para casa, e é isso que conta. E num Euro com somente 108 golos em 51 jogos, uma final decidida com um só golo pelo mais improvável dos heróis, no tempo extra e contra a equipa da casa é como que o epílogo perfeito para um mês intenso de futebol.

Homem do jogo: Rui Patrício

23
Jun16

Quem foram os Homens do Jogo na fase de grupos!


Pedro Varela

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Já se realizaram 36 jogos no Europeu de França agora que terminou a fase de grupos. Quer isto dizer que cada jogador terá efectuado no máximo 3 jogos pela sua Selecção. Fomos analisar as escolhas de homem do jogo aqui do Parque para ver quem mais se destacou.

 

A nível individual apenas 4 jogadores, de um total de 552, foram distinguidos por 2 vezes: Payet (França), Bale (País de Gales), Iniesta (Espanha) e Sommer (Suíça). Nenhum jogador conseguiu o pleno!

Foram jogadores influentes nas suas Selecções, Payet com golos decisivos para a qualificação Francesa, Bale a carregar a sua Selecção para um primeiro lugar do seu grupo, de certa forma surpreendente, Iniesta imperial, principalmente no dois primeiros jogos com influência directa no resultado e na qualificação Espanhola e Sommer a defender a baliza Suíça rumo aos oitavos de final.

 

Curiosamente, se efectuarmos o mesmo exercício mas tivermos apenas em conta o país que cada jogador representa, encontrámos 4 Selecções que conseguiram o pleno de homem do jogo nas suas partidas: Suíça, Inglaterra, Polónia e Croácia. Obviamente, todas qualificadas para os oitavos de final.

Do lote com mais de duas nomeações temos: França, Gales, Espanha, Irlanda do Norte, Bélgica, Itália, Irlanda, Portugal e Hungria. Selecções que também estão qualificadas para a fase seguinte do Europeu.

 

Fica a lista organizada por grupo para memória futura:

 

Grupo A

Payet (França) e Sommer (Suíça) - 2

Ledian Memushaj (Albânia)

Xhaka (Suíça)

 

Grupo B

Gareth Bale (Gales) -  2

Henderson (Inglaterra)

Sturridge (Inglaterra)

Hamsik (Eslováquia)

Eric Dier (Inglaterra)

 

Grupo C

Kuba (Polónia)

MGovern (Irlanda do Norte)

Michal Pazdan (Polónia)

McAuley (Irlanda do Norte)

Neuer (Alemanha)

Milik (Polónia)

 

Grupo D

Iniesta (Espanha) - 2

Emre Mor (Turquia)

Perisic (Croácia)

Srna (Croácia)

Modric (Croácia)

 

Grupo E

Brady (Irlanda)

Courtois (Bélgica)

Meunier (Bélgica)

Éder (Itália)

Bonucci (Itália)

Wes Hoolahan (Irlanda)

 

Grupo F

Ronaldo (Portugal)

Árnason (Islândia) 

Almer (Áustria)

Nagy (Hungria)

Nani (Portugal)

Kleinheisler (Hungria)

 

07
Jun16

Europeu de França :: o modelo de 24 Selecções


Pedro Varela

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O Europeu de França é o primeiro com 24 Selecções a participarem. É a quarta vez que o modelo da competição muda ao longo dos mais de 50 anos quando se iniciou, curiosamente, também em França. Será este modelo melhor ou pior? Já lá vamos, primeiro um pouco da sua evolução ao longo dos anos.

 

A 4 equipas

Começou em França/60 com eliminatórias a duas mãos, "fora" e "casa", até se qualificarem apenas 4 equipas para a fase final e decidirem o título europeu. Neste Europeu falharam a Alemanha Ocidental, Itália e Inglaterra, actuais crónicos nestas andanças. Depois seguiu-se o Espanha/64, com 29 Selecções em jogos fora e casa até se qualificarem 4 equipas. Nessa altura escolhido o anfitrião foi escolhido após se conhecerem as 4 Selecções da fase final, neste caso Espanha e depois seguiram-se as respectivas meias finais e final. O Itália/68 apresentou fase de qualificação a decorrer em 66 e 67, a fase final de 4 Selecções, tal como o Bélgica/72 e o Jugoslávia/76, o último europeu neste formato.

 

A 8 equipas

O Itália/80 inaugura o modelo de 8 Selecções com 2 grupos de 4 equipas em que apenas o vencedor se qualificava directamente para a final. Bélgica vs Alemanha decidiram o campeão no Olímpico de Roma, os Germânicos foram campeões. O França/84 com Portugal sofre uma ligeira alteração em relação ao seu antecessor, nos 2 grupos de 4 equipas qualificavam-se para as meias finais os dois primeiros de cada grupo. Este modelo vigorou no Alemanha/88 e no Suécia/92. Este Europeu da Suécia apresentava a Alemanha unificada pela primeira vez, a Dinamarca no lugar da Jugoslávia, fustigada pela guerra e a CEI, Comunidade dos Estados Independentes, que envolviam 11 estados da antiga União Soviética. Foi também o último Europeu com fase final de 8 equipas.

