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Parque dos Príncipes

Espaço dedicado à cobertura do Campeonato Europeu de Futebol de Selecções a decorrer em França de entre 10 de Junho e 10 de Julho

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22
Jun16

Hungria 3 - 3 Portugal: Sobrevivência Embaraçosa


J.G.

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Partir para um grupo com adversários tão acessíveis e assumir uma real candidatura ao título parece-nos razoável. Chegar lá e não ganhar um único jogo a Islândia, Áustria e Hungria é preocupante. Acabar o decisivo jogo contra uma equipa com várias reservas da Hungria e não acontecer uma vitória é embaraçoso.

Mais preocupante ainda, após uma miserável exibição em termos defensivos apareceu, finalmente, Cristiano Ronaldo a bisar. Não aproveitar esse balanço e acabar o jogo passivamente confortável a aceitar a "sorte" de um 2º lugar que nos ia levar para o lado negro do caminho para a final enfrentando já a Inglaterra, só pode ser um suicídio colectivo. Por acaso, depois aconteceu mesmo SORTE e a Islândia fez o favor de desviar Portugal para o caminho da Croácia. Menos mau.

Aliás, menos mau é o que caracteriza todo o Euro de Portugal até aqui. 

Hoje, parecia que o espírito das selecções da Hungria de 1954 e de Portugal de 1966 marcaram encontro em Lyon para um festival de golos. Seria entusiasmante se a qualidade do onze titular magiar não fosse tão, vamos lá, banal, e o nível de qualidade do bloco defensivo de Portugal não fosse tão vergonhoso.

À partida parece impossível sofrer 3 golos desta Hungria mas a verdade é que não só se sofreu como vimos Portugal a andar sempre atrás do resultado. Surreal!

Em termos de opções de Fernando Santos, o treinador foi igual a si mesmo. Optou por manter João Moutinho a titular sem que nada o justifique. Apostou em Eliseu por lesão de Guerreiro, e lançou João Mário, William e André Gomes para uma primeira parte para esquecer. 

Nem vale a pena falar dos golos sofridos de tão consentidos que foram, é preferível destacar a entrada de Renato Sanches na 2ª parte para o lugar de Moutinho e depois de Quaresma para o lugar do desgastado André Gomes. 

Com a loucura instalada no marcador, golo da Hungria, resposta de Portugal, o jogo pedia a velocidade e improviso de Rafa. Fernando Santos achou melhor fechar a equipa lançando... Danilo! Como os, já apurados, húngaros também já tinham encerrado as visitas ao meio campo adversário, o jogo arrastou-se de forma embaraçosa para o seu final. Isto mesmo sabendo que no outro jogo havia um empate que empurrava Portugal para o tal lado negro da competição. Incompreensível! 

 

Portugal passa a ser um dos símbolos deste anormal Europeu com novo figurino onde o mais complicado, quase impossível, é ser-se eliminado! É preciso ser muito medíocre para fazer as malas no final desta primeira fase. Portugal conseguiu estar ligeiramente acima desse horrível nível.

Não se vislumbra um onze tipo, não se entendeu o que pretenderam os responsáveis técnicos da Selecção a não ser evitar uma morte prematura e muito humilhante. Sobreviveu-se mas é preciso ser muito optimista para imaginar Ronaldo a levantar a Taça em Paris no próximo mês. Pelo menos, hoje Cristiano chegou ao Euro com estrondo, dentro e fora do relvado e isso é bom.

 

Melhor em Campo: Cristiano Ronaldo

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