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Parque dos Príncipes

Espaço dedicado à cobertura do Campeonato Europeu de Futebol de Selecções a decorrer em França de entre 10 de Junho e 10 de Julho

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26
Jun16

Alemanha 3-0 Eslováquia: Máquina alemã a carburar


RSolnado

Os campeões do mundo tinham sido das equipas que melhor imagem tinha deixado na primeira fase, já se sabe que para os alemães não há jogos a brincar e tudo é encarado com seriedade.

Quase tudo aliás, a história deste jogo começa no dia 29 de Maio e num amigável de preparação onde a Eslováquia venceu por 3x1 a Alemanha em Dusseldorf. Low andava então apaixonado por um esquema difícil de compreender, entre o 3-5-2 e o 3-3-3-1. Esse jogo amigável serviu para se deixar de invenções e voltar à fórmula de sucesso, que parece agora ter recuperado quase toda a sua forma mais clássica, isto é, com um ponta de lança de referência.

Começamos por aí, foi o quarto onze diferente em quatro jogos, embora 7 jogadores tenham sido sempre titulares. Draxler rendeu Götze e Gomez continuou no centro do ataque. Do lado eslovaco várias mudanças, com a equipa a largar o 4x3x3 para jogar num 4x1x4x1, com um terceiro central como trinco e Kucka desviado para falso médio direito.

Só que a entrada alemã no jogo foi forte e deitou os planos de Kozak para o lixo. Aos 6 minutos Kozacik negou o golo a Khedira com uma fabulosa defesa para canto, desse canto nasce o primeiro golo, tiraço de ressaca de Boateng à entrada da área, tanto de improvável como de bem executado pelo central do Bayern. Ainda não ia decorrido o primeiro quarto de hora de jogo e Skrtel usou mãos e braços para lutar com Gomez por uma bola aérea, grande penalidade assinalada. Özil bateu sem muita convicção e tornou-se assim no primeiro alemão a falhar um penalty num Euro, Kozacik voou para o seu lado esquerdo e manteve a equipa no jogo.

Mas só dava Alemanha, e Özil e Müller iriam desperdiçar novas ocasiões para aumentar a contagem. A Eslováquia parecia amarrada e foi já perto do intervalo que surgiu no jogo numa jogada em que conseguiu profundidade pela direita; Perarik cruzou para Kucka cabecear, Neuer estava no jogo e disse presente com uma grande defesa. Na resposta foi Neuer a lançar o ataque para Draxler, o mágico dos Wolfsburgo fez a diferença e foi evitando os contrários entrando na área pelo lado esquerdo, da linha de fundo assistiu Gomez que finalizou como sabe, de primeira e para o fundo das redes.

Estava o assunto resolvido ao intervalo, pensaram todos e até o seleccionador eslovaco, que tirou Weiss e reforçou o meio-campo com Gregus. Foi a tentativa de suster a iniciativa alemã, e a Eslováquia até entrou melhor na segunda parte mas Neuer voltou a dizer presente. Aos 63 minutos Draxler culminou uma tarde em grande com um golo, aproveitando uma bola aérea após um canto para finalizar de primeira num bonito gesto técnico.

Se dúvidas restavam ficaram desfeitas, e no restante jogo foi tempo de poupanças na Alemanha, gerindo o jogo até final e estando naturalmente mais perto do quarto golo do que sofrer um. Ao cabo de quatro jogos, nenhum golo sofrido. Sólida, consistente e de ideias bem claras, aguarda agora por Itália ou Espanha naquele que será forçosamente o jogo grande do cartaz dos quartos de final.

Homem do jogo: Julian Draxler