 

A 16 equipas

O Inglaterra/96 é o início das fases finais com 16 Selecções. Com 4 grupos de 4 equipas, as 2 primeiras a qualificarem-se para os quartos de final. Seguiu-se o Bélgica/Holanda/2000, Portugal/04, Áustria/Suíça/08 e o Polónia/Ucrânia/12 neste modelo.

 

Este ano, como referi em cima, o França/2016 marca o início de um novo modelo onde estão presentes 24 Selecções.

É importante começar por referir que foi uma promessa de Platini enquanto Presidente da UEFA. Alargou-se a fase de qualificação a 53 Selecções, a maior de sempre. Significa isto que, para as Selecções favoritas, seria mais fácil a qualificação para a fase final do Europeu. Isso acabou por se verificar, apenas falhando a Holanda, uma surpresa e a Grécia, nem tanto.

 

Ora este modelo traz mais espaço para os estreantes: Albânia, Islândia, Irlanda do Norte, Gales e Eslováquia. Num modelo de 16 equipas, provavelmente, a qualificação destas Selecções era (quase) impossível. 

 

É o primeiro Europeu onde mais de 60% das Selecções que estão presentes, vão-se qualificar para os oitavos de final, ou seja, 16 em 24 Selecções. Com o modelo a trazer para a fase seguinte os terceiros classificados, uma vitória e um empate pode garantir os oitavos de final. Significa que os jogos da última jornada poderão ser muito importantes, principalmente para as pequenas ou menos favoritas Selecções.

 

Mas são estas as verdadeiras razões para o alargamento?

 

Podemos justificar que o dinheiro é um bom argumento!

Mais jogos, são pelo menos 20 jogos a mais para colocar no pacote negocial com operadores televisivos e afins agentes publicitários, são vendidos mais ingressos e por aí fora. O estádios estarão praticamente sempre cheios, logo, os cofres da UEFA terão uma tendência imediata para engordar, mesmo que os prémios monetárias às Selecções tenham aumentado.

 

O modelo a 24 Selecções traz, ninguém poderá discordar, maior diversidade de Selecções ao Europeu, e isso, para fugir à monotonia dos eternos candidatos só poderá ser bom.

Todos adoramos, e queremos, uma boa surpresa!

 

29
Mai16

Venha o Euro!


Pedro Varela

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A época futebolística, de clubes, já lá vai. Foi desgastante, exuberante, animadora e terminou ontem com a conquista da Liga dos Campeões. Mas o futebol continua, chegou a hora do Euro!

 

Aceitar um desafio como este para escrever durante o Euro 2016 que vai decorrer em França é uma experiência enriquecedora, extenuante, por vezes, mas acima de tudo um prazer enorme falar do melhor desporto do mundo. A tarefa é ainda mais árdua quando ao nosso lado estão escribas de enorme qualidade.

 

O que esperar deste Euro 2016?

Neste post de abertura da minha participação no blog, deixo 4 notas relativamente ao que durante um mês vamos assistir. 

 

Portugal

Sou apoiante da Selecção, não entro em guerras de nomes, aceito as decisões do Seleccionador e tenho a minha opinião como qualquer treinador de bancada. Vibro com os jogos que fazemos nestas grandes competições, há 20 anos que andamos nisto, tornou-se um hábito, foi fundamental Fernando Santos ter colocado o título como objectivo principal. Sem rodeios, nem receios. Há curiosidade para ver uma nova geração de jogadores, as apostas e os que ficaram em terra, a seu tempo tudo será escalpelizado.

 

As 24 Selecções

A novidade deste Euro são as 24 Selecções que estarão presentes neste mês de competição. Muito se discutiu se este formato que se aproxima de um mundial é ou não melhor, como de costume com os seus prós e contras. Há, no entanto, uma curiosidade que poderá enriquecer e levar a que determinadas equipas assumam outros riscos: 2/3 das equipas que estão na fase de grupos qualificar-se-ão para os oitavos de final. Isso trará novos desafios a cada país que, legitimamente, tem aspirações a chegar o mais longe possível.

 

Clássicos de Futebol

Todos adoramos um Espanha - Itália ou um Holanda - Alemanha, são clássicos intemporais e que nos transportam para memórias que perduram no tempo. Mas a realidade é que este formato trouxe a possibilidade de encontrar equipas que, habitualmente, não estão presentes nestas fases finais, seja uma Albânia, País de Gales, Irlanda do Norte ou o regresso da Hungria.

