Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Parque dos Príncipes

Espaço dedicado à cobertura do Campeonato Europeu de Futebol de Selecções a decorrer em França de entre 10 de Junho e 10 de Julho

Parque dos Príncipes

Espaço dedicado à cobertura do Campeonato Europeu de Futebol de Selecções a decorrer em França de entre 10 de Junho e 10 de Julho

22
Jun16

Islândia 2-1 Áustria: Bravos nórdicos confirmam qualificação!


RSolnado

 

 ISLANDIA.jpg

A Islândia qualificou-se para os oitavos de final, mas o golo nos descontos foi agridoce. O jogo de Portugal já tinha terminado e os nórdicos saltaram do terceiro para o segundo lugar, indo assim defrontar a Inglaterra nos oitavos de final. A Áustria vai para casa como uma das grandes desilusões do Europeu.

Jogo decisivo, a Islândia a repetir o 11 pelo terceiro jogo consecutivo, Koller a inventar novamente, desta feita um esquema de 5-3-2 a transformar-se em 3-4-1-2 em ataque, com Alaba atrás dos avançados “livres”, os extremos Arnautovic e Sabitzer. Primeira ocasião do jogo, tiro de muito longe de Gudmundsson a embater com estrondo na trave, ainda só íamos com 2 minutos de jogos.

 

A Áustria estava inofensiva até Halldórsson inventar e corrigir no mesmo lance, quase que perdeu a bola para Arnautovic. Aos 18 minutos, 1x0 no marcador num clássico da Islândia. “Cruzamento” de Gunnarsson num lançamento lateral longo e bem tenso, o central Árnason a ganhar nas alturas e a bola a sobrar para Bödvarsson que atirou a contar.

A Islândia baixou as linhas mas pouco se viu do outro lado a não ser um par de ameaças pelo inconformado Arnautovic. Aos 36’, oportunidade soberana. Grande penalidade infantil de Skúlason a puxar Alaba. Na conversão não foi estranhamente Alaba, mas sim Dragovic a bater: O central rematou ao poste. Expulso no primeiro jogo, voltou hoje à equipa para terminar um Europeu para esquecer.

 

Ao intervalo Koller operou duas substituições e voltou à formula de sucesso da qualificação, um 4-2-3-1 com Janko na frente. É certo que privado e Harnik e Junuzovic por lesão, faltavam os artistas para desequilibrarem. Mas a jogar num esquema mais rotinado, a equipa melhorou claramente. Alaba teve boa perdida, e aos 60’ chegou o empate. Excelente a arrancada de Schöpf pelo meio do campo, a evitar tudo e todos e rematar para golo.

No outro jogo do grupo sucediam-se os golos, mas os austríacos sabiam que tinham de ganhar. A Islândia agarrava-se ao empate e as substituições foram todas de marcha-atrás. A Áustria teve várias ocasiões de golo, mas foi desperdiçando… Rematando demasiadas vezes de longe, já que a Islândia chegava a defender com a equipa toda dentro da área.

 

No desespero as bolas iam sendo bombeadas para área nórdica. Em cima da hora, a equipa saiu em contra-ataque, cavalgada dos suplentes com Bjarnason a não ser egoísta e dar o golo a Trautason, que desviou já em queda. Festa total islandesa, que assim ganhava o seu primeiro jogo num Europeu. No apito final quando os jogadores se aperceberam que a vitória valia o 2ºlugar, notou-se algum desapontamento nos rostos. Que durou pouco, depois tempo de festejar com os adeptos. Em grande!

A Áustria vai para casa depois de o treinador ter deitado fora o plano da qualificação. Correu mal no primeiro jogo, mas os planos alternativos foram ainda piores. Lesões, demasiadas mudanças tácticas, falta de rotinas e somente um ponto no grupo onde era apontados como candidatos claros a passar.

 

Nota final para o péssimo estado do relvado de Saint-Denis. Num palco que ainda via receber três jogos do Europeu, entre os quais a final, parece que aparecem toupeiras a toda a hora... A UEFA terá de pensar numa rápida solução, o próximo jogo é só segunda-feira e pode ser que isso ajude.

