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Parque dos Príncipes

Espaço dedicado à cobertura do Campeonato Europeu de Futebol de Selecções a decorrer em França de entre 10 de Junho e 10 de Julho

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Jun16

Inglaterra 1-1 Rússia : a história repete-se!


Pedro Varela

Photo by Laurence Griffiths

Infelizmente para os Ingleses a história repete-se e não conseguem vencer o jogo de abertura de uma fase final do Europeu. São já 9 jogos, onde registam 5 empates e 4 derrotas, Roy Hodgson não conseguiu manter a senda das vitórias que trazia da qualificação e há, no empate de hoje, questões pertinentes que se colocam à equipa escolhida.

Para a Rússia, que normalmente vence os jogos inaugurais, apesar de duas derrotas contra a Espanha nos últimos europeus, o empate nos descontos foi muito saboroso com alguma justiça poética!

 

No 11 titular inglês foi com alguma surpresa que Vardy e Milner ficaram de fora, como dizia o Ricardo Solnado na discussão sobre este jogo, a convocatória inglesa tem 1 extremo e 5 avançados, testa-se um losango e no primeiro jogo apresenta-se um 4x3x3. Estranho, caro Roy!

Nem vou falar do Rooney a jogar no meio campo. Percebo a sua influência, a inteligência em campo de um jogador experiente, mas nota-se uma dificuldade enorme na construção de jogo que se pede a um jogador que, na minha modesta opinião, rendia melhor atrás do ponta de lança ou mesmo na frente. Ainda vale mais de 50 golos pela Selecção.

Do lado Russo a aposta no ataque foi grande, Smolov, Kokorin e Dzyuba, no entanto, era a defesa a grande preocupação desta Selecção, como avançamos aqui, mas, decorridos 90 minutos de Europeu, podemos afirmar sem problemas que Ignashevich e Berezutski revelaram-se suficientes para quase todas as investidas inglesas.

 

A Inglaterra começou bem o jogo e rapidamente tomou conta da partida, os primeiros 15 minutos mostraram excelentes movimentações entre Alli, Walker e Lallana, não sendo por isso estranho que a posse de bola tenha atingido os 75%, com a Rússia a responder apenas com a bola para a frente na esperança que Dzyuba pudesse fazer algo mais. Mas claramente desapoiado, faltavam os extremos para lhe colocar a bola.

Com o tempo a passar, o equilíbrio começou a tornar-se mais evidente, e a diferença entre a Inglaterra e a Rússia, na primeira parte, esteve principalmente na precisão dos passes. Os russos chegaram a falhar 1 em cada 2. Mas, Kane, apagado e apenas encarregue da marcação de cantos e Sterling muito perdulário, dava para perguntar...e Vardy?

 

A segunda parte foi mais dividida. Rooney atirou de livre por cima da baliza de Akinfeev, que parecia intransponível, Dier no lado oposto quase marcava na sua baliza. 

A Rússia conseguia responder melhor, essencialmente por Kokorin esteve mais activo na segunda parte.  Sendo que essa acção resultou quase em golo, aos 62' Smolov teve a melhor oportunidade do encontro, Dzuyba esteve na assistência.

 

Os últimos 25 minutos trouxeram um jogo mais partido, mas percebia-se que os golos poderiam aparecer. Rooney avisou com uma bomba que Akinfeev desviou para a trave e não demorou mais que 3 minutos para Eric Dier, de livre directo, marcar um grande golo. Os Ingleses respiravam de alívio, até deu para ouvir o Hey Jude e a história poderia estar a fazer sentido para Roy Hodgson, mas só para ele.

Esteve três quartos de jogo empatado, favorito a vencer, mas não sentia necessidade de mexer na equipa. Não se percebeu se Rooney saiu por opção ou lesionado e o golo rejuvenesceu os Russos, quando deveria ter tido outro efeito. Dizem que "velhos são os trapos" e Berezutski confirmou-o ao marcar o golo de empate nos descontos, numa cabeçada a fazer um arco em câmara lenta a Joe Hart, frustrando uma nação que, depois do jogo de hoje, terá os pés de volta à terra.

A fase final de um Euro será sempre, mas mesmo sempre, diferente de uma qualificação. A Rússia, pelo que fizeram os seus centrais,o avançado Kokorin e pelas mexidas de Slutsky mereceu este ponto que mantêm intactas as suas aspirações a seguir em frente.

 
Homem do jogo: Eric Dier