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Parque dos Príncipes

Espaço dedicado à cobertura do Campeonato Europeu de Futebol de Selecções a decorrer em França de entre 10 de Junho e 10 de Julho

Parque dos Príncipes

Espaço dedicado à cobertura do Campeonato Europeu de Futebol de Selecções a decorrer em França de entre 10 de Junho e 10 de Julho

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Jun16

Áustria 0-2 Hungria: Surpresa só para quem não viu!


RSolnado

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Primeiro jogo do Grupo F, duas formações com uma história bem comum não só porque já foram um império mas porque são as selecções que mais vezes se defrontaram na história do futebol a seguir a Argentina e Uruguai. Claro, primeiro confronto para ambas em Europeus. E um recorde batido ao apito inicial, Gabor Kiraly torna-se o jogador mais velho a participar em fases finais, com 40 anos e 74 dias.

E ainda não iam decorridos 30 segundos de jogo e o guardião da Hungria viu David Alaba atirar ao poste! A Hungria respondeu por Kleinheisler, remate forte que Almer travou com segurança. Depois de Alaba voltar a ameaçar o jogo aos 10’, nos minutos seguintes a Hungria melhorou e equilibrou as operações, conseguindo cortar a iniciativa contrária, e terminando a primeira parte até com mais posse de bola.

Não foi um primeiro tempo rico em grandes ocasiões de golo, a Áustria sentiu muitas dificuldades em definir o seu jogo no último terço do campo. O jogo directo ainda foi o que resultou melhor, numa das tentativas Janko assistiu Junuzovic que disparou para bela defesa em voo de Kiraly. Iam decorridos 35’. Antes do intervalo, uma ocasião para cada lado. Do lado encarnado, má definição de Arnautovic na área após transição rápida, o passe saiu mal e Harnik nada podia fazer. Do outro lado também uma boa transição com Kleinheisler a servir Dzsuzsák, mas a recepção do capitão foi má e o remate saiu torto. Estava em boa posição e desperdiçou a melhor ocasião da Hungria no primeiro tempo.

Na segunda parte a Áustria entrou novamente muito forte, e num par de lances deu profundidade ao seu jogo mas foi para húngaro ver. Rapidamente a Hungria levou o jogo para a frente, e Dzsuzsák deu novo aviso em tiro de muito longe. Sem grande criatividade, os húngaros esperar o erro contrário e capitalizaram. Excelente jogada de entendimento entre o homem apontado como revelação aqui no Parque, o motor da equipa Kleinheisler, e o avançado Szalai. Duas tabelinhas seguidas sendo que na assistência derradeira a defesa toda subiu menos o capitão Fuchs, que assim deixou o avançado dentro da área, que mesmo meio atrapalhado e em queda finalizou à saída de Almer. Não marcava há 41 jogos este ponta de lança, entre clubes e selecção, desde Dezembro de 2014.

Loucura nas bancadas e reacção pronta austríaca, travada pela expulsão de Dragovic. Um par de cantos e algum perigo, numa bola disputada o central viu que ia chegar tarde e encolheu-se não evitando o contacto. Falta clara mas um amarelo exagerado e que retirou o jogador do campo.

Mesmo com menos um jogador a Áustria teve a iniciativa do jogo, com Baumgartlinger a acumular as funções de defesa-central e médio-defensivo (grande exibição). Claro que o jogo ficou mais partido, e a Hungria tirou proveito disso. Nemeth obrigou Almer a grande defesa, e as transições rápidas deixavam antever um segundo golo, até porque a Hungria não travava o jogo, jogando de forma imprudentemente vertiginosa.

Contudo defensivamente a muralha manteve-se unida e não vacilou, perante uma Áustria já com várias trocas na frente mas sem efeitos práticos. A Hungria culminou uma tarde de sonho aos 87’, contra-ataque perfeito com dois suplentes a combinarem. Priskin lançou Stieber em corrida, e o médio à saída de Almer fez o golo com muita tranquilidade.

Triunfo justíssimo da Hungria, que assim regressou em grandes às fases finais de Europeus, 44 anos volvidos sobre a última surpresa. A Áustria de potencial revelação vai para desilusão e tem uma tarefa complicada no que falta neste grupo.

Melhor em campo: Laszlo Kleinheisler