Homem do jogo: Árnason.

18
Jun16

Portugal 0-0 Áustria: Alerta vermelho


RSolnado

Duas mudanças no 11 de Fernando Santos, William Carvalho rendeu Danilo e Quaresma surgiu no lugar de João Mário, o que indiciava mudanças tácticas que aconteceram. Se nos primeiros minutos André Gomes ainda apareceu muito aberto sobre o flanco esquerdo, rapidamente veio para terrenos interiores estando a equipa mais perto de um 4-3-3. Do lado contrário três mudanças, duas forçadas, com Iksander e reforçar o meio-campo, deixando Alaba como “10” e Harnik a jogar como falso 9 na ausência de uma referência da área.

E bom, ainda bem que não estava lá Janko pois logo aos 3 minutos Harnik teve um boa ocasião para marcar, mas o cabeceamento saiu ao lado. A Áustria colocava Portugal em sentido, mas a resposta foi boa. Portugal assumiu as despesas do jogo e foi construindo várias boas ocasiões de golo, quase todas com Nani envolvido. Aos 12’ ganhou um ressalto ao entrar na área, e já isolado viu Almer defender com o pé, na ressaca do lance Vieirinha rematou de longe e o guardião defendeu para canto. Aos 22’, boa combinação entre Raphael e Nani, cruzamento do lateral para Ronaldo rematar de primeira ao lado. Aos 29’, e depois de quatro cantos batidos de forma inconsequente, Quaresma bateu curto em André Gomes que cruzou para Nani cabecear ao poste, quase que se repetia a sociedade do golo no jogo inaugural.

Alguns minutos volvidos Ronaldo voltou a falhar boa ocasião, rematando frouxo e à figura na insistência de uma bola parada. O que mais surpreende no melhor do jogador europeu dos últimos 10 anos é que aos 31 anos, com toda a sua experiência, com tudo o que já ganhou e todos os recordes que já bateu, sempre que as coisas lhe correm mal parece entrar numa espiral depressiva que faz com que as coisas lhe corram ainda pior… E ainda faltava a segunda parte. Neste momento o único record que vai aumentando é que é o jogador com mais remates em Europeus… mas sem marcar.

Aos 41’ a resposta austríaca de bola parada, livre lateral junto à área com Alaba a rematar directo com Patrício a querer adivinhar e ficar fora do lance, valeu Vieirinha a cortar a bola ao segundo poste. A começar a segunda parte a derradeira ocasião do austríacos no jogo, Ilksander a rematar de longe para bela estirada de Rui Patrício. E mais não se viu a equipa de branco e preto.

Do outro lado continuou a saga, sempre com Almer como protagonista. Aos 55’ negou o golo a Ronaldo com um belo voo para a sua esquerda. No minuto seguinte, novamente Ronaldo, agora de cabeça para as mãos de Almer. Aos 64’ um livre directo por cima da trave.

Aos 79’, o cúmulo do desperdício: grande penalidade para Portugal por evidente agarrão de Hinteregger a Ronaldo. Na cobrança, Almer voou para a sua esquerda, a bola foi para o outro lado… ao poste. Quarto penalty falhado por Ronaldo nas suas últimas 5 tentativas, entre Real Madrid e Selecção. E não que seja plausível por em causa ser Ronaldo a bater a grande penalidade, mas já quanto aos livres directos a conversa é bem diferente. Não se percebe que o estatuto se sobreponha ao rendimento do colectivo.

Da segunda parte ficou a ideia clara que a Áustria, por falta de pernas ou por estratégia ficou contente com o empate final. Do lado de Portugal custa perceber como é que a primeira substituição só chegou aos 70 minutos, e João Mário não trouxe nada de novo ao jogo, mostrando até alguma precipitação nas suas acções. As entradas de Éder aos 83’ e a de Rafa aos 89’ custam a perceber e demonstram uma falta de ideias ou de soluções, ou de um plano alternativo. Tivemos já neste Europeu exemplo de treinadores a ganharem jogos no banco, mas nunca a mudar tão tarde.

