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Parque dos Príncipes

Espaço dedicado à cobertura do Campeonato Europeu de Futebol de Selecções a decorrer em França de entre 10 de Junho e 10 de Julho

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13
Jun16

Suécia 1-1 República da Irlanda : oportunidade desperdiçada pelos Irlandeses!


Pedro Varela

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Sabíamos duas coisas antes desta partida se iniciar. A primeira, há uma individualidade estratosférica e que todos falam, quase esquecendo os outros 21 em campo, falamos, obviamente, de Zlatan Ibrahimovic. O Sueco é a grande esperança dos nórdicos para os golos que se traduzem em pontos e por consequência na possibilidade de apuramento para a fase seguinte. A segunda, é a clara goleada dos Irlandeses fora de campo. A festa é total e por onde passam não dão hipóteses aos adversários. Lideram, para já, a esta caminhada particular que acontece em terras Gaulesas.

 

Fica a nota que nas nossas previsões para o 11 titular de cada Selecção, apenas falhámos no central Keogh, da República da Irlanda, que acabou por ser preterido para entrar Clark, com acção directa no jogo. Na Suécia foi o pleno!

 

Os primeiros 10 minutos são marcados por uma Suécia mais ofensiva, com o jogo a fluir pela esquerda em diversas ocasiões, Olsson e Forsberg no apoio a Ibrahimovic. Mas, durou pouco. Estranhamente, ou não,  a República da Irlanda rapidamente equilibrou o jogo, ganhando alguns cantos que colocaram em sentido a defesa Sueca, sendo que aos 16', O'Shea, tem uma perdida escandalosa.

 

A concentração de jogadores no meio campo não deu grandes hipóteses de pensamento criativo para o jogo. A Suécia ficou a perder neste particular, os Irlandeses mais rápidos e directos começaram a acentuar o ataque à baliza de Isaksson e podiam por três vezes ter chegado ao golo. Primeiro por Brady no remate muito próximo da barra, estava feito o aviso, depois Hendrick a atirar à barra com Isaksson a ver passar e finalmente Long, perto do final da primeira parte, a desperdiçar mais uma boa situação havendo algumas queixas de ter sido perturbado na sua acção ofensiva.

Pelo meio, Zlatan, muito apagado, ainda tentou intimidar a defesa Irlandesa, no entanto, a marcação a que estava sujeito resolveu o que poderia ser um problema. Problema esse que acabou por surgir para a Hamrén, treinador Sueco, que viu Lustig, lateral direito, sair do encontro por lesão, forçando a sua substituição.

 

Dificilmente podíamos pedir melhor início da segunda parte. Os primeiros 5 minutos foram fantásticos!

 

A República da Irlanda chega ao merecido golo por Hoolahan aos 47', que grande remate sem hipóteses para o guardião Sueco. A resposta foram 4 minutos de cantos, dificuldade dos centrais Irlandeses em afastar o perigo, um quase auto-golo de Clark, valeu a atenção de Randolph, e a falta de calma de Forsberg que teve tudo para empatar a partida mas não teve a calma suficiente para colocar a bola no fundo das redes dos Irlandes. O golo animou a partida e teve a capacidade para acordar a Suécia.

 

A grande diferença para a primeira parte estava, por esta altura, na irrepreensível actuação dos defesa Irlandeses que aos poucos começava a falhar. Zlatan sentiu isso com a sua melhor oportunidade a acontecer aos 59'. Falhou, nada habitual. Voltou a Suécia a procurar mais Martin Olsson na ajuda ao sector ofensivo, tal como tinha acontecido logo no início da partida. Guidetti entretanto entrava para o lugar de Berg. Respondia Martin O'Neill com a entrada de McClean para o lugar de Walters.

 

A susbtituição de Hamrén, no entanto, acabou por ser mais importante pois esteve directamente ligada ao golo do empate. Guidetti, Zlatan e Larsson a incomodar Clark que acabou por fazer um auto golo. Foram traídos os Irlandeses no sector que, no computo geral, estava muito bem. A resposta Irlandesa foi imediata com uma bomba de Hendrick.

 

O jogo estava aberto!

Assistiu-se nos últimos 15 minutos a "bola cá, bola lá", ainda houve tempo para entrar Robbie Keane e mais de 140 internacionalizações na pernas, e se essa substituição se compreende, havia por esta altura alguma dificuldade em perceber como Martin O'Neill não fechava o lado direito da sua Selecção que era uma uma passagem sem portagem para os Suecos. Alteração essa que só aconteceu a 5 minutos do fim com a saída de McCarthy!

 

O jogo não mais teve alterações no marcardor, no entanto, pelo que fez a República da Irlanda na primeira parte, pelos remates enquadrados que teve quatro contra zero da Suécia, merecia os 3 pontos. A Suécia, provavelmente, vale mais mas hoje não foi mais forte que os Irlandeses e notou-se na falta de jogadas corridas ao longo dos 90 minutos. A luta pelo previsível terceiro lugar do grupo continua em aberto, dependerá do que irão fazer estas duas Selecções contra os principais candidatos do grupo, Bélgica e Itália.

 

Homem do jogo: Wes Hoolahan