Com estes regressos ou estreia, há, também, a oportunidade clara de ver jogos absolutamente incríveis e vibrar com eles da mesma forma que os mais clássicos, pois só assim, se atinge o prazer de apreciar esta competição em todo o seu esplendor.

Como não ficar contente com a possibilidade de ver um Islândia-Hungria, Roménia-Albânia ou um Irlanda do Norte-Ucrânia? Descobrir jogadores, analisar as surpresas e, quem sabe, escreverem-se novos capítulos na história dos Europeus de futebol?

 

Golos, Golos e Golos

O prazer supremo de um jogo de futebol. A bola que entra e deixa em delírio as bancadas. O momento, que um dia por cá no burgo, o Fernando Gomes disse "marcar um golo é como ter um orgasmo" e que eu acrescento, para quem o faz e certamente para quem delira com essa ocasião, porque tudo se resume a colocar a redondinha na baliza do adversário. Mais e mais vezes, sempre com o mesmo prazer.

Não quer dizer com isto que se espera que as defesas facilitem ou que tacticamente as equipas sejam mais permissivas na abordagem ao jogo, nada disso e cá estaremos para analisar esses pormenores decisivos em cada partida, mas sejamos francos, golos precisam-se e muito.

Já agora sobre isto alguns dados interessantes.

 

O Europeu com melhor média de golos foi no Jugoslávia/76 com 4,75 golos por jogo. Só houve um outro Europeu com média superior a 4 golos por jogo, foi logo o de abertura em França/60.

 

Nos últimos 8 Europeus a média de golos andou entre os 2,06 e os 2,73, este último o França/84 de boa memória para Portugal.

Por fim, em Portugal/04, Áustria/Suíça/08 e Polónia/Ucrânia/12 a média foi praticamente igual 2,48 por duas vezes e 2,45 no último.

 

Tudo a postos. Venha o Euro!

 

29
Mai16

Bem Vindos ao Parque dos Príncipes


J.G.

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Sejam muito bem vindos ao Parque dos Príncipes. 

Este é um blogue que tem como finalidade acompanhar o Campeonato Europeu de futebol que se vai jogar em França. Até dia 10 de Junho a contagem decrescente será preenchida com a apresentação das 24 selecções apuradas para a fase final, assim como uma contextualização de cada um dos seis grupos desta primeira fase do Europeu.

Vamos tentar trazer curiosidades, recuperar momentos e imagens de campeonatos da Europa passados, vamos dar voz a quem costuma observar e acompanhar o futebol de uma foram geral, partilhar favoritismos, falar do jogo, comparar as nossas apostas, prever quem serão os craques e as revelações, enfim, vamo-nos dedicar a uma competição única do desporto que amamos.

 

A época dos clubes acabou. Em Portugal, esta temporada foi particularmente intensa. Se, por cá,  já pouco se falava do jogo, das jogadas, dos jogadores, das ideias, das tácticas, do futebol em detrimento de arbitragens e pseudo poder de bastidores, a época que agora findou atingiu níveis insuportáveis de ruído.

 

Queremos esquecer tudo isso e concentrarmo-nos apenas e só no futebol. O grande objectivo, e ponto alto, do projecto é acompanharmos TODOS os jogos do Europeu com a mesma atenção e dedicação. Não apenas os decisivos, ou algumas Selecções em particulares. Olhamos para todas as partidas com a mesma paixão e a mesma determinação. 

Para isso tínhamos que reunir verdadeiros doentes da bola, daqueles que entre 10 de Junho e 10 de Julho não trocam nenhum jogo por outra coisa qualquer. Quem são os anormais que tanto vibram com um Albânia - Suíça como com um Alemanha - Inglaterra ? 

São três rapazes que já passaram por experiências destas em Mundiais e Europeus anteriores. 

Recordo que aqui as cores clubísticas não interessam para nada, o que nos une é a paixão pelo futebol. Portanto, quem gostar mesmo de futebol siga o caminho até St. Denis connosco, quem estiver à espera de picardias e rivalidades, aguente até Agosto e dirija-se ao respectivo guichet de atendimento. No meu caso ( João Gonçalves ) fica no RedPass, no caso do Ricardo Solnado no perfil dele do facebook, no caso do Pedro Varela no Bancada de Leão.

Aqui pouco importa a cor clubística. 

Queremos partilhar as nossas opiniões sobre o primeiro Europeu alargado a 24 países. Sim, parece o Festival da Eurovisão mas, convenhamos, quanto mais bola houver para ver mais ficamos contentes.

 

O Parque dos Príncipes é o nosso canto dedicado ao Euro'2016. As portas estão abertas, agora é também vosso. Até 10 de Julho estaremos por aqui. Estaremos no Twitter e no Facebook e agradecemos à equipa de blogues do Sapo todo o apoio dado.

Aproveitemos este ano par.