Custa muito perceber a opção inicial por Quaresma, um jogador de rasgos e sem capacidade para 90 minutos, custa perceber a insistência em João Moutinho, fora de forma e nada dinâmico – ainda assim melhorou na segunda parte. Não custa perceber, é apenas impossível conceber como na votação online da UEFA foi eleito. Realmente, não sou de teorias da conspiração mas isto ajuda a alimentá-las. Se já parece jogar por decreto, parece que os tentáculos do seu empresário vão muito além de alegadamente influenciarem as escolhas de um seleccionador.

Custa perceber como é que jogadores rápidos com e sem bola, e que podiam dar um abanão no jogo, como Renato Sanches ou Rafa, ficam de fora ou entram nos descontos. Não parece haver plano B. A única aposta ganha de Fernando Santos foi a entrada de William Carvalho, que arrumou a casa a meio-campo arrancando uma exibição muito positiva, meteu Alaba no bolso e foi um garanto de fiabilidade, tal como Ricardo Carvalho.

O cabeça de série do Grupo F tem 2 pontos ao fim de 2 jogos e está em alerta vermelho: tem de ganhar no último jogo para seguir em frente, diante do líder o grupo e mesmo ganhando não depende de si para garantir o primeiro lugar. Ao fim de dois jogos são mais de 45 remates e apenas um golo marcado. Falar em falta de sorte não resolve nada.

Melhor em campo: Robert Almer

14
Jun16

Áustria 0-2 Hungria: Surpresa só para quem não viu!


RSolnado

HUNGRIA.jpg

Primeiro jogo do Grupo F, duas formações com uma história bem comum não só porque já foram um império mas porque são as selecções que mais vezes se defrontaram na história do futebol a seguir a Argentina e Uruguai. Claro, primeiro confronto para ambas em Europeus. E um recorde batido ao apito inicial, Gabor Kiraly torna-se o jogador mais velho a participar em fases finais, com 40 anos e 74 dias.

E ainda não iam decorridos 30 segundos de jogo e o guardião da Hungria viu David Alaba atirar ao poste! A Hungria respondeu por Kleinheisler, remate forte que Almer travou com segurança. Depois de Alaba voltar a ameaçar o jogo aos 10’, nos minutos seguintes a Hungria melhorou e equilibrou as operações, conseguindo cortar a iniciativa contrária, e terminando a primeira parte até com mais posse de bola.

Não foi um primeiro tempo rico em grandes ocasiões de golo, a Áustria sentiu muitas dificuldades em definir o seu jogo no último terço do campo. O jogo directo ainda foi o que resultou melhor, numa das tentativas Janko assistiu Junuzovic que disparou para bela defesa em voo de Kiraly. Iam decorridos 35’. Antes do intervalo, uma ocasião para cada lado. Do lado encarnado, má definição de Arnautovic na área após transição rápida, o passe saiu mal e Harnik nada podia fazer. Do outro lado também uma boa transição com Kleinheisler a servir Dzsuzsák, mas a recepção do capitão foi má e o remate saiu torto. Estava em boa posição e desperdiçou a melhor ocasião da Hungria no primeiro tempo.

Na segunda parte a Áustria entrou novamente muito forte, e num par de lances deu profundidade ao seu jogo mas foi para húngaro ver. Rapidamente a Hungria levou o jogo para a frente, e Dzsuzsák deu novo aviso em tiro de muito longe. Sem grande criatividade, os húngaros esperar o erro contrário e capitalizaram. Excelente jogada de entendimento entre o homem apontado como revelação aqui no Parque, o motor da equipa Kleinheisler, e o avançado Szalai. Duas tabelinhas seguidas sendo que na assistência derradeira a defesa toda subiu menos o capitão Fuchs, que assim deixou o avançado dentro da área, que mesmo meio atrapalhado e em queda finalizou à saída de Almer. Não marcava há 41 jogos este ponta de lança, entre clubes e selecção, desde Dezembro de 2014.

