Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Parque dos Príncipes

Espaço dedicado à cobertura do Campeonato Europeu de Futebol de Selecções a decorrer em França de entre 10 de Junho e 10 de Julho

Parque dos Príncipes

Espaço dedicado à cobertura do Campeonato Europeu de Futebol de Selecções a decorrer em França de entre 10 de Junho e 10 de Julho

31
Mai16

Os ilustres ausentes – parte I


RSolnado

Nesta terça-feira os seleccionadores têm de submeter a lista dos 23 convocados à UEFA, mas antes de contarmos os presentes, vamos falar dos ausentes. No primeiro Europeu com 24 equipas, assinalam-se regressos históricos e estreias em fases finais, mas em todas as edições tem de existir um ausente escandaloso. E a Holanda não fez a coisa por menos, caiu redondamente na qualificação com um 4ºlugar no seu grupo, e uns miseráveis 13 pontos em 30 possíveis.

 

Nem a troca de seleccionador a meio do percurso, saiu Guus Hiddink e foi escolhido Danny Blind, mudou alguma coisa. Derrotas em casa e fora com as qualificadas Islândia e República Checa, e um retumbante desaire por 3x0 na Turquia em jogo decisivo foram o espelho da derrota, numa formação que no último Mundial do Brasil tinha conseguido, ainda que de forma inesperada mas totalmente justificada, um honroso terceiro lugar, sem claro esquecer a goleada imposta à toda poderosa Espanha.

 3 estarolas 2.jpg

A ausência da Holanda da fase final tira múltiplos craques do palco do Euro, nomeadamente os três meninos da foto ao lado, três senhores que “trintões” tinham aqui sem dúvida a última grande oportunidade da sua carreira para brilharem numa fase final do Europeu. Todos eles, à sua maneira, com um percurso significativo no futebol, não haja dúvida que o espectador perde com a ausência da Holanda nesta fase final. Que sirva de emenda e de mudança de paradigma numa das mais tradicionais e completas escolas do futebol europeu, e que venham mais elementos da craveira de Arjen Robben, Robin van Persie e Wesley Sneijder.

 

Falhando a fase final de Euro pela primeira vez desde 1984, a laranja mecânica tem agora muito para reflectir no que concerne ao seu futuro, já que as equipas nacionais têm feito figuras de corpo presente nas competições europeias e a nação desce a pique no ranking da UEFA, e corre mesmo o risco de deixar de qualificar o seu campeão directamente para a Fase de Grupos.