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Parque dos Príncipes

Espaço dedicado à cobertura do Campeonato Europeu de Futebol de Selecções a decorrer em França de entre 10 de Junho e 10 de Julho

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Espaço dedicado à cobertura do Campeonato Europeu de Futebol de Selecções a decorrer em França de entre 10 de Junho e 10 de Julho

14
Jun16

Portugal 1-1 Islândia : insuficiente para apagar o (pequeno) vulcão!


Pedro Varela

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Portugal entrou no Europeu a empatar contra a, provavelmente, pior Selecção do grupo. As contas, de tarde, já tinham sido baralhadas, como bem disse o Ricardo no texto da vitória da Hungria sobre a Áustria. Totalmente justa, diga-se de passagem. Não sendo um favorito a vencer o europeu, é claramente candidato a passar o grupo e é, nesta altura, a preocupação que deve ter em conta Fernando Santos quando encarar o segundo jogo. Porque o primeiro era para vencer e já passou!

 

A Islândia estreia-se no Europeu com um empate muito festejado, aliás, nas bancadas golearam e cumpriram dentro daquilo que se esperava. Sem estrelas, compactos, aguerridos, rotinados, jogo directo sempre que necessário, movimentos atacantes apoiados e que, apesar de poucos, causaram sempre problemas na baliza defendida por Patrício.

 

A primeira parte começa com uma oportunidade para Sigurdsson logo aos 3 minutos. Aliás, foi pelo lado esquerdo que a Islândia encontrou maiores facilidades nestes minutos iniciais da partida. Rapidamente Portugal equilibrou e as oportunidades começaram, com naturalidade, a surgir. Danilo de cabeça, Vieirinha fora de área e Nani a cabecear sozinho na pequena área após assistência de Ronaldo, valeu o pé do guardião Halldórsson.

Depois ainda se seguiram oportunidades para Ronaldo, de cabeça e depois com o pé. Tudo isto na primeira meia hora. Adivinhava-se o golo da Selecção Portuguesa.

 

Aconteceu ao minuto 31, o golo número 600 em Europeus, depois de uma excelente assistência de André Gomes pela direita, Nani encostou sem dificuldades e colocou a bola no fundo da baliza Islandesa. Por esta altura, dizia eu, treinador de bancada assumido, que não percebia a incursão de João Mário na esquerda, quando passou o ano todo a jogar no centro do terreno ou na direita pelo Sporting, Danilo muito perdulário nos lances aéreos e Moutinho apagado, longe dos tempos que o notabilizaram. É complicado fazer-se muito melhor, quando 3 dos elementos essenciais do meio campo não estão a jogar bem. Mas, o resultado apontava noutra direcção!

 

A segunda parte, porém, começa da melhor forma para os Islandeses. Bjarnason marca o golo do empate aos 50', num lance em que há, pelo menos, seis jogadores portugueses a ver a bola passar, um erro colectivo que, pelo resultado final, saiu-nos muito caro.

 

Demorou a reagir o treinador Português, quando era evidente a dificuldade de certos jogadores em acompanhar as transições defesa-ataque, falta de ligação entre os jogadores portugueses, muito atrás da bola, e se ao intervalo daria para compreender a saída de Danilo ou até João Mário, claramente na posição errada, aos 70' a precisar da vitória, a entrada de Renato Sanches não foi uma mais valia.

 

As oportunidades eram claramente favoráveis para Portugal, verdade, mas, como já tinha referido em cima, a Islândia apesar de atacar pouco, as movimentações ofensivas eram sempre bem apoiadas, e entre jogo directo que os seus jogadores ganhavam nas alturas, com facilidade, e no perigo que levavam à baliza portuguesa, percebia-se que todo o cuidado era pouco para não sofrer um golo que seria ainda mais penalizador.

 

Quaresma entrou a 13 minutos do final do jogo, não estando a 100% pareceu-me que a sua entrada foi mais pela "fé" que pela razão objectiva de o colocar em campo para conseguir algo mais e Éder, o único ponta de lança de raiz só esteve 7 minutos em campo e já estou a contar com os descontos. Pelo meio Patrício ainda foi colocado à prova por Fonnbogason.

 

Portugal termina o jogo como a equipa mais rematadora do Europeu no final da primeira jornada, o que não espanta, até porque Ronaldo é o jogador com mais remates em Europeus, mas, com uma eficácia tremendamente negativa e como sabemos, contam as que entram. Próximo jogo contra a Áustria ganha um carácter ainda mais vital para a qualificação que é obrigatória neste grupo. 

 

A Islândia chega ao final deste jogo com a satisfação de perceber que há, claramente, a possibilidade de tentar a qualificação, quem sabe, por um terceiro lugar no grupo. No entanto, o dia está ganho, metade da população deste pequeno país cabe nos estádios dos 3 grandes, juntos, e a festa que fizeram antes, durante e depois do jogo mostra que estão em França pelo prazer do jogo e do "tudo pode acontecer". O ano de 2016 para eles está ganho!

 

Homem do jogo: Nani