Loucura nas bancadas e reacção pronta austríaca, travada pela expulsão de Dragovic. Um par de cantos e algum perigo, numa bola disputada o central viu que ia chegar tarde e encolheu-se não evitando o contacto. Falta clara mas um amarelo exagerado e que retirou o jogador do campo.

Mesmo com menos um jogador a Áustria teve a iniciativa do jogo, com Baumgartlinger a acumular as funções de defesa-central e médio-defensivo (grande exibição). Claro que o jogo ficou mais partido, e a Hungria tirou proveito disso. Nemeth obrigou Almer a grande defesa, e as transições rápidas deixavam antever um segundo golo, até porque a Hungria não travava o jogo, jogando de forma imprudentemente vertiginosa.

Contudo defensivamente a muralha manteve-se unida e não vacilou, perante uma Áustria já com várias trocas na frente mas sem efeitos práticos. A Hungria culminou uma tarde de sonho aos 87’, contra-ataque perfeito com dois suplentes a combinarem. Priskin lançou Stieber em corrida, e o médio à saída de Almer fez o golo com muita tranquilidade.

Triunfo justíssimo da Hungria, que assim regressou em grandes às fases finais de Europeus, 44 anos volvidos sobre a última surpresa. A Áustria de potencial revelação vai para desilusão e tem uma tarefa complicada no que falta neste grupo.

Melhor em campo: Laszlo Kleinheisler

08
Jun16

Grupo F: Áustria


RSolnado

  • Fifa ranking 10
  • Grupo F
  • Treinador Marcel Koller
  • Primeiro Jogo Hungria

 

Na sua segunda presença em fases finais depois de ter co-organizado em 2008, a expectativa está mais elevada para esta edição. Se nas campanhas para o Euro 2012 e Mundial 2014 falhou a qualificação por muito pouco, nesta campanha foram esmagadores com 9 vitórias e 1 empate! A equipa de Marcel Koller apresenta uma dinâmica interessante, e está numa fase de maturação de uma geração que reavivou o futebol austríaco. 15 dos seus 23 convocados jogam na 1. e 2. Bundesliga, e mais 4 actuam na Premier League.

Se o capitão Fuchs deu cartas no campeão Leiscester, Arnautovic esteve em grande no Stoke. Temos ainda Alaba que aqui actua onde mais gosta, a meio-campo, e ainda Harnik e Junuzovic, dois jogadores evoluídos tecnicamente e com muitos anos de Bundesliga. Na frente o veterano Marc Janko, que teve uma boa época no Basileia e que quando bem servido costuma fazer a diferença. A seguir a Portugal, são favoritos a passar o Grupo F.

 

Craque

David Alaba

O all-around do Bayern de Munique é a figura de cartaz da turma austríaca. Se no colosso alemão está “condenado” a pisar terrenos mais recuados, na sua selecção joga a “8” passando por ele todo o jogo da equipa. Jogador de altíssima rotação e detentor de um excelente remate exterior, é também o batedor habitual de bolas paradas. Aos 23 anos parece um veterano face à quantidade de épocas que já leva ao mais alto nível, e tem aqui a oportunidade de brilhar com a sua selecção perante toda a Europa.

 

Revelação

Marcel Sabitzer

Numa equipa onde o onze base está definido e é experiente, Sabitzer pode ser o joker vindo do banco. Depois de uma temporada onde se revelou no Red Bull Salzburg, com 26 golos apontados, saltou para o clube mãe, o Red Bull Leipzig, que este ano foi promovido à Bundesliga. Pegou de estaca no meio-campo ofensivo dos alemães, e apontou 8 golos na campanha da subida. Aos 22 anos é apontado como a grande esperança do futebol austríaco, onde também é conhecido como o CR7 da Áustria.

 

Onze Tipo:

Almer; Klein, Prodl, Dragovic e Fuchs; Baumgartlinger e Alaba; Harnik, Junuzovic e Arnautovic; Janko.